Só seleção se salva na abertura da Copa das Confederações

Lucas Borges e Paulo Cobos, de Brasília (DF), para o ESPN.com.br
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Jogadores comemoram o gol de Paulinho, o segundo do Brasil contra o Japão
Jogadores comemoram o gol de Paulinho, o segundo do Brasil contra o Japão

Fora de campo, a Copa das Confederações começou péssima para o Brasil. Mas o time de Felipão, pelo menos, fez sua parte.

Com Neymar quebrando jejum de gols e uma boa exibição, a seleção venceu o Japão neste sábado, em Brasília, por 3 a 0 na abertura do torneio teste para o Mundial de 2014.

Num dia em que a distribuição de ingressos foi um caos, que o mundo viu a polícia reprimir com violência manifestantes na porta do estádio e uma vaia colossal para a presidente Dilma Rousseff, o time nacional pareceu mais pronto do que o país para um grande evento.

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É verdade que a seleção venceu um rival desgastado e que teve pouco tempo para se adaptar ao fuso horário. O Japão jogou na última terça-feira no Qatar e só desembarcou em Brasília três dias antes da partida deste sábado.

O jogo não poderia ter começado melhor para a seleção e seu principal jogador.

Logo aos 3min, Marcelo cruzou, Fred ajeitou com o peito para Neymar chutar no ângulo e abrir o placar. O agora jogador do Barcelona não marcava um gol há mais de 800 minutos.

O golaço fez ele ter seu nome gritado por todo o estádio Mané Garrincha.E parecia a senha para um passeio do time de Felipão. Mas não foi bem assim.

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O Japão começou a pressionar o Brasil, e Júlio César mostrava insegurança, dando rebote em dois chutes nem tão perigosos assim. Com espaço para contraatacar, a seleção até teve chances para ampliar, mas Oscar, pouco inspirado, desta vez não era decisivo.

O entusiamos da torcida foi murchando, e até irritação houve quando o Brasil trocava passes em demasia no seu campo. E, como virou rotina nos jogos do time em casa, os pedidos por Lucas cresciam a cada vez que Hulk participava, e errava, do jogo.

Mas pelo menos o jogador do Zenit foi para o vestiário com um momento de aplauso, depois que, em belo chute, acertou a rede, pelo lado de fora, da meta japonesa.

Aos 43min, o Brasil teve a melhor chance de marcar o segundo, depois que Neymar lançou Fred, que chutou para defesa espetacular de Kawashima.

Segundo as estatísticas da Fifa, o jogo teve oito finalizações do Brasil no primeiro tempo e quatro dos japoneses.

O segundo tempo começou quase como um replay do primeiro, com o Brasil novamente marcando no terceiro minuto. Desta vez com o corintiano Paulinho, que dominou com categoria e chutou forte para balançar as redes após cruzamento da direita.

Dessa vez o Japão, com o craque Kagawa apagado, não mostrou o mesmo poder de reação da primeira etapa.

Neymar até ensaiou os dribles que lhe deram fama no Santos. Mas deste vez ele não ficou até o final do jogo. Aos 28min, ele foi o escolhido para a entrada de Lucas. Logo depois, foi a vez de Hernanes entrar no lugar de Hulk, que saiu aplaudido.

Antes do jogo acabar, Felipão tirou Fred, que desta vez passou em branco, para a entrada de Jô, que teve mais sorte: fechou o placar após receber de Oscar e chutar rasteiro.

E o time acabou o jogo ouvindo o olé da torcida ao trocar passes. E com chuva, fato bastante raro para essa época do ano na capital do país.

A seleção ainda treina no domingo em Brasília. A tarde, vai para Fortaleza, onde pega o México na próxima quarta-feira.

FICHA TÉCNICA:
BRASIL 3 X 0 JAPÃO

Data: sábado, 15 de junho de 2013
Local: Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília
Árbitro: Pedro Proença (POR)
Público: 67.426
Cartões Amarelos: Hasebe (JPN)
Gols: Neymar, aos 3min do primeiro tempo; Paulinho aos 3min e Jô, aos 48min do segundo tempo
Brasil: Júlio César; Daniel Alves, Thiago SIlva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Neymar (Lucas), Fred (Jô) e Hulk (Hernanes)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Japão: Kawashima; Uchida, Konno, Yoshida e Nagatomo; Hasebe, Endo (Hosogai), Kiyotake (Maeda), Honda (Inui) e Kawaga; Okazaki
Técnico: Alberto Zaccheroni

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