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NFL: Rivais no Super Bowl LIII, Edelman, dos Patriots, e McVay, dos Rams, já se enfrentaram no College

Neste domingo, às 21 horas (de Brasília), Los Angeles Rams e New England Patriots entram em campo na disputa do Super Bowl LIII, que terá transmissão da ESPN e do WatchESPN.

Na franquia da Califórnia, Sean McVay estará no comando, sendo o mais jovem treinador a comandar uma equipe na grande decisão, aos 33 anos. Com a metade da idade de Bill Belichick e oito anos e meio mais novo que Tom Brady, McVay foi contemporâneo de muitos jogadores na universidade.

O mais curioso caso é que McVay e o wide receiver Julian Edelman já se enfrentaram em duas oportunidades no futebol americano universitário, com uma vitória para cada lado. O detalhe é que eles estavam em posições bem diferentes.

No dia 16 de setembro de 2006, Julian Edelman fazia seu terceiro jogo como titular e obtinha sua primeira vitória como quarterback de Kent State, completando 14 de 22 passes para 244 jardas, um touchdown e uma interceptação.

O outro duelo foi no dia 6 de outubro de 2007, quando Miami, do wide receiver Sean McVay levou a melhor. Mas as atuações do recebedor foram modestas, somando sete recepções e 84 jardas somando as duas partidas.

“Ele (Edelman) era muito melhor jogador do que eu. É por isso que ele segue jogando e eu virei treinador”, disse McVay relembrar dos embates.

Mas quais foram os caminhos que os dois percorreram até o embate deste domingo, na grande decisão da NFL?

QB OU WR? TÉCNICO PRODÍGIO

McVay não foi um grande recebedor na universidade, mas deixou seu nome marcado na história da Marist School, em Atlanta, sendo o primeiro quarterback de lá a conseguir temporadas seguidas com mais de mil jardas corridas e também lançadas.

Além disso, em seu último ano, levou o time ao título estadual, jogando o segundo tempo da decisão com o pé quebrado, e ainda levou o prêmio de melhor jogador ofensivo da temporada, superando ninguém menos que Calvin Johnson, futuro recebedor do Detroit Lions, o Megatron.

O futebol americano corria nas veias de Sean McVay. Seu avô, John McVay, foi técnico do New York Giants por três temporadas antes de se tornar um diretor no San Francisco 49ers, enquanto seu pai, Tim, e seu tio, jogaram na universidade.

Depois do sucesso na escola, uma passagem apagada pela universidade e muitas dúvidas sobre o que fazer no futuro. Ao se formar, em 2008, ele então entrou em contato com Jon Gruden, amigo de longa data da família, e consegui seu primeiro emprego na NFL, como assistente no Tampa Bay Buccaneers.

Em 2010, Gruden foi demitido e McVay ganhou uma chance no Washington Redskins, sendo escolhido por Mike Shanahan como técnico assistente para os tight ends, ganhando o posto de técnico principal da posição ainda naquela temporada, quando tinha apenas 25 anos.

Depois veio a chance de ser o coordenador ofensivo da equipe, cargo que ocupou por três temporadas, até receber o convite para assumir o Los Angeles Rams em 2017, com apenas 30 anos.

”NÃO SEI ONDE, MAS VOCÊ VAI JOGAR”

Com apenas 1,78m, Julian Edelman era um quarterback que também castigava com as pernas em sua época de colégio, mas não recebeu propostas de universidades. Então a solução foi ir para College of San Mateo, uma das “junior colleges”.

A sorte de Edelman começou a mudar quando Doug Martin, então técnico de Kent State pediu para procurarem um quarterback desesperadamente, e o então o futuro jogador de New England estava pronto para se transferir, graças também às suas boas notas.

Os Golden Flashes, que haviam vencido uma em 11 jogos na temporada anterior, evoluíram para seis vitórias e seis derrotas com Edelman.

“Eu amava a confiança que ele tinha. Ele tinha um estilo. Ele tinha um peso nos ombros para mostrar que as pessoas estavam erradas. Diziam ‘ele é muito baixo, ele é muito isso, muito aquilo’. Mas ele tinha uma tremenda confiança em si mesmo”, disse Martin em entrevista ao Bleacher Report.

Enquanto não passava pela cabeça dos treinadores em transformá-lo em recebedor, Edelman sabia que não teria futuro na NFL sendo um quarterback daquela altura. Sem convite para o Combine de 2009, ele sabia que tinha que se transformar em wide receiver, mas nunca havia jogado na posição, ou ser um retornador, o que só tinha feito no último jogo na universidade.

O Canadá parecia a opção mais viável, sendo que British Columbia Lions já negociava seus direitos, oferecendo um salário base de US$ 60 mil que poderia chegar a US$ 150 mil com incentivos.

A ideia foi descartada com a ajuda de seu representante, que era ninguém menos que Don Yee, o mesmo de Tom Brady. A NFL era o destino, e o melhor a fazer era se preparar para a mudança de posição.

Então, no dia 26 de abril de 2009, Edelman recebeu uma ligação. “Ei, aqui é o técnico Belichick. Nós vamos recrutar você. Não sabemos do que você vai jogar, mas sabemos que você pode jogar futebol”, relembrou o jogador, falando da ligação que mudou sua vida.