Atlético-MG leva gol no fim, perde por 2 a 0 e terá de repetir semifinal para ser campeão

Antônio Strini e Marcus Alves, de Assunção (Paraguai), para o ESPN.com.br
Veja os gols da partida

Final antecipada contra o Newell's Old Boys? Esqueceram de combinar com o Olimpia. O time paraguaio pode não ter a mesma qualidade dos argentinos, nem tampouco os mesmos nomes, mas esbanja raça. Bastou isso e um pouco mais - a dose de talento quase sempre vinda dos pés do ala Alejandro Silva, autor do primeiro gol - para que a equipe saísse na frente nesta quarta-feira, no primeiro jogo da final da Libertadores, no estádio Defensores del Chaco, e vencesse o Atlético-MG por 2 a 0.

A segunda vitória dos franjeados diante dos brasileiros em menos de uma semana. Nos bastidores, o clube já havia levado a melhor ao impedir que o rival mandasse a decisão no Independência semana que vem.

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Dentro de campo, o Olimpia tirou proveito do nervosismo do Atlético-MG, que até começou bem a partida, com arrancadas de Luan e, sobretudo, Diego Tardelli, mas se perdeu com o decorrer do jogo e cedeu campo para os donos da casa.

Aos 23 minutos do primeiro tempo, Ale Silva fez jogada individual na entrada da área atleticana e chutou sem chances para Victor. Nos acréscimos da etapa complementar, Pittoni aumentou em cobrança de falta. Poderia ter sido pior. Em confusão na área, Bareiro perdeu gol sozinho no segundo tempo. O time de Belo Horizonte reclamou um gol anulado de Tardelli em posição duvidosa quando o confronto ainda se encontrava empatado em 0 a 0.

‘Rei de Copas', campeão da Libertadores em todas as décadas, o Olimpia deu um importante passo para repetir a façanha e pôs o Atlético-MG em dificuldade para o jogo de volta, na próxima quarta-feira, às 21h50 (horário de Brasília), no Mineirão. Serão mais de 70 mil torcedores, três vezes mais a capacidade do Independência, ‘barrado' pela Conmebol. Marcos Rocha, com o terceiro amarelo, e Richarlyson, expulso, ficarão de fora.

Caiu no Mineirão, está morto? Chegou a hora de o time brasileiro definitivamente construir uma nova história. 

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Silva tirou a camisa na comemoração
Silva tirou a camisa na comemoração do primeiro gol

O jogo

O primeiro duelo final começou bem antes de a bola rolar: as duas torcidas lotaram o Defensores del Chaco pelo menos 2h30 pré-jogo. Um duelo de gritos marcou as provocações entre os olimpistas - que gritavam "Cruzeiro" e lembravam de suas três conquistas na Libertadores - e os atleticanos - chamavam os rivais paraguaios de "maricones".

Com a bola rolando, o Olimpia partiu para cima, apostando nos cruzamentos para área em busca de Bareiro e Salgueiro, além dos lançamentos diretos da defesa, mas sem perigo. Pierre deu um susto logo no começo quando dividiu uma bola no meio-campo e precisou colocar uma toca na cabeça. O Atlético-MG balançou a rede logo aos sete minutos com Diego Tardelli, mas o auxiliar anulou a jogada em lance duvidoso.

Mais tranquila em campo, a equipe brasileira assustava nos contra-ataques, aproveitando os vários erros de passe do nervoso Olimpia. Quando conseguiu roubar a bola na intermediária de ataque, Aranda acabou pegando mal na bola, que passou com perigo pelo gol de Victor, aos 15.

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Pittoni cobrou falta com perfeição e fez o segundo
Pittoni cobrou falta com perfeição e fez o segundo

No minuto seguinte, Bareiro recebeu dentro da área após belo lance de Giménez, mas se perdeu ao tentar driblar Réver e desperdiçou boa chance. Novo amarelo para os paraguaios, Miranda, ao matar com o corpo lance de Ronaldinho.

Aos 21 minutos, o Olimpia chegou perto de abrir o placar em boa jogada pela esquerda de Benítez, que cruzou para a área e achou Bareiro, mas o atacante perdeu outro lance ao ajeitar para ninguém. No contra-ataque, Diego Tardelli recebeu belo lance em profundidade e ficou em grande posição, mas chutou para fora a primeira grande chance da final.

Melhor para o Olimpia, que dois minutos depois abriu o placar com um golaço. Alejandro Silva partiu pela direita, deixou três marcadores - Tardelli, Richarlyson (que foi marcar Pittoni) e Réver - para trás e bateu de esquerda; a bola resvalou na trave esquerda de Victor, que nada pôde fazer: 1 a 0 para o time franjeado. O meio-campista uruguaio levou amarelo por tirar a camisa para comemorar seu gol.

