Arena do Grêmio tem 1,4 mil 'cadeiras fantasmas'

Marcus Alves, do ESPN.com.br

 

Gazeta Press
Grêmio e OAS ainda não assinaram o novo contrato para a Arena
Grêmio e OAS ainda não assinaram o novo contrato para a Arena

Deveriam ser 56,4 mil lugares.

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Mas ao contar um a um, em vistoria realizada em outubro, o Grêmio chegou à conclusão de que faltavam 1,4 mil assentos na Arena inaugurada em dezembro do ano passado e que desde então esteve na pauta de diversos conflitos envolvendo a diretoria tricolor e a construtora OAS. Os dados estão no relatório produzido pelo engenheiro civil e de segurança do trabalho Evandro Krebs e pelo arquiteto Marcos Almeida.

Ainda de acordo com as informações colhidas, a nova casa gremista conta com 1,8 mil pontos cegos. Esses são atualmente os dois principais obstáculos na negociação do contrato entre as partes, que se arrasta desde junho.

Por causa das "cadeiras fantasmas", o Grêmio notificou a OAS e aguarda a resolução do assunto. A empreiteira reconhece o problema e alega falta de espaço no estádio.

"Nós recém-finalizamos o processo de vistoria para o recebimento da obra. Então, temos agora uma etapa onde estamos fazendo o alinhamento de condutas e procedimentos. Existem alguns quesitos a serem estudados em conjunto. Nessa questão das cadeiras temos uma visão de que deveria ter número ‘x' de cadeiras, que seria menos do que instalado hoje, e a OAS está apresentando uma justificativa de por que dessas cadeiras não terem sido instaladas", explica o engenheiro Evandro Krebs ao ESPN.com.br.

Esse é apenas mais um episódio na discussão entre o clube e a empresa, que admitiu anteriormente o descoloramento dos assentos e falhas no funcionamento da subestação de energia. Ainda existem outras pendências, mas que, segundo o clube, de "menor relevância".

Coordenador da equipe indicada pelo presidente Fábio Koff para a realização da vistoria, Krebs adota um discurso diplomático e prefere não criar uma nova polêmica até que seja resolvida a polêmica gerada pelo aditivo assinado em 2011 e que aumentou a capacidade da Arena para 56,4 mil lugares e elevou o custo da obra em R$ 65 milhões.

"Temos a expectativa de que, nas próximas reuniões, cheguemos a um entendimento. Estamos nos encontrando todas as semanas. Um ponto é a quantidade de cadeiras e o outro seriam as cadeiras que apresentam problemas de visibilidade. Estamos discutindo hoje ao redor de 1.400 cadeiras faltantes e precisamos ver ainda essas 1.800 em que o torcedor tem dificuldade de visão. Não é nada sério. São questões normais. Dá para resolver", afirma.

Procurada pela reportagem do ESPN.com.br para dar a sua versão sobre as "cadeiras fantasmas", a OAS não respondeu até a publicação da matéria.

O Grêmio se recusa a fechar os contratos remodelados até que as conversas com a construtora sejam esgotadas.

"Na assinatura deles, queremos deixar todas essas questões resolvidas. Como isso passa pelo recebimento da obra, a gente defende a cautela de não se deixar dúvidas. Queremos olhar para frente e projetar a valorização da Arena como equipamento de uma parceria de 20 anos", conclui o engenheiro Evandro Krebs.

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