Presidente do Palmeiras promete 'chacoalhada' na equipe

ESPN.com.br com agência Gazeta Press
O clima nos vestiários do estádio Durival de Britto nesta quarta-feira, em Curitiba, era similar ao visto em Mirassol após o time local aplicar 6 a 2 no Palmeiras. Com a diferença de que Paulo Nobre estava no Paraná e já marcou uma reunião para esta quinta-feira, na Academia de Futebol, na qual pode até optar por demitir Gilson Kleina.

O presidente não garantiu o emprego do técnico, que já sobreviveu à pressão após a goleada sofrida há cinco meses pelo Paulista. "Há alguns jogos o Palmeiras não mostra a doação em campo característica do primeiro semestre. Vamos dar uma chacoalhada."

A troca de técnico é uma possibilidade. "Não tem caça às bruxas, a avaliação será feita com cabeça fria. Mas teremos que identificar e tentar entender o que aconteceu para o time ter sido apático em campo", indicou o dirigente.

A definição não será tomada antes da viagem para São Paulo, na tarde desta quinta-feira. "Não é no vestiário, depois de uma derrota, que vamos ter esse tipo de conversa. E todos precisarão de cabeça fria para aceitar as cobranças", apontou Nobre, bastante irritado com a apatia do time.

O que complica a avaliação de Gilson Kleina é que, na opinião do presidente, a falta de brio não ocorreu só na derrota por 3 a 0 que eliminou o time da Copa do Brasil. "Mas todas as decisões serão tomadas internamente. Jamais vou tomar uma decisão diante da opinião pública. Não lavamos roupa suja em público", esquivou-se.

O técnico apareceu para dar entrevista coletiva logo após o mandatário sair. E discordou da sequência de jogos apáticos indicada por Nobre. "Vou cobrar diretamente meus jogadores, mas não vínhamos jogando assim. Temos um elenco competente", defendeu, cobrando essa análise na conversa desta quinta-feira.

"Na reunião, teremos que pontuar tudo, e fazemos um trabalho árduo. Tenho minha parcela de culpa e não vou transferi-la em momento algum. Não estou contente em ver a equipe jogar assim", admitiu Kleina, garantindo não ter medo de perder seu emprego mesmo estando na liderança da Série B do Brasileiro.

"Não tenho receio, sou muito tranquilo nesse sentido. Fazemos reuniões semanais e sei do trabalho que realizo. Cabe ao presidente e a quem está acima de mim analisar. A cobrança tem que existir em todo o segmento no Palmeiras, não só nesta derrota. Temos muita maturidade", afirmou.

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