Agora no COL, Ronaldo defende investimento em estádios: 'Não se faz Copa com hospital'

Tiago Leme, do Rio de Janeiro (RJ), para o ESPN.com.br
No dia em que foi anunciado como membro do conselho de administração do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, Ronaldo deu as suas opniões sobre o dinheiro gasto na preparação para o Mundial. Em seu discurso nesta quinta-feira, muitas vezes ele disse que irá trabalhar para o povo brasileiro. Porém, ao ser questionado se a população não precisaria mais de investimento na área da saúde e educação ao invés de gastos com a construção de novos estádios, o ex-jogador deu uma resposta forte.

"Acho que se gasta em tudo. Está sendo gasto também muito dinheiro em saúde, segurança, mas vamos receber uma Copa. Sem estádio não se faz Copa. Não se faz Copa do Mundo com hospital. Tem que ver o que você quer, o que é melhor. Não faço parte do governo. Só tenho certeza que vou fazer o melhor para termos a melhor Copa do Mundo", afirmou Ronaldo.

Ídolo dos torcedores brasileiros, carismático e com uma imagem forte também fora do país, Ronaldo entra no COL com um papel que vai além de ser um administrador. Durante a entrevista coletiva desta quinta, no Rio de Janeiro, as respostas bem-humoradas do Fenômeno deixaram claro o seu poder de cativar as pessoas. Apesar de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, continuar presidindo o COL, Ronaldo será a bandeira do comitê. 

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"Pode ser uma campanha de marketing, mas de autoestima do povo brasileiro. Imagina o investimento que está sendo feito em nosso país de infraestrutura, aeroportos, estradas. O legado que a Copa vai deixar para o povo, que precisa se sentir orgulhoso. Teremos ferrovias novas, estádios novos. Infelizmente eu parei de jogar e não vou pegar nenhum pronto. Há quanto tempo não é feito um investimento deste tamanho em nosso país", disse o ex-atacante.

Apesar de evitar falar diretamente sobre o assunto, Ronaldo também reconheceu que pode ter um papel importante no relacionamento entre o COL e o Governo Federal. Devido às denúncias de corrupção contra o presidente da CBF, a presidente Dilma Roussef e Ricardo Teixeira têm as relações estremecidas.

"São tempos de muitas incertezas, de notícias distorcidas e falsas. É o momento ideal de aproximar todas as partes envolvidas nesse processo", admitiu Ronaldo.
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