Vaias homéricas, gramado ruim e filas: o balanço do 1° 'dia Fifa' até a Copa do Mundo

Lucas Borges e Paulo Cobos, de Brasília (DF) para o ESPN.com.br
Paulo Cobos/ESPN.com.br
Fila gigantesca para retirada de ingressos em Brasília
Fila gigantesca para retirada de ingressos em Brasília

O Brasil recebeu o primeiro de muitos jogos Fifa até a Copa do Mundo de 2014 através da abertura da Copa das Confederações, neste sábado, em Brasília, com algumas gafes e bastante coisa para melhorar.

O dia começou com longas filas ao redor do centro de convenções aonde seriam retirados os ingressos para a partida inaugural da Copa das Confederações, entre Brasil e Japão. Torcedores esperavam até 2h para pegar suas entradas.

Bruno Fanchin ironizou os comentários do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, de que os brasileiros têm a cultura de fazer tudo de última hora. "Sou de Curitiba. Ele queria que eu viajasse até Brasília durante a semana para pegar o ingresso?"

Lucas Borges/ESPN.com.br
Arena em Brasília ainda mostra problemas, como a falta de acabamento na estreia da Copa das Confederações
Fios soltos no interior do Mané Garrincha

"Deveria ter um sistema para você imprimir o ingresso pela internet ou algo parecido. Pior que não tem um vendedor para eu comprar uma cerveja enquanto espero", disse Gustavo Silgre, de Porto Alegre. Os ambulantes são proibidos de vender produtos nas proximidades das áreas da Fifa.

As filas também eram imensas na hora de entrar no Estádio Mané Garrincha. O campo estava cheio - 67.423 estiveram presentes -, mas havia muitos lugares vazios. 

A equipe do ESPN.com.br sequer usou ingresso. Todos os jornalistas precisam, além da credencial, de uma entrada para assistir às partidas, mas em nenhum momento o documento foi pedido desde a entrada até a tribuna de imprensa.

Diferentemente do que acontece em outros eventos, também não foi feito um controle eletrônico para verificar se as credencias eram oficiais. Na última quinta-feira, aliás, jornalistas tiveram problemas para conseguir suas credenciais: não havia papel para imprimi-las.

Reuters
Júlio César salta para fazer defesa no jogo com o Japão; gramado seco
Júlio César faz defesa no jogo com o Japão; gramado seco

Do lado de dentro do Mané Garrincha, estádio que custou mais de R$ 1 bilhão e foi construído com dinheiro público, mais falhas. O acabamento do estádio não está 100% pronto, cabos soltos podem ser vistos pelas paredes, algumas delas sujas.

E o principal equipamento, o gramado, deixou a desejar. Além de seco, com falhas e marcas de terra, o campo estava muito duro, conforme relataram os jogadores da seleção depois do treinamento da véspera da partida.

A situação do gramado foi relatada pelos jornalistas apesar de a imprensa não conseguir ver todo o campo da tribuna sem ter que levantar da cadeira. 

Os defeitos do pontapé inicial até a Copa do Mundo de 2014 foram descontados nos presidentes da Fifa, Joseph Blatter e do Brasil, Dilma Roussef. Ambos receberam uma vaia homérica durante pronunciamento minutos antes do início do jogo.

As vaias não se repetiram na hora em que o hino do adversário, o Japão, foi tocado. Pelo contrário. O público se comportou bem e inclusive aplaudiu o rival. Os espectadores respeitaram os lugares numerados, prática pouco comum em estádios do Brasil.

Outros pontos positivos foram o trânsito nas vias de acesso ao estádio, que fluiu bem e o grande número de voluntários para ajudar o público.

Reuters
Dilma e Blatter levaram vaias retumbantes
Dilma e Blatter levaram vaias retumbantes 
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