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'Detail': Peyton Manning analisa Philip Rivers, quarterback dos Chargers e rival de Brady nos playoffs da NFL

Neste domingo, às 16 horas (de Brasília), Philip Rivers vai até Foxboro em busca de sua primeira vitória na carreira contra Tom Brady. O duelo entre New England Patriots e Los Angeles Chargers vale vaga na final da Conferência Americana (AFC), e terá transmissão da ESPN e do WatchESPN.

O quarterback da equipe da Califórnia foi alvo da análise minuciosa de Peyton Manning no programa “Detail”, exclusivo da ESPN+.

Manning falou sobre a mecânica diferente nos lançamentos do quarterback de 37 anos. Além disso, ele ressaltou a importância de se observar as jogadas que dão errado.

Vamos à alguns detalhes apontados pelo ex-quarterback e futuro membro do Hall da Fama da NFL.

QUEBRANDO TENDÊNCIAS

O jogo analisado foi a marcante vitória sobre o rival Kansas City Chiefs, marcado pela ousada chamada para a conversão de dois pontos nos segundos finais do jogo, indo para o “tudo ou nada” ao invés de se conformar com o empate.

Neste jogo, Rivers entregou a bola para a corrida de Justin Jackson, mas o defensor do lado oposto hesitou antes de ir em direção ao running back. Isso porque ele ficou preocupado com uma possível corrida do quarterback.

Rivers não é conhecido por se arriscar muito com as próprias pernas, mas, semanas antes, ele havia ficado com a bola em jogada contra o Cincinnati Bengals. Essa corrida foi uma importante “quebra no padrão”.

“Faça isso. Mesmo que seja a cada quatro anos, mas faça. Ninguém espera que você fique com a bola, então quando você faz, costuma acontecer”, ressaltou Manning.

Rivers voltou a correr na rodada de wild card, contra o Baltimore Ravens, conseguindo enganar a defesa e conquistar nove jardas e uma primeira descida que valeu uma comemoração especial.

REVENDO O QUE DEU ERRADO

Em determinada jogada, o ataque dos Chargers teve quatro recebedores saindo em rotas profundas, conhecidas como “Go”. A jogada, que Manning costumava chamar de “Jet”, tinha ainda o running back passando pelo meio da linha para ser uma opção de passe curto.

O passe profundo quase foi interceptado e fico claro que a opção curta era a melhor a ser utilizada. E por isso o ex-quarterback falou que é importante sair de campo e ir olhar o que aconteceu no tablet.

Revisar as jogadas que deram errado é importante para observar detalhes e padrões que podem tornar sua execução em algo mais produtivo dentro da mesma partida.

A MECÂNICA DE ARREMESSO

“Só vou falar sobre isso uma vez. Rivers tem um estilo diferente de muitos outros quarterbacks, mas não importa: isso funciona para ele. É efetivo, e ele consegue fazer todos os passes”, disse Manning.

Ele continua ressaltando que cada jogador tem uma forma única de passar a bola, notando que a mecânica de seu pai, Archie Manning, era parecida com a de Rivers. Trata-se de um movimento de “três quartos”.

“Não me importa como você lança isso. A bola chega lá? É preciso? Você toma boas decisões? Consegue colocar um toque bonito na bola? Rivers consegue fazer tudo isso”, completou.

A CHAMADA DA VITÓRIA

Manning elogia muito a campanha final, que deu a vitória para os Chargers. Rivers demonstra frieza e precisão ao fazer o passe para Mike Williams, restando quatro segundos para o fim da partida. E então vem a chamada para os dois pontos.

O coordenador ofensivo, Ken Whisenhunt, chama a mesma jogada que os Chargers usaram no primeiro touchdown do jogo, apenas invertendo os lados do campo. Para completar, ele adicionou algumas movimentações antes do snap para que os Chiefs não notassem isso.

Uma dessas movimentações causou confusão entre Kentall Fuller e Orlando Scandrick, fazendo os dois defensores irem na mesma cobertura sobre Tyrell Williams e deixando Mike Willims completamente livre para receber o passe.

“Incrível trabalho de Rivers executando a rotina de dois minutos. Uma quarta para sete jardas, uma conversão de dois pontos para vencer, com o clima hostil na casa de um rival de divisão. Grande trabalho”, finalizou.