Juvenal culpa Teixeira por Morumbi fora da Copa e classifica gestão de cartola como 'nefasta'

ESPN.com.br com Agência Gazeta Press
Divulgação
Juvenal discursa em evento no Morumbi e alfineta Corinthians
Juvenal discursa em evento no Morumbi e critica Ricardo Teixeira
No dia em que o Morumbi completa 52 anos de sua inauguração, Juvenal Juvêncio aproveitou para expressar a ira que nutre por Ricardo Teixeira, ex-mandatário da CBF e, segundo ele, responsável por vetar o estádio da Copa do Mundo de 2014. O presidente do São Paulo chamou o antigo homem forte do futebol brasileiro de nefasto e se colocou como único inimigo não derrotado por ele.

"A razão principal (para o Morumbi não ser um dos palcos do Mundial no Brasil) chama-se Ricardo Teixeira", iniciou Juvenal, sendo aplaudido por torcedores e conselheiros presentes em cerimônia na manhã desta terça-feira, na qual autoridades do poder público paulista anunciaram a liberação oficial da construção da cobertura do estádio.

Cômico como de costume, o presidente são-paulino seguiu ironizando o "grã-fininho" Ricardo Teixeira, "que não sabe nome de jogador, nunca gostou desse negócio, porque jogador transpira" e entrou no meio do futebol apenas "por ter se casado com a filha de João Havelange (ex-comandante da CBD e da Fifa)". Também disse que muitos políticos e dirigentes esportivos se aproximaram dele em busca simplesmente de favorecimentos.

"Hoje ele vive lá em Miami, numa casa generosa, ampla e tal. Quem é que não entende que a gestão dele foi nefasta para o futebol? Quem é que discorda disso? Foi predadora. Foi o senhor Ricardo Teixeira quem vetou o Morumbi", reforçou Juvenal, lembrando vitória política sobre o desafeto na mais recente eleição presidencial do Clube dos 13, quando Kléber Leite, candidato apoiado pela CBF, foi derrotado por Fábio Koff.

"O Fábio Koff disse que precisava de mim, queria que eu fosse o vice dele. Fui e ganhamos. O Teixeira havia entrado para valer na parada, deu dinheiro para alguns clubes, é sabido. Ele era dono do mundo, não poderia perder. Dizia na Inglaterra, antes de deixar o poder, que acabou com todos os inimigos no Brasil e que o único que não havia conseguido era eu", falou.

"Um dia eu percebi pelos jornais que ele tinha vendido a fazenda, tinha vendido o gado, e falei: 'A vaca foi para o brejo'", concluiu o presidente do São Paulo, fazendo rir até o ator Tato Gabus Mendes, que, convidado assim como a saltadora Maurren Maggi, dividiu o espaço no salão nobre do Morumbi com o prefeito Gilberto Kassab, o vice-governador Guilherme Afif Domingos e o ex-governador Laudo Natel, além do goleiro Rogério Ceni e do ex-jogador Peixinho.

Alvo de denúncias de irregularidades também como membro do comitê executivo da Fifa, Ricardo Teixeira presidiu a principal entidade do futebol brasileiro de janeiro de 1989 até março deste ano, quando renunciou ao cargo, com a justificativa de que precisava cuidar da saúde, sendo sucedido pelo são-paulino José Maria Marin, que reaproximou o clube paulista da CBF.
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