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NFL: Le'Veon Bell e Foles 'travados'? Entenda a franchise tag e veja quem deve recebê-la

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A temporada 2019 da NFL começa a tomar forma nesta terça-feira. Trata-se do primeiro dia para os times determinarem os jogadores que receberão a “franchise tag”, mecanismo criado para impedir que jogadores com o contrato se encerrando atinjam o mercado. O prazo final é o dia 5 de março.

O mecanismo é muito criticado por jogadores já que, apesar de representar um contrato com bons valores e totalmente garantido, trata-se de um vínculo por apenas uma temporada, sem garantias de que ele venha a ganhar algo no futuro. Afinal, trata-se de um esporte de risco.

Nesta temporada existem algumas novelas que podem ganhar capítulos interessantes com a “franchise tag”. Le’Veon Bell vai receber novamente a tag dos Steelers? E Nick Foles?

Vamos falar sobre as tags!

COMO FUNCIONA?

A tag é, essencialmente, uma garantia de um ano de contrato com um salário que pode ser a média dos cinco maiores salários da posição na última temporada, ou 120% do que o jogador ganhou no ano anterior, prevalecendo aquilo que for maior.

São três os tipos de tags que podem ser utilizadas:

Exclusiva – Como o nome deixa claro, a franquia ganha os direitos exclusivos de negociar com o jogador, que não pode conversar com nenhum outro time;

Não exclusiva – O atleta fica livre para conversar com outra equipe, mas o time que colocou a tag tem o direito de igualar a proposta que vier. Se não igualar, o dono da tag ganha duas escolhas de primeira rodada no draft como compensação;

Transitória – Assim como a não exclusiva, essa tag permite que o atleta negocie com outro time, mas não dá nenhuma compensação caso a proposta não seja igualada. O salário do jogador, contudo, será a média dos 10 maiores salários da posição, e não dos cinco, como nas outras tags.


PRINCIPAIS CANDIDATOS

PITTSBURGH STEELERS

Le’Veon Bell – Running Back

Esta talvez seja a maior história da terça-feira. Bell recebeu a tag nos últimos dois anos, sendo que em 2018 ele se rebelou, não assinou o acordo e ficou fora dos gramados. Agora ele espera conseguir um novo time, mas pode ser mais uma vez atrapalhado.

Uma terceira tag representaria mais de US$ 20 milhões, mas é possível que os Steelers usem a transitória. Bell não poderia ir para outra equipe sem assinar este acordo, que daria a chance de Pittsburgh igualar uma oferta - lembrando que os Steelers nunca descartaram a chance de ter Bell de volta e devem perder Antonio Brown.

Há alguns problemas nessa estratégia, porém: os Steelers correm o risco de afugentarem interessados e ter que ficar com o jogador descontente no elenco; além disso, a NFLPA, sindicato dos jogadores, pode argumentar que houve má-fé no uso da ferramenta, que só deveria ser usada se a franquia tem interesse em manter o jogador.


PHILADELPHIA EAGLES

Nick Foles – Quarterback

MVP do Super Bowl LIII, Foles conta com mais uma boa campanha nos últimos playoffs para conseguir um grande contrato agora. Mas será que os Eagles vão deixa-lo ir embora sem receber nada em troca?

O risco aqui também é muito grande, já que os números da tag de quarterback neste ano devem ficar perto de US$ 25 milhões. Será que vale a pena arriscar este movimento e correr o risco de não receber nenhuma proposta satisfatória?


HOUSTON TEXANS

Jadeveon Clowney – Defensive end

Nas últimas duas temporadas Clowney só ficou de fora de um jogo (foram 17 jogos fora nas primeiras três temporadas). Neste período, foram 18,5 sacks na conta do defensor que forma uma dupla incrível ao lado de J.J. Watt.

A única dúvida é se ele receberá a tag como defensive end ou linebacker, e a diferença dos valores beira US$ 1 milhão. Mas é certo que os Texans vão usar o artifício e ganhar uns meses a mais para negociar um novo contrato.


DALLAS COWBOYS

DeMarcus Lawrence – Defensive end

No melhor dos cenários os Cowboys evitariam colocar a tag em Lawrence pelo segudo ano seguido – foram US$ 17,1 milhões no ano passado e seriam perto de U$ 20 milhões nesta temporada. Mas com 10,5 sacks e 39 pressões no quarterback, o jogador é importante para Dallas.

Neste caso é importante negociar um novo vínculo o mais rápido possível, ou então vai correr o risco de não ter o jogador nos treinamentos, pré-temporada e, quem sabe, até em alguns jogos da temporada regular.


KANSAS CITY CHIEFS

Dee Ford – Outside linebacker

Ford foi um dos nomes mais importantes na contestada defesa dos Chiefs na última temporada e deu a entender que assinaria sem muito problema a tag caso a recebesse. Custando perto US$ 15 milhões, não há muito o que pensar sobre o assunto.

Por mais que a falta de Dee Ford tenha sido fundamental para que os Patriots se mantivessem vivos na final da AFC (a interceptação de Brady seria o ponto final), o jogador ainda merece créditos no Missouri.