Diguinho diz que Emerson o relacionou a 'quadrilha internacional' e entra na Justiça contra 'ex-amigo'

Gabriela Moreira, do Rio de Janeiro (RJ), para o ESPN.com.br
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Emerson e Diguinho: 'amigos' no Fluminense, negócios à parte
Emerson e Diguinho: 'amigos' no Fluminense, negócios à parte
Não convidem para a mesma pelada os jogadores Diguinho, do Fluminense, e Emerson, do Corinthians. É que o meia está processando Sheik por danos morais e materiais. O jogador pede na Justiça indenização de pelo menos R$ 315 mil e responsabiliza o atacante por processo que envolveu seu nome com “quadrilha internacional, composta por bicheiros e bandidos procurados pela Interpol”. Além disso, o volante tricolor pede que o juiz condene o "ex-amigo" a pagar as taxas judiciárias e suas despesas com o processo.

A ação foi protocolada por Diguinho em dezembro do ano passado e o processo corre na 2ª Vara Cível do Fórum da Barra, mas Emerson - que pela Justiça é conhecido por seu nome de batismo Márcio Passos de Albuquerque - ainda não tomou conhecimento formal do processo, uma vez que a Justiça de São Paulo ainda não localizou o jogador para a citação.

A origem do pedido de indenização de Diguinho é a compra de uma BMW X6, em 2010, adquirida do então colega de Fluminense, Emerson. Menos de um ano depois da compra, o carro foi apreendido pela Polícia Federal, na casa do meia tricolor, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Segundo a PF e o Ministério Público Federal (MPF), o veículo foi importado ilegalmente por Sheik dos Estados Unidos, numa transação que teve a intermediação de integrantes da “máfia israelense”, já condenados no processo.



Por conta da compra, Diguinho foi denunciado por contrabando e lavagem de dinheiro e durante três anos teve de prestar depoimentos ao MPF, à Receita Federal e a à Justiça Federal. Há dois meses, foi beneficiado com a suspensão do processo, sob a condição de que o jogador compareça periodicamente à frente do juiz, não saia do Brasil por mais de 30 dias sem autorização da Justiça, além do cumprimento de deveres comunitários.

Já Emerson, que não recebeu o benefício, aguarda decisão da Justiça quanto ao crime de contrabando. Ele ainda pode ser condenado. Ambos foram absolvidos do crime de lavagem de dinheiro.

De acordo com as investigações, Emerson comprou dois carros com a quadrilha. Além da BMW, um Camaro preto que também é citado no processo. Além desses veículos, mais de cem foram apreendidos e investigados. A BMW foi uma compra das mais detalhadas e sobre as quais a PF e a Receita Federal mais se debruçaram. Chegaram a fazer organogramas e rastreamento financeiro, até comprovarem que Emerson depositou pessoalmente o valor numa conta na Flórida, nos Estados Unidos.

Os advogados de Diguinho não quiseram se pronunciar a respeito do processo. Já Emerson foi procurado através dos assessores de imprensa. Ele também não quis comentar a ação movida pelo colega.

Veja, abaixo, alguns detalhes retirados do processo:
Reprodução
Diguinho processa Emerson - Folha 10
Resumo de uma conversa telefônica entre os israelenses UDI e Yoham El Al, condenados pela Justiça Federal. UDI, morador de Miami, nos Estados Unidos, confirma que recebeu o pagamento de Márcio Passos Albuquerque, nome verdadeiro do jogador Emerson.
Reprodução
Diguinho processa Emerson - Folha 15
Trecho do relatório da Polícia Federal que revela a desconfiança por parte da quadrilha, a partir de questionamentos a respeito do depósito feito pelo jogador Emerson.
Reprodução
Diguinho processa Emerson - Folha 18
Trecho do relatório feito pela Polícia e pela Receita Federal. Explica que os jogadores emitiram cinco notas fiscais entre si e a importadora de propriedade de um bicheiro. Todos recibos referentes a um único carro, o que, segundo o MPF, revela a intenção de "enganar" as autoridades.
Reprodução
Diguinho processa Emerson - Folha 19
Trecho da denúncia do Ministério Público Federal que acusa Emerson e Diguinho de lavagem de dinheiro. Eles, no entanto, foram absolvidos deste crime. Respondendo pelo contrabando.
Reprodução
Diguinho processa Emerson - Folha 20
Explicação e acusações do Ministério Público Federal em relação à Emerson e Diguinho. O procurador afirma que os jogadores não agiram de "boa fé", que as "provas são contundentes" e que "não é crível que Emerson não soubesse da ilegalidade".

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