Jorge Zarif lembra pai falecido e revela mutirão por votos na faculdade

ESPN.com.br com agência Gazeta Press
Para ganhar o prêmio de melhor atleta do ano concedido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Jorge Zarif promoveu uma espécie de mutirão por votos na faculdade. Com o sucesso da estratégia, o velejador de 21 anos teve a chance de lembrar-se do falecido pai ao receber seu troféu nesta terça-feira, em São Paulo.

"Preferi não falar muito sobre isso, porque acho que choraria, mas foi meu pai que me ensinou a velejar. Vendo ele competir, decidi que queria ser um velejador profissional. Apesar de não estar aqui hoje, ele tem 100% de ‘culpa' por eu conseguir esses títulos", declarou.

Jorge Zarif Neto representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-1984 e Seul-1988. Antes de ser vitimado por um enfarte com apenas 50 anos em 2008, transmitiu seus conhecimentos ao filho, campeão mundial juvenil e adulto na Classe Finn, a mesma do mentor.

O jovem concorreu com o nadador César Cielo e o ginasta Arthur Zanetti, dois campeões mundiais e olímpicos, pela principal honraria da noite, decidida pelo voto popular. Os amigos da faculdade, conta Jorge, foram fundamentais para vencer os favoritos.

Gazeta Press
Jorge Zarif revelou ter feito um 'mutirão' por votos no prêmio Brasil Olímpico
Jorge Zarif revelou ter feito um 'mutirão' por votos no prêmio Brasil Olímpico

"Quando fiquei sabendo dos concorrentes, entrei no Facebook do Cielo e vi 600 mil seguidores, enquanto eu tenho só 3 mil. Então, levei para a faculdade três laptops, o meu, o da minha irmã e o da minha mãe, e mandei o pessoal ficar votando. Repeti de semestre, mas pelo menos consegui ganhar", contou, assumindo a condição de zebra.

"O Cielo e o Zanetti são muito mais conhecidos do que eu pelo grande público, mas a campanha que fiz, mesmo para poucas pessoas, surtiu efeito. Ambos já ganharam e talvez o prêmio teria um pouco menos de importância para eles hoje", disse.

Com apenas 21 anos de idade, o brasileiro é o mais jovem velejador a unificar os títulos juvenil e adulto. Companheiro de treinamento do experiente Bruno Prada, ele acredita na possibilidade de evoluir ainda mais durante as próximas temporadas.

"A vela é um esporte no qual você pode melhorar até os 35 anos. A gente viu o (Robert) Scheidt ganhando o Mundial de Laser com 40 anos recentemente. Então, depende só de mim. Se eu continuar com o apoio e infraestrutura que tive esse ano, vontade não vai faltar."

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