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Assim como Josh Gordon: conheça outros jogadores que tiveram seus talentos desperdiçados na NFL

Na última quinta-feira, a NFL recebeu a notícia de que Josh Gordon deixaria os gramados por tempo indeterminado. O jogador, que luta contra o vício em drogas há algum tempo, começou a temporada no Cleveland Browns, foi para o New England Patriots, mas decidiu deixar o futebol americano para tratar de sua saúde mental.

Infelizmente, Gordon é apenas mais um entre diversos jogadores de futuros brilhantes, mas que acabaram se envolvendo em dificuldades extra-campo e não puderam mostrar todo o seu potencial na NFL.

Veja abaixo uma lista com atletas que conviveram com problemas em sua vida social e tiveram suas vidas e carreiras na NFL prejudicadas:

Randy Gregory – Defensive End – Draft 2015: 60ª escolha geral

Em dois anos de college, Randy Gregory foi um verdadeiro pesadelo para os quarterbacks adversários, produzindo 120 tackles e 17,5 sacks no período. Em 2015, o defensive end se elegeu ao Draft, mas uma falha no teste anti-drogas da liga o fez perder prestígio entre as franquias e ele só foi selecionado na segunda rodada pelos Cowboys.

Desde então, porém, Gregory segue tentando vencer o vício em drogas e ainda não conseguiu colocar seu potencial a prova na NFL.


Todd Marinovich – Quarterback – Draft 1991: 24ª escolha geral

Filho do ex-jogador de linha ofensiva Marv Marinovich, Todd foi preparado pelo pai a vida inteira para se tornar um astro da NFL. No high school: ele recebeu o apelido de “Quarterback Robô”, no college: foi candidato ao Troféu Heisman e, assim, se tornou um dos principais prospectos de QB da época.

Mas, toda essa pressão surtiu efeitos negativos. Desde o fim da universidade, Todd mergulhou no mundo das drogas e chegou a ser preso diversas vezes por porte de substâncias ilícitas, cenário que se seguiu após os poucos dois anos em que ele atuou na NFL.


Johnny Manziel - Quarterback – Draft 2014: 22ª escolha geral

Se hoje Baker Mayfield vem se credenciando como salvador dos Browns, Johnny Manziel foi o dono desse rótulo no passado. Primeiro calouro a vencer o Troféu Heisman e ser eleito melhor jogador universitário, em 2012, não faltavam credenciais que lhe dessem credibilidade. Mas, faltava foco.

Manziel começou a se envolver cada vez mais com festas e álcool, além de ser visto no meio do futebol americano como uma pessoa muito arrogante. Os Browns insistiram com ele até 2016, quando o dispensaram. Hoje na CFL, Johnny Manziel ainda tenta voltar aos holofotes da NFL, mas a péssima imagem que deixou nos anos de Browns dificilmente serão apagadas.


Ricky Williams - Running Back – Draft 1999: 5ª escolha geral

O “Tornado do Texas”: esse foi o apelido que Ricky Williams recebeu durante a sua carreira no futebol americano universitário. Por lá, foi eleito o melhor jogador da temporada 1998, vencendo o Troféu Heisman. Na NFL, depois de três anos tímidos nos Saints, Williams deslanchou nos Dolphins e se colocou entre os melhores da Liga.

Porém, sua sequência não foi nada parecida com aquilo que se esperava. Além de ser diagnosticado com depressão e transtorno de ansiedade, Williams começou a falhar nos testes anti-drogas da liga pelo consumo de maconha. Ele acabou se aposentando em 2004, voltou, depois foi jogar na CFL, antes de retornar mais uma vez à NFL.

Em 2011, Williams se aposentou definitivamente após defender os Ravens naquele ano e deixou a sensação de que poderia ter entrado para a história da liga, se não fosse seu problema com as drogas.


Lawrence Phillips - Running Back – Draft 1996: 6ª escolha geral

Como atleta, Phillips era sinônimo de força e velocidade castigando as defesas adversárias pelo chão. Porém, seu temperamento sempre foi um problema, principalmente a sua agressividade. Ainda na faculdade, Phillips se envolveu em um escândalo quando agrediu uma jogadora da equipe de basquete de sua universidade.

Mesmo assim, ainda foi selecionado pelo, na época, St. Louis Rams. Na NFL, os problemas extra-campo continuaram e ele passou 23 dias na cadeia em menos de dois anos em, antes de ser dispensado pelos Rams.

