Kalil sobre Ronaldinho: 'Ele é um doce e incomoda de tão dócil que ele é'

ESPN.com.br
Kalil conta como levou Ronaldinho ao Atlético-MG: 'Deu certo, mas podia ter sido uma lambança'
“Presidente, nosso camisa 10 saiu do Flamengo”.

Foi essa a ligação que Alexandre Kalil recebeu no meio do ano passado, durante passagem pelo Rio de Janeiro, para negociar uma contratação. Do outro lado da linha, estava o técnico Cuca. O comandante do Atlético-MG já havia se adiantado ao dirigente e telefonado para Assis, irmão e agente de Ronaldinho Gaúcho, que acabara de rescindir o seu contrato na Gávea.

O camisa 10 sonhado para o seu meio-campo estava livre no mercado e o treinador o queria. Foi a deixa para que Kalil entrasse em cena e mudasse o foco de sua viagem.

Em quase um ano com a camisa do Galo, Ronaldinho é um completo sucesso. O cartola se orgulha da contratação e contou a história do acordo nesta terça-feira, em entrevista ao programa Bola da Vez, na ESPN Brasil.

“O que aconteceu é que eu estava no Rio contratando outro jogador quando o Cuca me liga.

- ‘Nosso camisa 10 saiu do Flamengo.’ (Cuca)

- ‘Eu vi aqui na internet’. (Kalil)

- ‘E aí?’ (Cuca)

- ‘Olha, Cuca, vamos ver’. (Kalil)

- ‘Já liguei para o Assis e o Assis quer falar com você’. (Cuca)

- ‘Posso ir para Belo Horizonte?’ (Assis)

- ‘Estou no Rio de Janeiro’ (Kalil)

O Assis sentou, tive uma conversa com ele, escrevi no papel a proposta, entreguei na mão dele e ele foi embora para Porto Alegre. A mãe do Ronaldinho não estava bem, agora está bem graças a Deus. Ele me ligou dois dias depois, dizendo que queria que falasse tudo que falei com ele ao Ronaldinho e embarquei”.

Ao aterrissar na capital gaúcha e encontrar com Ronaldinho para selar o negócio, o dirigente atleticano se surpreendeu com o comportamento de seu futuro reforço.

“Se alguém acha que o Ronaldinho é capaz de responder uma pessoa, fazer uma falta de educação, nunca conversou com o Ronaldinho. O Ronaldinho é um doce. Ele incomoda de tão dócil e doce que ele é. Acabei e falei: ‘Menino, você não fala, não?’. ‘Não, eu sou assim mesmo, presidente’. ‘E aí, vamos?’. Ele falou: ‘Que dia?’. ‘Amanhã’. Eu estava no lugar certo, na hora certa e deu certo”, disse.

“Podia ter sido uma lambança. Mas contratar o Ronaldinho Gaúcho foi contratar por muito menos que 30 jogadores ganham no Brasil. Porque o Ronaldinho quer tudo, menos dinheiro. Para quem não sabe, ele é rico e é com força. Ele não precisa de dinheiro. Ele quer alegria, felicidade, adora jogar bola”, prosseguiu.

Kalil renovou recentemente o contrato do craque até o fim desta temporada. Com um salário abaixo daquele que recebia no Flamengo, o meia-atacante consegue recuperar o ‘prejuízo’ com a estipulação de metas no acordo.
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