Alerta para casos como da Lusa e Flamengo existe, mas CBF diz que 'nunca' irá usá-lo

Camila Mattoso, do ESPN.com.br
Divulgação
Virgílio Elísio é contra avisar clubes sobre jogadores suspensos
Virgílio Elísio é contra avisar clubes sobre jogadores suspensos

Com os casos da Portuguesa e do Flamengo, que serão julgados nesta segunda-feira, uma discussão foi levantada: por que a Confederação Brasileira de Futebol não cria um sistema para avisar quem está suspenso ou irregular? A resposta da entidade é simples: o software já existe, mas não há vontade política para ser usado desta maneira.

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A súmula eletrônica, no Brasileirão há dois anos, poderia fazer isso. Ela integra todo o banco de dados da CBF, com cartões amarelos, vermelhos, registro de atletas e até mesmo os resultados dos julgamentos do STJD, quando há tempo suficiente para atualização. A gestão de José Maria Marin, no entanto, deixa claro que não mudará.

"Isso não existe, não vamos fazer isso. Eu acho até perigoso. Você precisaria ter um sistema completamente à prova de falhas, o que é praticamente impossível. A CBF está sempre disposta a ajudar, tem o BID, publica o resultado dos julgamentos no site, mas não pode ir além disso", afirmou Virgílio Elíseo, diretor de Competições da entidade, ao ESPN.com.br.

"Uma coisa dessas é jogar para a CBF essa responsabilidade. A responsabilidade não é dela, é dos clubes. O dia em que uma entidade que organiza um campeonato decidir ter essa função, ela estará ferrada. Jamais. A súmula eletrônica até pode fazer isso, mas não é o seu objetivo na criação, é apenas a agilidade. Só completamos a súmula no final da partida, não antes", completou.

O mesmo sistema dos campeonatos nacionais é utilizado pela Federação Paulista de Futebol há mais tempo, pelo menos quatro anos. Diferente da CBF, a entidade estadual diz que alerta os clubes sobre a irregularidade de atletas.

"A gente pega a lista dos jogadores sempre antes da partida e já joga no sistema da súmula eletrônica. Com isso, já sabemos se há alguma irregularidade. E se há, alertamos o clube. Mas, claro, o sistema pode ter alguma falha e, por isso, a responsabilidade final é do time. Como isso acontece com algum tempo de antecedência do início da partida, a diretoria ainda consegue checar alguma informação, se quiser", explicou o chefe do Departamento de Segurança da FPF, Coronel Marinho.

"Em um caso como o da Portuguesa, seria possível saber do atleta suspenso, mas teria que ter tido uma atualização no sistema, entre sexta-feira e domingo. O que seria difícil, por causa do expediente de lá", finalizou.

Os julgamentos das denúncias do Campeonato Brasileiro acontecem em dias diferentes, entre segunda e sexta-feira. No caso do Paulista, é sempre no primeiro dia útil da semana, costumeiramente na segunda-feira.

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