Após superar morte do pai, paulista quer ser o primeiro '100% brasileiro' a jogar na NFL

Gustavo Faldon, do ESPN.com.br
Divulgação
Brasileiro Cairo Santos sonha com a NFL
Brasileiro Cairo Santos sonha com a NFL

Aos 16 anos, o jovem paulistano Cairo Santos chegou aos Estados Unidos para estudar. A ideia era ficar apenas um ano na St.Joseph's Academy para aprender inglês. Por incentivo dos amigos norte-americanos e pela familiaridade em chutar uma bola no sangue brasileiro, Cairo optou por seguir nos EUA e conseguiu uma bolsa na universidade de Tulane para ser kicker do time de futebol americano da faculdade. Em 2014, ele pode se tornar o primeiro brasileiro da história a atuar na NFL.

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Até hoje, o que mais chegou perto foi Maikon Bonani, que jogou na pré-temporada do Tennessee Titans em 2013, mas foi cortado. Bonani voltou aos Titans e é o único kicker do elenco por lá. Já Cairo Santos, depois de uma ótima carreira na NCAA, sonha em ser recrutado por um time da NFL no Draft deste final de semana. A primeira rodada do evento será nesta quinta-feira, às 21h (Brasília) na ESPN e no WatchESPN, enquanto a segunda rodada terá transmissão exclusiva do WatchESPN na sexta, às 20h.

"Estou ansioso, sim. Agora acabaram os testes, todo o processo que a gente tinha que passar que os times fazem para atrair os jovens para as equipes. Agora é só esperar essa semana e ver o que acontece", disse Santos, em entrevista ao ESPN.com.br.

"É quase inacreditável que eu possa fazer uma coisa histórica assim. Eu espero que eu e o Bonani possamos atuar num time nessa temporada. Ele é um ótimo kicker", completou. O tackle Breno Giacomini é o mais perto que o Brasil já chegou de ter um representante na NFL. Giacomini, campeão do último Super Bowl pelos Seahawks e atualmente nos Jets, é filho de brasileiros, mas nasceu e foi criado nos Estados Unidos.

Em 2012, Cairo Santos acertou 21 dos 21 chutes que tentou na temporada da NCAA, órgão que rege os esportes universitários dos Estados Unidos. Tal performance o rendeu o prêmio Lou Groza, dado ao melhor kicker dos EUA e atraiu o interesse de diversos times da NFL.

"Logo depois do ‘Combine' foi quando as equipes demonstraram mais interesse. Eles não acreditavam que eu chutava tão bem. A gente tem conversado praticamente com todos os times e achamos que podem ter uns 5 ou 6 times interessados", analisou o brasileiro, que tem como recorde pessoal um field goal de 57 jardas (o mais longo da história da NFL é de 63 jardas).

O ano de 2013 foi trágico para Santos. Ele errou 7 field goals (tentou 23), todos depois da morte de seu pai no mês de setembro após um acidente de avião. A perda do pai quase fez o jovem paulistano desistir da carreira.

"Eu voltei para o Brasil para o enterro do meu pai e minha família falou que eu não precisava volta. Para mim foi só motivação. É o que meu pai gostaria de ver, eu estar jogando".

Perguntado se pensará no pai caso ouça seu nome ser chamado pelo comissário Roger Goodell no Draft, Cairo Santos não tem dúvida: "Ah, com certeza. Depois de todos os chutes, todo sucesso, sempre penso nele, aponto para o céu".

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