Presidente da Gaviões, a jornal: 'Quem já não deu um murro na cara do outro?'

ESPN.com.br

Integrantes de ao menos três torcidas organizadas do Corinthians participaram da invasão ao CT do clube no último sábado, uma delas a Gaviões da Fiel, cujo presidente, Wagner da Costa, disse em entrevista a "Folha de S. Paulo", entre outras coisas, que a ação foi espontânea e orquestrada pelas redes sociais.

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Aos 30 anos, Costa, também responsável pels escola de samba homônima, repudia a ideia de associação da violência às organizadas. "A violência está espalhada em toda a sociedade, quem já não deu um murro na cara do outro?", questionou.

Reprodução/Gaviões da Fiel
Gaviôes da Fiel Wagner da Costa Presidente
Wagner da Costa, presidente da Gaviôes da Fiel 


Ele também defende a cobrança aos jogadores, para ele, nos caso dos corintianos, "em greve" desde 2013. 

"Repudiamos a violência e os atos de vandalismo, mas que estava na hora de fazer protesto, estava. Parece até piada, os jogadores falando em fazer greve. Eles precisam é voltar da greve, pois não estão jogando nada desde o ano passado", acusou.

Costa confirmou ao jornal que os principais alvos, entre os atletas, são Pato Emerson 'Sheik' e Romarinho. "O papel deles é jogar. O nosso é fiscalizar e cobrar. O torcedor paga o ingresso e não está gostando do futebol do time", acrescentou.

Para o presidente da Gaviões, também conhecido como "B.O.", abreviação de "Boneco de Olinda" por conta do porte físico, os torcedores corintianos que participaram da invasão ao CT Joaquim Grava estão brigando pelo que lhes é de direito.

"É como se os jogadores estivessem lá roubando o salário do Corinthians. Do mesmo jeito que a população foi para as ruas nas manifestações de junho, estamos lutando por nossos direitos", disse.

Sobre a organização do ato, garantiu: "É como os rolezinhos. Um chamando o outro pela rede social. Lógico que tinha torcedor organizado, se não estaria mentindo." 

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