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Guia dos Playoffs da NFL: O caminho para o Super Bowl LIII

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Rams ou Chargers: Paulo Antunes detalha rivais de Los Angeles e define qual deles chega mais forte para os playoffs da NFL (3:55)

L.A. volta a ter dois times na pós-temporada após 34 anos, e comentarista analisou equipes (3:55)

Chegou a hora do mata-mata!

As seis melhores equipes de cada conferência lutam pela vaga no Super Bowl, e as regras são claras:

- Os dois melhores de cada conferência - Kansas City Chiefs e New England Patriots na AFC, New Orleans Saints e Los Angeles Rams na NFC - descansam na primeira rodada, enquanto as outras equipes disputam a rodada chamada de wild card;

- No Divisional, os primeiros das Conferências - Chiefs, na AFC, e Saints, na NFC - encaram o pior ranqueado que avançar da primeira rodada;

- O mando de campo é definido pela campanha na temporada regular. O ranking de cada um deles está logo ao lado do nome "(x)" na chave abaixo;

- O Super Bowl acontecerá em Atlanta, no Mercedes-Benz Stadium, no dia 3 de fevereiro. Para efeito de transmissão e de determinação dos uniformes, o "mandante" da decisão será o campeão da NFC.

Vale lembrar que o fã do esporte vai conferir TODOS OS JOGOS na tela da ESPN e do WatchESPN. Fique ligado no calendário de jogos e na nossa programação.

Analisamos os motivos pelos quais cada torcedor pode acreditar ou se desiludir sobre uma ida para o Super Bowl. Confira cada um deles, mas se quiser ir direto ao assunto, no seu time, é só clicar no distintivo dele abaixo:

OS CANDIDATOS

AFC

KANSAS CITY CHIEFS

Campanha: 12-4 (1º da AFC)

Por que acreditar: O melhor time da AFC teve o melhor ataque em jardas e pontos da temporada regular. Além disso, é comandado pela sensação que é favorita ao prêmio de MVP logo no primeiro ano como titular: Pat Mahomes. E no potente braço do quarterback que residem as esperanças do time do Missouri.

Por que não acreditar: Nas quatro derrotas que teve durante a temporada regular sua média de pontos foi de 37,5. Isso significa que sua defesa tem muitos (e muitos mesmo) problemas. O setor foi o segundo pior em jardas – na frente apenas de Cincinnati – e o nono pior em pontos cedidos.


NEW ENGLAND PATRIOTS

Campanha: 11-5 (2º da AFC)

Por que acreditar: Sobra experiência para a equipe de Bill Belichick, que tenta chegar à final da AFC pelo oitavo ano seguido. Contra os times que estão nos playoffs, os Patriots venceram todos seus quatro jogos, e a possibilidade de jogar em Foxboro é uma enorme vantagem.

Por que não acreditar: Há muito tempo uma temporada não levantava tantos questionamentos no torcedor de New England. Vindo de uma temporada de MVP, Brady nem passa perto das discussões do prêmio neste ano. Rob Gronkwoski não é uma sombra do que já foi, e a defesa não passa muita confiança, com a quarta pior média de jardas por tentativa no jogo corrido.


HOUSTON TEXANS

Campanha: 11-5 (3º da AFC)

Por que acreditar: A defesa é a terceira que menos cedeu jardas pelo chão, tendo a melhor média por tentativas (3,4). Contar com J.J. Watt e Jadeveon Clowney saudáveis é um enorme trunfo do time de Bill O’Brien, que ainda tem um ataque dinâmico, formado por Deshaun Watson, DeAndre Hopkins e um (provavelmente recuperado) Lamar Miller.

Por que não acreditar: Os playoffs costumam ser um ambiente nocivo para quarterbacks em suas primeiras viagens. Deshaun Watson vai para a pós-temporada depois de ter sofrido 62 sacks, a quinta maior marca da história da NFL. E muito disso foi culpa dele, que costuma confiar muito em sua habilidade com as pernas e acaba segurando a bola por tempo demais.


