5 coisas sobre cozinhar para um time de futebol

Luís Augusto Símon, da Revista ESPN
Benício Santos, chef do São Paulo Futebol Clube


1. DOMINGOS SEM CRIATIVIDADE. ”Nos dias de jogo, o cardápio é mais fechado. Não dá para criar nada de diferente. É filé mignon, purê de batata, frango assado, caldo de feijão e spaghetti com molho ao sugo à parte. Nos outros dias, é mais gostoso. Tem filé com queijo, feijoada, dobradinha, picanha e sempre tem uma massa.”

2. TRÈS CHIC. ”Há dois pratos mais chiques que faço. Um é o bacalhau Zé do Pipo. Tem purê, maionese, queijo parmesão, cebola gratinada e azeitona. O outro é o salmão com molho de manga. O peixe vai na assadeira com cebolinha, azeite e caldo de peixe. Fica no forno por 30 minutos. Depois, o molho é feito com manga, leite e cebola puxada no azeite, tudo batido no liquidificador. Todo o mundo gosta.”

3. MUITA COMIDA. ”Em cada refeição, eu preparo 60 bifes, quatro quilos de feijão, oito quilos de arroz, quatro quilos de massa (lasanha, canelone, uma diferente por dia), seis quilos de legumes (vagem, batata, cenoura, quiabo etc). Os jogadores ainda pedem para trocar uma coisa ou outra. Pedem reforço também. O reforço mais comum é o ovo. São mais de 60 por refeição. Tem também o pão na chapa, que o Hernanes inventou e todo mundo gostou. São uns 30 pães cortados no meio, com manteiga e assado no forno. Quando tem dobradinha, muita gente pede filé de frango ou filé mignon extra.”

4. FÃ DE CAMÕES. ”O Jorge Wagner não abre mão de filé com ovo frito. Com dois ovos em cima. Todo dia, tem que ter esse prato. Prefere esse a qualquer outro. A única mudança é que, quando está com pouca fome, pede bife à Camões, com um ovo frito só.”

5. CALORIAS SEM FIM. ”A comida aqui tem muita caloria. É para ter mesmo, porque o pessoal treina muito e faz muitos exercícios. O que eles comem aqui, gastam no campo. Tudo é feito direitinho, com acompanhamento da nutricionista. A comida vem do mercado e de casas de carne. Confiro tudo para ver se está na data de vencimento. Se não fosse bom, os diretores não comeriam aqui com os jogadores.”

Benício Francisco Santos, 35 anos, baiano de Porto Seguro, começou na cozinha do Porto Seguro Praia Hotel lavando pratos. Virou auxiliar de cozinha e depois maître. Em 2006, foi para São Paulo. Enviou o currículo para uma agência de empregos e foi contratado pelo São Paulo.
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