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Super Bowl LIII: Peyton Manning analisa Jared Goff, dos Rams

Neste domingo, às 21 horas (de Brasília), Los Angeles Rams e New England Patriots entram em campo para decidirem quem vai levar o Super Bowl LIII, com transmissão exclusiva da ESPN e do WatchESPN, inclusive com exibição nos cinemas.

Em campo, com a camisa 16 da franquia da Califórnia, Jared Goff, um quarteback que foi considerado um “bust” (fraude) após ser recrutado como primeiro do draft e não render o esperado logo na primeira temporada.

Agora, Goff vai disputar seu primeiro Super Bowl aos 24 anos depois de derrubar o New Orleans Saints de Drew Brees, de 40 anos, tendo agora Tom Brady, de 41, pela frente.

A vitória na final da Conferência Nacional foi analisada por Peyton Manning na série Detail, programa exclusivo da ESPN+ nos Estados Unidos. Confira algumas observações do ex-quarterback:

LIDANDO COM O BARULHO

A torcida dos Saints fez sua parte no Superdome e incomodou demais a comunicação de Jared Goff com seus companheiros de ataque, e também com o técnico Sean McVay. Até por isso ele usou fita adesiva para fechar as entradas no capacete, tentando ouvir melhor o comunicador do treinador.

Foram várias os momentos em que os recebedores e jogadores de linha se aproximaram de Goff, com o time já alinhado, para saber qual seria a jogada. Além disso, a comunicação para evitar faltas era intensa.

"Garanto que Goff que seus companheiros de linha ficaram esgotados depois do jogo, só pelo trabalho que era necessário antes mesmo da bola ser colocada em jogo", disse Manning.

O ex-jogador ainda destacou que a linha sofre quando joga como visitante, pois precisa prestar atenção no momento que a bola sai para só então começar a bloquear, sempre saindo um instante atrasado com relação ao rival.

PLAY ACTION SEM VERGONHA

Não entenda errado: o play action dos Rams foi muito elogiado por Manning, que destacou ainda a falta de preocupação de McVay chamar tal tipo de jogada em sequência.

Ao chamar duas jogadas do tipo em sequência, o treinador deixa a defesa adversária sempre em dúvida, já que o normal é revezar o estilo de jogo. McVay, contudo, sabe que pode confiar no seu ataque.

Manning elogiou a facilidade de Goff em lançar mesmo sem o corpo estar completamente alinhado, ainda em movimento, e destaca o passe para Higbee, já na prorrogação, conseguindo se livrar bem da marcação que já tinha colocado as mãos no quarterback.

PRECISÃO NO PASSE

Manning destaca um belo passe de Goff para Cooks, que estava alinhado por dentro, no slot, cortou para a esquerda logo na saída e correu em linha reta, fazendo a recepção que resultou no ganho de muitas jardas.

O ex-quarterback destacou a precisão no passe, que foi colocado, segundo ele, no ponto perfeito quando o recebedor faz a rota “slot go”: para fora dos números do campo e cerca de quatro jardas distante da lateral. Fora desse espaço, ou vai ser incompleto, ou vai ser interceptado.

MALES QUE VEM PARA BEM

Por falar em passe incompleto, Manning destacou o último passe tentado por Goff no jogo, uma tentativa para a esquerda, com Woods que, por sorte, não fez a recepção.

Em posição para o field goal, o quarterback leu errado a marcação dos Saints, que estava com todos os jogadores próximos à linha de scrimmage e com dois marcadores grudados nos dois recebedores dos Rams. O “screen” para Woods não tinha como dar certo, e se a recepção fosse feita ele perderia quatro jardas.

BOLAS NOVAS

Durante a partida, Goff se atrapalhou com C.J. Anderson e quase teve um fumble na hora de passar a bola para o corredor. Então, Manning falou da importância de ensaiar a jogada, e também trabalhar com as bolas novas que são entregues para o Super Bowl.

"Você recebe diversas bolas novas para o Super Bowl, cerca de 200 novas, todas brilhantes, com o logo. Você tem pouco tempo para preparar elas, suar um pouco nelas, desgastar um pouco para lançar mais facilmente", disse.