O Atlético, então, começou a perder o controle da bola, e os paraguaios passaram a tramar melhor suas jogadas de ataque. Aos 33, o time nacional voltou a assustar com Tardelli ao receber lançamento de Marcos Rocha em profundidade, porém, Martin Silva travou o atacante.

Aos 37, o Olimpia ficou muito perto de fazer o segundo gol. Salgueiro recebeu na entrada da área, cortou e chutou. A bola desviou em Leonardo Silva e mansamente tirou tinta da trave de Victor, batido no lance.

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Cuca segura bola durante Olimpia x Atlético-MG
Cuca segura bola durante Olimpia x Atlético-MG

Dois minutos depois, em falta cobrada da lateral direita, Bareiro cabeceou com perigo. O clube franjeado seguiu na pressão e quase anotou outro com Salgueiro, que recebeu lindo lançamento, invadiu a área, mas se enrolou no momento do chute e acabou desperdiçando a jogada. Pouco depois, Josué recebeu amarelo por entrada em Miranda.

Gostando do jogo, o Olimpia acuou o Atlético nos minutos finais da etapa inicial, conseguindo um cartão amarelo para Richarlyson, e foi para a pressão na bola parada sem sucesso.

Para o segundo tempo, o técnico Ever Hugo Almeida promoveu a entrada do grandalhão centroavante Ferreira no lugar do amarelado Giménez; Cuca não mexeu no Atlético-MG.

Pressionando nas bolas aéreas, o Olimpia chegou a assutar Victor, mas quem teve a primeira grande chance foi Diego Tardelli: ele fez bela jogada na entrada da área pela direita e chutou cruzado, mas a bola passou raspando a trave de Martin Silva. Os paraguaios assustaram em cobrança de falta, com Bareiro desviando e Ferreira quase se antecipando ao arqueiro Victor.

Aos 20, Cuca faz duas mudanças quase simultâneas no Atlético: saem Luan e Ronaldinho Gaúcho - bastante vaiado - para as entradas de Rosinei e Guilherme, respectivamente.

Com as alterações, o Atlético-MG passa a tocar mais no campo de ataque, com a mudança constante de direção e de posições, confundindo o Olimpia. Tardelli era o mais pilhado do time e conseguia as melhores jogadas no ataque, correndo de uma ponta a outra carregando a bola. Ao Olimpia, restavam os contra-ataques puxados por Silva e Salgueiro à procura de Bareiro e Ferreira.

O tempo foi passando, e era possível ser sentida a respiração presa das duas torcidas. Aos 30, Miranda cobrou falta com perigo após desvio na barreira. No escanteio, Victor socou, Pittoni pegou o rebote, Ferreira tentou o desvio, o goleiro tirou, e o grandalhão chutou para fora na sequência.

Até que aos 33 o Atlético-MG tem a grande oportunidade para empatar: Jô recebe belo lançamento de Guilherme na área, chuta, porém Martin Silva salva com o pé esquerdo. O Olimpia voltou a assustar aos 36 com Ferreira, ao receber passe pela esquerda, cortar e chutar em cima de Victor.

Aos 38, o time paraguaio quase faz explodir o Defensores outra vez: Ferreira recebeu na área, Victor salvou, mas o rebote caiu no pé de Bareiro, sozinho, mas o atacante perdeu com o gol escancarado. Incrível!

Nos acréscimos, depois de expulsão de Richarlyson, Pittoni cobrou falta com perfeição e fechou o placar em 2 a 0. Victor tentou alcançar a bola, mas foi atrapalhado por Alecsandro.

FICHA TÉCNICA:
OLIMPIA 2 X 0 ATLÉTICO-MG


Local: Estádio Defensores del Chaco, em Assunção (PAR)
Data: 17 de julho de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (ARG)
Assistentes: Hernan Maidana e Juan P. Belati (ambos da Argentina)
Cartões amarelos: Giménez, Miranda, Alejandro Silva (Olimpia) Josué, Richarlyson, Marcos Rocha (Atlético-MG)
Cartão vermelho: Richarlyson (Atlético-MG)
Gols:
Olimpia: Alejandro Silva, aos 22 minutos do primeiro tempo e Pittoni, aos 48 minutos do segundo tempo

OLIMPIA: Martín Silva; Manzur, Miranda e Candia; Alejandro Silva, Giménez (Ferreyra), Aranda, Pittoni e Benítez; Salgueiro (Paredes) e Bareiro (Prono)
Técnico:Ever Hugo Almeida

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Richarlyson; Pierre, Josué, Tardelli e Ronaldinho (Guilherme); Luan (Rosinei) e Jô (Alecsandro)
Técnico: Cuca

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