CPTM e Metrô até o momento não apresentam alternativas a trabalhadores que dependem da Ciclovia do Rio Pinheiros | Bike é Legal

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A partir do dia 7 de outubro a Ciclovia do Rio Pinheiros em São Paulo vai sofrer uma interdição durante dois anos! Isso significa que os ciclistas serão totalmente prejudicados em seus deslocamentos diários, sem receber nenhuma possibilidade de alternativa dos gestores e responsáveis pela ciclovia.
O trecho de 4,6km da via para bicicletas, que fica entre as estações Granja Julieta e Vila Olímpia da CPTM, será fechado à passagem de ciclistas, e além disso, mais 3,8km se tornará "sem saída", por não haver acesso ao local ou conexão entre os pedaços que aindam funcionam.

Com mais de 10 mil utilizações semanais, a Ciclovia estará inviável para os que a usam como via de transporte! Os usuários receberam a notícia desta imposição com apenas uma semana de antecedência, sem prévia consulta. E agora, como fica?

O argumento oficial da CPTM e do Metrô diz que a interdição "tem como objetivo assegurar a integridade dos ciclistas", mas nenhum deles oferece alguma alternativa conforme determinam os artigos 21 e 24 do Código de Trânsito Brasileiro, ou pelo menos demonstra real preocupação com os cidadãos que utilizam a bicicleta. Até o presente momento, ninguém veio a público dar uma resposta decente e convincente aos usuários.

Será que algum dos responsáveis por esta imposição autoritária já experimentou pedalar na marginal, no respectivo trecho interditado? Será que algum deles já vivenciou a realidade do trabalhador que vai todo dia de bicicleta ganhar o seu salário mínimo? Ou salário máximo, não importa. Isso sem falar nos atletas que usam a ciclovia para treinar, ou mesmo para se divertir com a família e amigos.

Hoje, mesmo sob chuvas intensas, os trabalhadores estavam lá, utilizando a ciclovia, deslocando-se sobre duas rodas sem motor. Grande parte destas pessoas já tem 100% do seu dinheiro mensal comprometido com gastos para a saúde e qualidade de vida de sua família. O custo financeiro desta brusca mudança, da utilização do transporte público por conta da interdição, ou outra alternativa para locomoção que possa haver, sai do bolso do trabalhador. Que ele simplesmente pague, então? Ou que ele pedale na Marginal e pague com a própria vida?

Todos nós do Bike é Legal temos certeza que isso é um ABSURDO! Não estamos mais na época da ditadura, onde tudo vinha de cima, decidido, arbitrário, sem preocupação social e ética.

Estamos muito longe, mas muito longe mesmo, do que já acontece em vários outros lugares do mundo, onde o assunto mobilidade urbana e sustentável está sendo discutido por todos. Gestão participativa, cidades amigas da bicicleta, responsabilidade social, tudo isso parece não ser conhecido por quem se diz responsável pela Ciclovia.

Por conta disso, vai acontecer uma manifestação neste final de semana!

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