BALTIMORE RAVENS

Campanha: 10-6 (4º da AFC)

Por que acreditar: Baltimore conquistou o título da AFC Norte e chega aos playoffs tendo como ponto forte sua defesa, uma característica que o torcedor dos Ravens ama. O setor foi o que menos cedeu jardas na temporada regular, com a segunda menor média de pontos por jogo. Depois do bye na Semana 9, Lamar Jackson assumiu a vaga de Flacco e comandou seis vitórias em sete jogos.

Por que não acreditar: Lamar Jackson será o mais jovem quarterback titular a disputar uma partida de playoffs, e é claro que a inexperiência será a grande questão envolvendo seu nome. Ameaça dupla, nos sete jogos que teve como titular ficou com média de 79,28 jardas corridas, mas só completou mais de 60% de seus passes contra Bengals e Buccaneers.


LOS ANGELES CHARGERS

Campanha: 12-4 (5º da AFC)

Por que acreditar: Os Chargers têm muito talento no ataque: Philip Rivers foi bem na temporada e tem à sua disposição armas como Keenan Allen, Mike Williams e Melvin Gordon, o 5º melhor da NFL em média por partida na soma da produção correndo e recebendo passes. A defesa de Los Angeles pode passar despercebida, mas foi Top 5 parando os ataques na Red Zone e Top 10 em pontuação cedida.

Por que não acreditar: LA venceu 12 partidas no ano e bateu equipes como Seahawks, Steelers e Chiefs fora de casa. E mesmo com esse currículo, é difícil encontrar um ponto do jogo no qual os Chargers são os melhores da liga. Ser versátil tem suas vantagens, mas “na hora da onça beber água", qual o grande trunfo que a equipe de Anthony Lynn colocará na mesa?


INDIANAPOLIS COLTS

Campanha: 10-6 (6º da AFC)

Por que acreditar: Indianapolis tem 9 vitórias nos últimos 10 jogos e é o time que cresceu na hora certa. Nesse período, a defesa é a melhor da liga em pontos cedidos: apenas 16,4 por jogo, a frente até dos Bears! No ataque, a linha ofensiva está entre as mais eficientes protegendo Andrew Luck, que teve condições de ser o 2º melhor da liga na nota de "QBR" da ESPN, atrás apenas de Drew Brees.

Por que não acreditar: Apesar da sequência de vitórias, os Colts não são exatamente um time talentoso no ataque. Andrew Luck não possui muitas armas além de Eric Ebron e TY Hilton, que luta contra uma lesão no tornozelo. Contra equipes com defesas talentosas nos playoffs, Indianapolis pode ter dificuldade nas batalhas mano-a-mano.


NFC

NEW ORLEANS SAINTS

Campanha: 13-3 (1º da NFC)

Por que acreditar: Juntos, Drew Brees e Sean Payton nunca perderam um jogo de pós-temporada em casa. Nunca. Zero. E agora, pela segunda vez na história, os Saints terão mando de campo em todos os jogos dos playoffs. A outra temporada em que isso aconteceu? 2009, quando o time venceu o Super Bowl XLIV. Ou seja, o Superdome pode ser o fator decisivo para o time que é considerado, por muitos, como o mais forte de toda a NFL.

Por que não acreditar: O ritmo dos Saints caiu desde a derrota para os Cowboys. Sim, foram três vitórias em quatro jogos, mas todos contra times que não se classificaram para os playoffs. As atuações de Drew Brees também ficaram longe daquilo que estamos acostumados: 214 jardas de média em suas últimas quatro partidas (ele não encarou os Panthers na semana 17), apenas três touchdowns e três interceptações. Ele é capaz de voltar ao seu alto nível na pós-temporada, mas o momento pode atrapalhar em um duelo contra Cowboys ou Seahawks.


LOS ANGELES RAMS

Campanha: 13-3 (2º da NFC)

Por que acreditar: O ataque dos Rams dominou a NFC por boa parte da temporada, com Jared Goff em alto nível e Todd Gurley liderando a liga entre running backs. Na defesa, Aaron Donald comanda um grupo cheio de estrelas que, apesar de tudo, tem muito potencial. Tudo isso sob a tutela de Sean McVay, um dos treinadores mais idolatrados atualmente na NFL.

