Atender 'ordem' de Felipão é difícil e é 'rasgar dinheiro'

Paulo Cobos, da Basiléia, para o ESPN.com.br
Mowa
Luiz Gustavo durante treino da seleção brasileira na Suíça
Luiz Gustavo, que tem contrato com o Bayern até 2015, durante treino da seleção brasileira na Suíça

Para Luiz Felipe Scolari até que é fácil. Basta quem não está sendo aproveitado em seu clube buscar um novo emprego para continuar com chances de ir à Copa do Mundo.

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Só que a seleção brasileira montada por ele é uma das que vai ao Mundial com os jogadores mais amarrados a seus atuais times na história com contratos milionários.

Nenhum contrato dos 20 jogadores que ele levou para a Suíça, onde o Brasil faz amistoso nessa quarta-feira contra a seleção local, acaba antes do final de de 2014. Quatro jogadores têm vínculos até 2018. Outros cinco assinaram vínculos que vão até 2017. Três estão ligados aos seus clubes até 2016 e sete até 2015. Jefferson, do Botafogo, é o único que tem seu compromisso encerrado no ano da Copa, mas ainda só em 31 de dezembro.

Ter contrato longo significa basicamente três coisas. A primeira é vetar a procura de um novo clube por conta própria. As regras da Fifa permitem que um jogador faça um novo contrato apenas seis meses antes do final de seu compromisso atual.

Quanto mais tempo de contrato, mais caros os jogadores ficam. É só ver o que aconteceu com Neymar. Como ele só tinha mais um ano de vínculo com o Santos, o clube brasileiro foi "obrigado" a vendê-lo por menos de 25 millhões de euros ao Barcelona, uma pechinha para seu talento. Era pegar ou ficar sem nada, já que Neymar poderia ir "de graça" para o clube catalão ao final de seu contrato. Se tivesse mais três ou quatro anos de vínculo com o time, o Santos poderia faturar o triplo do que conseguiu agora.

Por fim, que tem longos contratos também tem muito dinheiro garantido.

É, por exemplo, o caso de Júlio César, a quem Felipão sugeriu até jogar a "10ª divisão" para continuar a ser observado para a Copa do Mundo.

Segundo relatos da imprensa inglesa, o goleiro recebe o equivalente a mais de R$ 500 mil mensais do QPR. Numa conta simples, para os três anos de contrato que ainda restam Júlio César, que já tem 33 anos, teria uma bola de R$ 18 milhões para receber do time londrino.

É justamente o alto salário que impede que ele assine com um novo clube.

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