Reunião na CBF não define mudanças no calendário para 2014, mas garante melhora em 2015

Tiago Leme, do Rio de Janeiro (RJ), para o ESPN.com.br

A reunião na sede da CBF, nesta segunda-feira à tarde, não definiu nenhuma mudança no calendário do futebol brasileiro para 2014. Convocados pelo presidente da entidade, José Maria Marin, jogadores e dirigentes entraram em consenso no encontro e deixaram o local conformados com a dificuldade de atlerações maiores em um ano "atípico" com a disputa da Copa do Mundo no país. Para 2015, no entato, a promessa é que a lei seja cumprida à risca, com 30 dias de férias e 30 dias de pré-temporada.

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"Está todo mundo no mesmo barco, há um consenso. É até maldade falar sobre mundaças para 2014, com 45 dias de parada para a Copa do Mundo, não tem cabimento. Para o ano que vem vai depender muito das federações. O calendário é para 2015, com 30 dias de férias e 30 dias de pré-temporada, isso está definido", afirmou Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG.

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Reunião na CBF não definiu mudanças para o calendário
Reunião na CBF não definiu mudanças para o calendário

Além de Kalil, também estavam presentes os presidente do Corinthians (Mario Gobbi), do Flamengo (Eduardo Bandeira de Mello), do Coritiba (Vilson Ribeiro de Andrade), do Goiás (João Bosco Luz), do Vitória (Alexi Portela) e um representante do Fluminense (Marcelo Penha). Representando os jogadores, que criaram o movimento Bom Senso FC, estavam Paulo André (Corinthians), Alessandro (Corinthians), Seedorf (Botafogo), Fernando Prass (Palmeiras), Alex (Coritiba) e Juan (Internacional). Eles estavam acompanhados do advogado do grupo, João Henrique Chiminazzo. A conversa dos envolvidos com o presidente Marin durou quase três horas na sede CBF, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Apesar de a reunião não ter sacramentado mudanças logo para 2014, como era o objetivo do Bom Senso FC, os atletas deixaram a CBF satisfeitos com o diálogo e com a perspectiva de futuras alterações.

"A situação é muito ampla, mas conseguimos o que queríamos de início, que era sermos ouvidos. Nós sabíamos que 2014 seria um ano atípico, com a Copa do Mundo, Mas ainda vão existir outras conversas, todo mundo tem a mesma preocupação, inclusive a CBF", disse o meia Alex.

O lateral corintiano Alessandro seguiu o pensamento de Alex e se mostrou confiante em conseguir uma situação melhor para o futebol brasileiro. "A gente sabe como está sendo difícil para ano que vem, mas para 2015 esperamos que exista algo diferente para que os jogos fiquem melhores e os torcedores tenham mais motivação para ir aos estádios. Todo mundo deu sua opinião a respeito disso. Eu jogo no Corinthians, Seedorf no Botafogo, mas os clubes pequenos não têm calendário no ano inteiro. Estamos brigando pela classe. A maioria não pode ser esquecida, isso inclui férias, salários em dia. Sabemos que em 2014 será difícil, devido à Copa do Mundo, tem uma parada gigantesca de 45 dias, mas esperamos que em 2015 os resultados possam aparecer".

Entre os participantes da reunião desta segunda, também estavam Mustafá Contursi (Sindicato do Futebol), Rinaldo Martorelli (presidente da Federação Nacional de Atletas Profissionais de Futebol), Marco Antônio Martins (Associação Nacional de Árbitros de Futebol), Paulo César Mocellin (Sindicato dos Atletas Profissionais do RS), Marcelo Cruz (Sindicato dos Atletas Profissionais de Santa Catarina), Marco Antônio da Silva (presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais do Ceará), Luiz Pinella (vice-presidente Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo), Alfredo Sampaio (vice-presidente da Federação Nacional de Atletas Profissionais de Futebol) e os representantes da TV Globo, os diretores Marcelo Campos Pinto e Telmo Zanini.

A CBF soltou uma nota oficial abordando os diversos pontos discutidos com as diferentes partes envolvidas. A entidade confirma que em 2014 a pré-temporada será menor por causa da Copa do Mundo, mas garante 30 dias de preparação aos clubes em 2015. Além disso, explica que vai "estabelecer um limite máximo anual de jogos com o objetivo de evitar um excessivo desgaste físico dos jogadores.

O fair play financeiro também foi motivo de debate entre dirigentes e jogadores, e a CBF vai desenvolver um sistema de punições aos clubes. Porém, o procedimento depende de um acordo com o Governo Federal, para o parcelamento da dívida fiscal.

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