Ex-técnicos de Marrocos e Gana veem menosprezo do Atlético-MG ao Raja Casablanca

Felipe Lyra, do Rio de Janeiro (RJ), para o ESPN.com.br
Cristóvão Brito / ESPN
Ex-técnico de Angola e Gana, Kurtz criticou 'menosprezo' do Atlético-MG
Ex-técnico de Angola e Gana criticou 'menosprezo' atleticano

A surpreendente derrota por 3 a 1 do Atlético-MG para o Raja Casablanca, pelas semifinais do Mundial de Clubes, segue repercutindo. Em almoço promovido pelo Sindicato dos Treinadores do Estado do Rio (Sintrefutrj), Ismael Kurtz, velho conhecido do futevol africano, mostrou-se surpreso com o resultado do jogo, e viu "menosprezo" da equipe mineira ao adversário.

"Eu fui treinador em 1994, 1995 e 1996 de Gana e de Angola em 2002, 2003 e 2004. Tive várias competições dentro da África. Foi uma surpresa grande, acho que o Raja e o Marrocos não estão numa das fases mais fortes do futebol africano, não são uma das forças do futebol africano. Foi uma surpresa. Eu acho que ao Atlético menosprezou um pouco o Raja. Nas entrevistas os jogadores falavam só na final com o Bayern de Munique e esqueceram que pela frente teriam um jogo com o Raja. Se pensou muito na final e nesse jogo faltou muito. O Atlético não jogou aquele futebol que apresentou anteriormente", sentenciou Kurtz.

Outro que emitiu sua opinião sobre a "zebra" foi Gilson Nunes, ex-treinador da própria seleção do Marrocos. Mais elogioso ao futebol do país e mais comedido ao comentar a postura do Atlético, o técnico também mostrou-se surpreso com a derrota, e afirmou que a equipe mineira deveria ter se preparado melhor para o confronto.

Cristóvão Brito / ESPN
Gilson Nunes treinou a seleção do Marrocos na década de 1990
Gilson Nunes treinou a seleção do Marrocos em 1995

"Em 1995 eu tive a honra e o prazer de dirigir a seleção do Marrocos, simultaneamente a principal e a seleção olímpica. Já naquela oportunidade a gente visualizava uma capacidade técnica de boa qualidade. Inclusive tiveram participações na Copa do Mundo de bastante eficiência. Fiquei surpreso de ver a postura do Atlético contra o Raja, clube mais forte do Marrocos. Tenho a impressão que não foi feita uma avaliação condizente com a qualidade que o Raja tem, e o Atlético foi pego de surpresa. O Atlético não teve a felicidade de superar o adversário, e precisava ter ocorrido uma prévia com atenção maior, penso eu. Estamos agora um pouco tristes porque o Atlético representa o Brasil e não conseguiu superar o Raja, que merecia mais atenção", opinou.

Na sequência da derrota para o Raja, o Atlético-MG tem pela frente a disputa de terceiro lugar do Mundial de Clubes, contra o chinês Guangzhou Evergrande, do argentino Conca e dos brasileiros Muriqui e Elkeson. A partida acontece às 14h30 (de Brasília) deste sábado, novamente em Marrakech, capital do Marrocos. Às 17h30 do mesmo dia, o Bayern de Munique faz a final da competição contra o Raja Casablanca.

Getty Images
Ronaldinho lamenta a derrota do Atlético-MG para o Raja Casablanca
Ronaldinho lamenta a derrota do Atlético-MG para o Raja Casablanca
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