O uniforme foi usado pela primeira vez em 4 de janeiro, na goleada por 4 a 0 sobre o Everton, na rodada de abertura do Campeonato Chileno. Apesar das reclamações da comunidade judaica do Chile, o time avisou que não mudaria o traje.

Para punir o clube de origem palestina, o tribunal disciplinar da ANFP (Associação Nacional de Futebol Profissional) alegou descumprimento do artigo 39 do regulamento, que estabelece em 25 cm de altura o tamanho do número da camisa. Agora, o Palestino deverá voltar a utilizar o traçado tradicional do número 1.
O tribunal ainda considerou que "a utilização do mapa no uniforme, para além das razões históricas e sua qualidade não discutida de emblema para determinado grupo de pessoas, constitui uma expressão ou manifestação de conteúdo político para outro grupo de pessoas".
O clube, porém, já havia usado o mapa nas suas camisas entre 2000 e 2002.
Desta vez, a ANFP confirmou ter recebido uma carta da comunidade judaica que manifestou seu incômodo. A entidade explicou que, para punir o clube, seria necessário que outro filiado o denunciasse. Esta iniciativa partiu então do clube Ñublense de Chillán.
Fundado em 1920, o Palestino conta com não mais do que 2 mil sócios, mas representa a colônia palestina no Chile, que, com mais de 300 mil pessoas, é considerada a maior do mundo fora dos países árabes.
A comunidade judaica, uma das mais influentes do país com mais de 30 mil integrantes, rechaçou o novo uniforme e o considerou excludente.
Federação chilena multa clube por colocar mapa da Palestina na camisa
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