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Peyton Manning analisa Tom Brady às vésperas do Super Bowl LIII

Neste domingo, às 21 horas (de Brasília), Los Angeles Rams e New England Patriots entram em campo para decidirem quem vai levar o Super Bowl LIII, com transmissão exclusiva da ESPN e do WatchESPN, inclusive com exibição nos cinemas.

Aos 41 anos, Tom Brady vai para sua nona decisão, em busca de seu sexto anel, graças à uma grande atuação nos momentos decisivos da partida contra o Kansas City Chiefs, jogando no barulhento Arrowhead Stadium.

Quem conhece bem este palco é Peyton Manning, que foi do rival Denver Broncos e analisou a atuação do camisa 12 de New England em seu programa Detail, exclusivo da ESPN+ nos Estados Unidos.

OLD SCHOOL

Manning elogia muitas formações usadas pelos Patriots na partida, afirmando ter gostado de ver algo da “velha guarda” em campo.

A primeira é o alinhamento com um tight end, um fullback e um tailback, uma formação clássica que foi abandonada por muitas franquias, que sequer possuem fullbacks em seus elencos. Segundo o ex-QB, ter o FB em campo faz a defesa se apresentar de forma mais simples também, facilitando a leitura.

Outro momento elogiado foi quando o guard e o center se deslocaram rapidamente para a esquerda, logo após o snap, para abrirem caminho para uma corrida, relembrando a época em que o jogo corrido era muito mais valorizado que o passe.

A INTERCEPTAÇÃO

Peyton também analisou a jogada que resultou na interceptação dentro da endzone, quando os Patriots tinham a chance de abrir 14 a 0 no começo do segundo quarto.

A rota de Gronkowski, lembra Manning, era a mesma que Vrabel percorreu para receber o touchdown que deu a liderança para os Patriots nos últimos minutos do Super Bowl XXXVIII, contra o Carolina Panthers.

Desta vez, porém, Ragland “mordeu a isca” do play action e acabou ficando escondido entre os jogadores de linha, exatamente no ponto em que Gronk deveria receber o passe. “Brady perdeu ele de vista”, explicou.

GUERRA DE AUDIBLES

Em uma oportunidade de quarta descida para uma jarda, Manning destaca que muito provavelmente a ideia inicial de Brady era ir para o tradicional quarterback sneak, porém os Chiefs colocaram seis jogadores de defesa logo na frente da linha, tentando evitar isso.

Brady lê bem a formação e faz o alerta aos companheiros, “matando” aquela chamada e passando para a próxima combinada. Gronk então se move para a direita da linha e ajuda abrir espaço para a corrida de Sony Michel, que ganha 10 jardas para o TD.

Manning destacou que um dos erros da defesa for não ter mudado algo após Brady ter feito o audible, e lembra que muitas vezes acontece uma “guerra” entre ataque e defesa chamando mudanças na linha de scrimmage.

3ª DESCIDA NA PRORROGAÇÃO

Brady teve que superar terceiras descidas longas em três oportunidades na prorrogação, e Manning analisou cada uma delas, mostrando suas similaridades e como uma influenciou a outra.

No primeiro lance, Edelman se posiciona pela esquerda, e se aproxima de Dorsett antes do snap. Quando a jogada começa, o camisa 11 cruza seu caminho com o 13, confundindo os dois marcadores que acabam indo atrás de Dorsett, deixando Edelman livre pelo meio.

Depois, agora alinhados pela direita, a jogada se repete e apesar de Charvarius Ward estar mais esperto e ir atrás de Edelman, Dorsett cruza na sua frente e o atrasa por um segundo, dando tempo suficiente do alvo de confiança de Brady mais uma vez receber pelo meio do campo.

Para fechar, a terceira oportunidade tem mais uma vez um cenário parecido, com Edelman pela esquerda. O camisa 11 segue sua rota pelo meio e chama atenção do safety, que dá um passo adiante para não cair no mesmo lance três vezes seguidas. Porém, isso deixa Gronk no um contra um com Eric Berry, e leva vantagem na questão física, bem explorada por Brady.