Após denúncias da ESPN, Ary Graça renuncia à presidência da CBV

Gabriela Moreira, de João Pessoa (PB), para o ESPN.com.br
Lúcio: 'Ary Graça caiu e não tem autoridade moral para presidir FIVB'

Em meio ao turbilhão de revelações feitas pela série "Dossiê Vôlei", da ESPN, sobre a existência de pagamento de comissões em contratos assinados diretamente com o Banco do Brasil por serviços de agenciamentos, intermediação e "assessoria na negociação de contratos de patrocínio da CBV", o presidente licenciado da Confederação Brasileira de Vôlei, Ary Graça, renunciou ao cargo nesta sexta.

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A decisão foi anunciada em João Pessoa-PB, onde está sendo realizado congresso dos presidentes de federações estaduais de vôlei - segundo a CBV, contudo, a carta foi apresentada em dezembro de 2013. Graça ainda segue como presidente da FIVB (Federação Internacional de Voleibol), entidade que comanda desde 2012, quando sucedeu o chinês Jizhonmg Wei.

Em 27 de fevereiro, o ex-superintendente geral da entidade nacional, Marcos Pina, entregou seu cargo também após as denúncias da ESPN. A saída foi um pedido de Walter Larangeiras, presidente de fato da confederação que comanda o voleibol no Brasil, já que Graça estava licenciado. Agora, Larangeiras assume a CBV em definitivo, e Neuri Baibieri fica com a função de superintendente geral.

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Além da renúncia, o encontro de dirigente na Paraíba também serviu para alterar o estatuto da CBV, que passa a permitir a participação de atletas no próximo encontro da entidade e apenas uma reeleição para o mandato de presidente, ou seja, no máximo, oito anos. Ao fim do encontro, os dirigente aprovaram as contas de 2013, com a presença de 26 das 27 federações estaduais filiadas.

Em nova matéria nesta sexta-feira, com base nos balanços dos últimos anos aprovados pela Assembleia da entidade, o ESPN.com.br mostra que as despesas de marketing e produção da CBV tiveram um aumento de 2.241% entre 2008 e 2012, enquanto o aumento das receitas de patrocínio ficou bem abaixo disso, com 145% de crescimento.

Ary Graça assumiu a presidência da CBV em 1997. Em quadra, acumulou excelentes resultados, com medalhas de ouro olímpicas tanto no masculino quanto feminino, além de diversos títulos de Ligas Mundias e Copas do Mundo. Fora das quadras, porém, renunciou após a publicação das denúncias do "Dossiê Vôlei", do jornalista Lúcio de Castro.

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