Há 50 anos, Santos era bi do Mundial em batalha contra o Milan

ESPN.com.br
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Time do Santos bi campeão do Mundial de Clubes
Em pé: Lima, Geraldino, Mengálvio, Calvet, Gilmar e Ismal; Agachados: Dorval, Dalmo, Coutinho, Pelé e Pepe

Há exatos 50 anos, o Santos conquistou aquele que talvez tenha sido o título mais difícil da sua história: o Mundial de Clubes (ou Copa Intercontinental) de 1963, contra o Milan de jogadores como Cesare Maldini, Giovanni Trapattoni e os brasileiros Altafini (o Mazzola) e Amarildo.

O título foi vencido em uma melhor de três contra a equipe rubro-negra. No primeiro duelo, em Milão, o time da casa levou a melhor, batendo o time praiano por 4 a 2. Na volta, em um Maracanã lotado por 132.728 torcedores, o Santos deu o troco e venceu também por 4 a 2, após sair perdendo por 2 a 0.

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Os jogadores Almir(no alto), do Santos FC; e Trapattoni(E), do Milan, da Itália, durante a segunda partida válida pelas finais do Mundial Interclubes
Almir assumiu a 10 de Pelé e não tremeu contra Milan

"Foi a maior vitória que tive nos 750 jogos que fiz pelo Santos. Estávamos perdendo por 2 a 0 no Rio e só restavam 45 minutos. O (técnico) Lula fez uma preleção curta no intervalo, mas começou a cair um temporal. Nós aproveitamos o campo alagado, com meu chute forte, e fizemos os quatro gols, principalmente em batidas de fora da área. Foi uma chuva divina", relembra Pepe.

Com isso, um jogo desempate foi realizado dois dias depois, novamente no Maracanã abarrotado por 120.421 fãs. Com um histórico gol de Dalmo, marcado de pênalti aos 31 minutos do primeiro tempo, o clube alvinegro sagrou-se bi do Mundial, já que havia batido o Benfica, de Portugal, um ano antes.

A finalíssima, aliás, foi uma verdadeira batalha, que terminou com duas expulsões: Ismael, para a equipe brasileira, o Maldini, para os italianos. Em diversos momentos, até mesmo a polícia teve que intervir para controlar os ânimos dos jogadores.

O feito do Santos, aliás, foi ainda maior pelo fato de Pelé, lesionado, não ter disputado as duas partidas no Brasil. Em seu lugar, entrou o reserva Almir, que substituiu à altura o "Rei do Futebol", marcando um dois gols da virada por 4 a 2 no segundo duelo e sofrendo o pênalti que levou ao título.

Em seu site oficial, o Santos celebrou o título da Intercontinental de 1963 neste sábado, lembrando o "enorme feito do Alvinegro mais famoso do mundo".

Reveja os lances das partidas do Mundial entre Santos e Milan:

JOGO 1
Milan 4 x 2 Santos
Estádio: San Siro (Milão)
Público: 80.000
Data: 16/10/1963
Árbitro: Alfred Haberfellner (Áustria)
Gols: Trapattoni 3', Amarildo 14', Pelé 57', Amarildo 66', Mora 81' e Pelé 85'
Milan: Ghezzi; David, Trapattoni, Maldini e Trebbi; Pelagalli e Rivera; Mora, Lodetti, Altafini e Amarildo Técnico: Luis Carniglia
Santos: Gilmar; Lima, Haroldo, Calvet e Geraldino; Zito e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe Técnico: Lula

JOGO 2
Santos 4 x 2 Milan
Estádio: Maracanã (Rio de Janeiro)
Público: 132.728 pagantes
Data: 14/11/1963
Árbitro: Juan Brozzi (Argentina)
Gols: Altafini 12', Mora 16', Pepe 49', Mengálvio 54', Lima 64' e Pepe 71'
Santos: Gilmar; Ismael, Mauro, Haroldo e Dalmo; Lima e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Almir e Pepe Técnico: Lula
Milan: Ghezzi; David, Trapattoni, Maldini e Trebbi; Pelagalli e Rivera; Mora, Lodetti, Altafini e Amarildo Técnico: Luis Carniglia

JOGO 3
Santos 1 x 0 Milan
Estádio: Maracanã (Rio de Janeiro)
Público: 120.421 pagantes Data: 16/11/1963
Árbitro: Juan Brozzi (Argentina)
Gol: Dalmo 35'
Santos: Gilmar; Ismael, Mauro, Haroldo e Dalmo; Lima e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Almir e Pepe. Técnico: Lula
Milan: Balzarini (Barluzzi); Pelagali, Benitez, Trapattoni e Trebbi; Maldini e Lodetti; Mora, Altafini, Amarildo e Fortunato Técnico: Luis Carniglia

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