Dirigente revela conversa com Marin para volta do passe ao futebol brasileiro

Marcus Alves, do ESPN.com.br
Divulgacao
O presidente do Sport, Luciano Bivar, é um dos entusiastas da ideia
O presidente do Sport, Luciano Bivar, é um dos entusiastas da ideia

Em passagem recente por São Paulo, o presidente do Sport, Luciano Bivar, se encontrou com o mandatário da CBF, José Maria Marin, e fez uma sugestão.

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"Por que não voltamos com o passe?", perguntou.

Ao contrário do que poderia imaginar, a reação foi mais do que positiva. "O Marin falou que poderíamos montar de repente uma comissão para estudar a ideia", afirma Bivar ao ESPN.com.br. Eles estiveram lado a lado mais uma vez na última terça-feira, no sorteio da próxima Copa do Nordeste, em Salvador. O assunto ainda não foi levado adiante, mas o cartola rubro-negro diz contar com o apoio de outros colegas.

"A maioria é solidária. Estive em Londres com o Marcelo Campos Pinto, da TV Globo, o próprio Marin, conversei com presidentes de grandes como Vasco, Atlético-PR e Coritiba e todo mundo responde que a gente tem que modificar", prossegue.

A insatisfação é toda ela direcionada à Lei Pelé, sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em março de 1998 e que pôs fim ao passe com a proposta do maior atleta da história. O vínculo que prendia o jogador por tempo indeterminado ao seu clube foi, então, abolido e essa ligação passou a ser representada através de contratos firmados a partir de direitos econômicos e federativos.

Em 2013, a medida do Rei do Futebol, na época Ministro Extraordinário do Esporte, completa 15 anos ainda atraindo críticas, mas reconhecida pela maioria como responsável por acabar com a suposta ‘escravidão' então vigente.

Na avaliação de Luciano Bivar, existe uma dose de exagero na retratação da época. "Naquele momento, o clube tinha um jogador, investia. Se algum outro quisesse, estipulava quanto queria para liberar e pronto. É só haver uma correlação entre o salário e o valor do passe para ficar justo. Esse negócio de escravismo vem da imprensa populista. No treino do Sport, você tem corrente de ouro, carro importado e meia dúzia de grandes salários. A maioria hoje passa aperto no futebol", explica.

"A minha tese é de que daqui a pouco vai ter mais procurador que jogador. Tem que alterar isso. Não adianta a TV dar R$ 1 bilhão para repartir se no outro dia vem o empresário e ameaça levar o seu principal nome. Se você não libera, o cara vai bater o pênalti e colocar na trave. Esses direitos econômicos são um absurdo", completa.

Para mudar a atual legislação e trazer de volta o passe, Bivar aposta não só na união dos clubes, mas também numa campanha em Brasília para combater, segundo ele, a força dos agentes.

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