Em 2003, depois de passar por Dolphins, 49ers e CFL, Phillips fez sua última aparição nos gramados. Infelizmente, a situação do ex-jogador piorou nos anos seguintes. Phillips foi condenado a prisão por diversos crimes e lá acabou sendo acusado de assassinar seu colega de cela. Antes do veredito, o ex-jogador foi encontrado morto sob suspeita de suicídio.


Rae Carruth - Wide Receiver – Draft 1997: 27ª escolha geral

Selecionado pelo Carolina Panthers, Rae Carruth estreou na NFL se destacando entre os recebedores calouros do ano de 1998. Mas infelizmente, o wide receiver ganhou notoriedade nacional da pior forma.

Carruth foi acusado de assassinar Cherica Adams, que estava grávida de uma filha que ele não pretendia assumir. O ex-jogador foi condenado a cerca de 18 anos de prisão. No dia 22 de outubro de 2018, a pena de Carruth terminou e ele saiu em liberdade.


Michael Vick - Quaterback – Draft 2001: 1ª escolha geral

Imagine um quarterback dono de um ótimo passe e de um talento enorme para o jogo terrestre, esse era Michael Vick. Desde o college, Vick sempre esteve entre os melhores, sendo eleito o melhor jogador do futebol universitário pelo ESPYs em 1999 e escolhido na primeira posição do draft de 2001 pelos Falcons

Até 2007 tudo corria bem para a evolução do QB na NFL, mas então foi revelado que Vick se envolvia em brigas ilegais de cães, caso que o levou a cadeia. Depois de dois anos e de colaborar com as investigações, o ex-quarterback voltou a NFL, defendeu Eagles, Jets e Steelers. Embora tenha estabelecido algumas boas temporadas em Philadelphia, Michael Vick jamais alcançou o estrelato que se esperava dele.


Aldon Smith – OLB – Draft 2011: 7ª escolha geral

Aldon Smith tinha tudo para ser um dos melhores defensores da história da NFL. Em apenas dois anos, atuando pelo San Francisco 49ers, o linebacker se mostrou uma verdadeira máquina de sacks e tackles. Para se ter uma ideia, Smith precisou de 27 jogos para alcançar 30 sacks em sua carreira na NFL, quebrando o recorde de menos partidas para atingir o número, que antes pertencia a lenda Reggie White.

Porém, Smith passou a se envolver em casos de dirigir sob influência de maconha e acabou sendo suspenso pela liga. O ex-jogador ainda tentou uma reabilitação, mas seguiu violando a política de substâncias da NFL. Em 2017, já no Oakland Raiders, Smith foi acusado de violência doméstica e acabou sendo dispensado pela franquia.


Josh Gordon – WR – Draft suplementar

Este caso é o mais recente e o que inspira essa lista. Josh Gordon é dono de um talento grande, que poderia torná-lo um dos melhores wide receivers da história da NFL, se não fosse o uso e a dependência da maconha. Convivendo com esse problema desde a faculdade, Gordon alternou entre bons e maus momentos durante seus primeiros sete anos na NFL, com a camisa dos Browns – o recebedor perdeu duas dessas temporadas por conta do abuso de substâncias ilegais perante a conduta da liga.

Em 2018, Gordon retornou da reabilitação, mas antes que pudesse provar estar “curado”, foi dispensado pelos Browns, que aparentemente perdeu a paciência com o jogador.

O destino de Gordon foram os Patriots, mas nem Bill Belichick conseguiram dar jeito nele. No dia 20 de dezembro, Gordon anunciou que deixaria os gramados para cuidar de sua saúde mental. Instantes depois, a NFL anunciou uma suspensão por tempo indeterminado do atleta.


Aaron Hernandez – TE – Draft 2010: 113ª escolha geral

Infelizmente, Aaron Hernandez é talvez o sinônimo mais fiel de potencial desperdiçado. Dono de muito talento, Hernandez se envolveu em problemas extra-campo desde a universidade. Em 2010, foi flagrado no teste anti-drogas do combine da NFL pelo uso de maconha e acabou caindo no Draft. Mesmo assim, os Patriots apostaram nele e o selecionaram no segundo dia do evento.

Em campo, Hernandez correspondeu a aposta e se tornou uma peça importante no ataque dos Patriots. Porém, a sua carreira acabou sendo interrompida de forma abrupta.

Em junho de 2013, Hernandez foi apontado como suspeito de ter assassinado Odin Lloyd, um conhecido do ex-jogador. Com o avanço das investigações, Aaron Hernandez foi preso e, posteriormente, condenado à prisão perpétua pelo crime. Em 2017, dias depois de ser considerado inocente em outro caso de assassinato, Hernandez foi encontrado morto em sua cela. A causa apontada foi suicídio.