Por que não acreditar: O inverno chegou, e o nível de Goff despencou. Ele chegou a ter uma sequência de cinco jogos com seis interceptações e sete fumbles antes de voltar a atuar bem na semana 17, com a vitória sobre os 49ers. O fato de que os Rams poderiam perder a folga nos playoffs com uma derrota na última rodada mostra que o final de temporada foi muito diferente do começo.


CHICAGO BEARS

Campanha: 12-4 (3º da NFC)

Por que acreditar: Defesas vencem títulos. Sim. E os Bears vão muito além da defesa – a mais forte da NFL. Chicago tem um grupo de treinadores extremamente respeitado, liderado por Matt Nagy, favorito ao prêmio de Técnico do Ano. No campo, é muito difícil encontrar algo que os Bears não têm: dois running backs que se completam, um bom grupo de wide receivers, linha ofensiva sólida e, sim, Mitch Trubisky atuando como um quarterback que faz o bastante para ajudar a defesa dos Bears a vencer jogos.

Por que não acreditar: Experiência. O argumento poderia ser o fato de que Trubisky ainda não desperta tanta confiança, mas a questão vai além do camisa 10. Boa parte dos principais nomes dos Bears nunca atuou na pós-temporada, inclusive alguns dos defensores: como o safety Eddie Jackson (líder da NFL em interceptações retornadas para TD) e o cornerback Kyle Fuller (líder da liga em interceptações).


DALLAS COWBOYS

Campanha: 10-6 (4º da NFC)

Por que acreditar: A chegada de Amari Cooper mudou os Cowboys. Dak Prescott ganhou um alvo novo, e Ezekiel Elliott teve mais espaço para correr. Na pós-temporada, ter um jogo terrestre que funcione em alto nível coloca o time em uma boa posição para vencer jogos. E, claro, a lembrança da vitória sobre os Saints no Superdome ainda está guardada na memória dos Cowboys.

Por que não acreditar: Se o ponto positivo dos Bears é o grupo de treinadores, o negativo dos Cowboys é a equipe do head coach Jason Garrett. O técnico é muito criticado – e até ironizado – pela forma como lidera seu time. Dallas tem o talento, no ataque e na defesa, para vencer ao menos um jogo na pós-temporada. Mas Garrett já mostrou que está longe de ser um técnico vencedor de Super Bowl.


SEATTLE SEAHAWKS

Campanha: 10-6 (5º da NFC)

Por que acreditar: Correr muito, passar com eficiência e ganhar a batalha dos turnovers. Essa é a fórmula de sucesso dos Seahawks, o melhor time da temporada protegendo a bola. Sem cometer erros e ficando em campo com o ataque terrestre líder em jardas, Seattle aposta no braço encantado de Russell Wilson, que conseguiu incríveis 35 TDs aéreos apesar de atuar na equipe que menos passa a bola entre todas as 32 franquias da liga.

Por que não acreditar: A linha ofensiva de Seattle não é das melhores e chega nos playoffs com vários titulares baleados. Russell Wilson sofreu 51 sacks no ano, um recorde em sua carreira e uma marca ainda mais impressionante para uma equipe que pouco passa. Se os adversários tiverem sucesso parando o jogo corrido, será difícil produzir pelo ar em situações óbvias de passe.


PHILADELPHIA EAGLES

Campanha: 9-7 (6º da NFC)

Por que acreditar: Existe alguma mágica com Nick Foles. O atual MVP do Super Bowl assumiu na semana 15 e colocou fogo no ataque dos Eagles, liderando a NFL em jardas passadas e precisão nos passes nesse período. O time já tem a experiência de vencer como azarão em 2017 e ostenta os melhores números de defesa na Redzone e na Goal Line, ao estilo “enverga, mas não quebra”.

Por que não acreditar: Com os running backs Ajayi e Clement machucados, além dos defensive backs McLeod e Darby, Philadelphia não é a mesma equipe do ano passado. Os Eagles são um dos piores ataques terrestres e uma das piores defesas aéreas da liga. E ser unidimensional nos playoffs, especialmente diante dos Bears, não é uma boa ideia.