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Do sonho de 'jogar com equipamentos' à NFL em cinco anos: Duzão conta sobre seu primeiro dia como profissional

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NFL: Duzão diz que não conseguiu dormir antes de assinar e dá recado aos que duvidam: 'Tenho certeza que vou conseguir' (1:19)

Brasileiro assinou vínculo de três anos com o Miami Dolphins e não consegue acreditar que é um profissonal (1:19)

Durval Neto já viveu seu primeiro dia como um jogador profissional da NFL. Depois de assinar seu contrato com o Miami Dolphins – um vínculo de três anos e US$ 1,75 milhão (R$ 6,79 milhões) – ele falou sobre a experiência que parece surreal para alguém que há pouco tempo tinha sonhos muito menos ousados.

“Três ou quatro anos atrás, para ser honesto, eu não tinha esse sonho de ser jogador da NFL. Porque eu sabia a situação. Eu achava impossível um jogador sair, sem ter passado pelo high school, sem ter passado pelo college, conseguir chegar na NFL”, disse Duzão em entrevista exclusiva para o ESPN.com.br.

“Quando eu comecei a jogar, quatro ou cinco anos atrás, o primeiro sonho que eu queria realizar era jogar em um time full pad, que tinha os equipamentos. Então eu consegui jogar no (Cuiabá) Arsenal. Depois meu sonho passou a ser jogar na seleção brasileira. Consegui esse feito também. E depois, em 2017, quando eles mudaram as regras e o K.J. conseguiu virar agente, eu falei assim: 'Deus, o que você quer para mim? É isso mesmo o que você quer para mim?' E daí nós viemos para os Estados Unidos, seguir esse sonho”, contou.

Duzão assinou um contrato padrão para calouros não recrutados no draft, mas tem uma garantia a mais por ter passado pelo programa de jogadores estrangeiros da liga. Um dos quatro selecionados, o brasileiro sabe que poderá passar dois anos no time de treinamentos, mas revelou que os Dolphins veem potencial neles já para esta temporada.

A concorrência será grande até o dia 31 de agosto, data limite para as franquias reduzirem seus elencos de 90 para 53 atletas. Até lá, Duzão vestirá a camisa 69 – e pede para que não façam piadas – e tentará conquistar seu espaço.

“Eu lembro quando eu era bem pequeno que eu falava que queria ser piloto de avião, mas não sei em qual avião eu ia caber com esse meu tamanho”, contou o defensive tackle que foi criado com a ideia de passar uma vida menos agitada no Mato Grosso.

“Sempre me preparei para ajudar meu pai quando eu me formasse. Para criar gado, ser feliz na fazenda. E esse era o meu sonho, até que eu descobri o futebol americano. Eu lutei judô a vida toda, mas tudo mudou quando eu descobri o futebol americano. Eu mudei de cidade, larguei as namoradas, fiz tudo porque fiquei apaixonado”, disse.

A paixão o levou até Miami, um voo e tanto para quem não sabia nem como caberia dentro de um avião.