Governo do Rio cede à pressão e desiste de demolir Célio de Barros; concessão pode acabar

Gabriela Moreira, do Rio de Janeiro (RJ), para o ESPN.com.br
Célio de Barros será mantido no Complexo do Maracanã

Pressão popular. Ações na Justiça. Manifestações. O Governo do Estado do Rio de Janeiro não resistiu aos apelos e anunciou nesta sexta-feira que não demolirá o Estádio Célio de Barros, localizado no complexo do Maracanã. Em reunião realizada pela manhã, o governador Sérgio Cabral confirmou que o espaço destinado ao atletismo, ameaçado de ser extinto, será mantido.

"Pesaram para a decisão as ações na Justiça, as manifestações recentes do Iphan de que os dois estádios podem ser tombados e os inúmeros pedidos de atletas e também da Federação de Atletismo do Rio de Janeiro", afirmou o político, justificando a desistência do projeto de demolição.

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"Ora conseguimos convencer a sociedade, ora não conseguimos. Paciência, é do jogo democrático", lamentou o governador do Rio de Janeiro, ciente do risco da decisão tomada na questão da parceria com o consórcio.

A manutenção do tradicional estádio de atletismo prejudicará de forma direta o Consórcio Maracanã. No acordo firmado com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, o conjunto de empresas (Odebrecht, IMX e AEG) demoliria o local para construir um empreendimento comercial (edifício garagem com lojas).

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Segundo números apresentados pelo Ministério Público, a construção deste estabelecimento no lugar do Célio de Barros custaria R$ 127 milhões aos cofres do consórcio. Entretanto, o investimento seria garantia de sucesso, já que o lucro seria de aproximadamente R$ 19 milhões por ano.

Por este motivo, a parceria deverá, a princípio, ser revista. "Fui surpreendido com a decisão. Precisamos de tempo para avaliar como ficará o negócio", contou João Borba, presidente do consórcio responsável por gerenciar o complexo do Maracanã. Não está descartado o fim da concessão ao pool de empresas.

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