Clubes firmam pacto para não se beneficiar de decisões na Justiça Comum

Pedro Henrique Torre, no Rio de Janeiro (RJ), para o ESPN.com.br
Pedro Henrique Torre/ESPN.com.br
Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, logo depois de arbitral da CBF
Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, na CBF
Aos poucos, os representantes dos clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro deixaram a sede da CBF nesta quinta-feira. Após o arbitral, além da tabela sem a presença da Portuguesa e com 20 clubes ficou decidido um pacto para que nenhuma agremiação se beneficie de decisões conseguidas por torcedores na Justiça Comum a partir do Brasileiro deste ano.

Presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil foi o primeiro a revelar o acordo firmado na sede da CBF. Segundo ele, a preocupação é com o produto chamado Campeonato Brasileiro e comercializado para transmissões de tv e no setor de marketing, por exemplo.

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"Tem muito dinheiro envolvido no Campeonato Brasileiro. Já imaginou se tem alguém esperando começar e para na rodada inicial? É isso que estamos tentando proteger. Daqui para frente todos os 20 clubes do Campeonato Brasileiro não aceitarão nenhuma demanda de torcida. Mesmo se o clube for beneficiado a instituição vai se proteger de cumprir a regra", disse Kalil.

Para as decisões referentes ao Campeonato Brasileiro de 2013, como as liminares conseguidas por torcedores de Portuguesa, Fluminense e Flamengo, Kalil admitiu que é impossível que o acordo seja válido. Sincero, como de costume, o presidente do Atlético-MG garantiu que se estivesse na situação da Portuguesa não desistiria.

"O pacto foi firmado para ano que vem. Ninguém teve o atrevimento de ser tão abusado de falar: 'Quem tem, tira". Se falassem comigo eu ia morrer de rir. É a partir de agora. Se não ganhar, recolha o trem de pouso e vamos tocar o nosso campeonato", completou Kalil.

Também presente no arbitral do Campeonato Brasileiro, o presidente do Grêmio, Fábio Koff, garantiu que o pacto foi firmado a fim de de evitar a repetição de mudança no número de clubes e fórmula, como em 2000.

"Qualquer questão foi superada com a tabela divulgada com 20 clubes e respeitando a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. A experiência da Copa João Havelange foi negativa. A CBF poderia sofrer sanções da Fifa e não disputar competições internacionais", garantiu Fábio Koff.

De acordo com o Estatuto do Torcedor, a CBF tinha até o dia 17 de fevereiro para divulgar a tabela do Campeonato Brasileiro, 60 dias antes do início da competição, em 19 de abril. Nesta quinta-feira, a entidade divulgou a tabela com 20 clubes, sem a Portuguesa, e com o Fluminense.

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