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'Detail': Peyton Manning analisa Baker Mayfield, a primeira escolha do draft da NFL

Baker Mayfield “acordou se sentindo perigoso” no domingo e comandou a vitória do Cleveland Browns sobre o Atlanta Falcons.

Foi o terceiro triunfo de Cleveland na temporada da NFL – a primeira vez que isso acontece desde 2015 –, sendo que todos eles saíram com o calouro como quarterback.

Segundo os planos dos Browns, Mayfield, primeira escolha do último draft, não deveria ser titular nesta temporada. Toda a estratégia foi jogada para o alto durante a quinta-feira da semana 3, quando Taylor se contundiu, Baker entrou e virou sobre os Jets, encerrando um jejum de 19 partidas.

O camisa 6 de Cleveland foi alvo de Peyton Manning no programa Detail, da ESPN+ (disponível apenas nos EUA). O ex-jogador, um dos melhores de todos os tempos, explicou cada detalhe do jogo do novato contra o Kansas City Chiefs e revelou alguns segredos que trazemos logo abaixo.

Estando lá, faça o que tem que fazer

Manning também foi uma primeira escolha de draft (em 1998) e sabe muito bem qual a pressão que Mayfield sente ao ser colocado em um time problemático.

“Certamente não é a situação ideal para um quarterback calouro, já tendo um novo treinador principal é coordenador ofensivo no meio da temporada”, avaliou Peyton Manning.

“Primeira escolha do draft, eu conheço esse posto. As pessoas esperam muito. Eles esperam que você entre e seja este jogador dominante logo de cara. Existe uma razão para você ter sido a primeira escolha do draft. Você vai para um time que conquistou aquela primeira escolha – você vai para um time ruim”, completou.

Peyton Manning terminou seu primeiro ano com campnha 3-13 e registrou o recorde de 28 interceptações para um calouro. Marca esta que ele adoraria que alguém tomasse dele (“O segredo é lançar 10 interceptações o mais rápido possível”, disse).

Desprezando a chamada

Manning usou um passe incompleto na derrota dos Browns para mostrar uma tática dos quarterbacks: o “dummy audible”.

Trata-se apenas de um aviso ao time, antes dos jogadores se alinharem para o snap, avisando que qualquer chamada feita na linha de scrimmage deve ser ignorada. Trata-se apenas de um embuste, uma tentativa de induzir a defesa ao erro.

Isto serviu para mostrar um dos aspectos de Manning que mais causavam pesadelos nos defensores. Eles tinham que tentar determinar quanto dos movimentos do jogador realmente representavam algo.

Clube dos Cafajestes

Manning também explica a “rota do esquilo” – quando o recebedor corre para fora, então volta a avançar no campo e depois faz mais um corte para fora – e brincou que não sabe o motivo deste nome.

Então ele usou uma referência ao personagem de John Belushi no fim Clube dos Cafajestes quando perguntam o porquê de seu apelido. “E porque não?”, respondeu.

E é dessa forma que ele explica nomeação da “squirrel route”.

Realmente gostou do passe

Manning também comentou do trabalho de pés de Mayfield em um passe rápido com um recuo de três passos saindo de uma formação shotgun, algo que o ex-quarterback já se lembrava de ter visto na pré-temporada.

O estudo

Se elogiou os pés, Manning criticou as mãos. Um ponto específico: você tem que ter disciplina com suas mãos quando é um quarterback.

O vídeo mostra que Mayfield sempre fica com suas mãos ao lado do corpo e só as deixa em posição de receber a bola instantes antes de receber o snap. Dee Ford, defensor dos Chiefs, então usava o movimento para saber o momento exato de disparar atrás do quarterback, evitando uma falta.

“Eles estudam seus gestos pré-snap”, alertou Peyton.

Lição sobre controle do relógio

Falando como um verdadeiro quarterback, Manning usou um passe completo de Mayfield na campanha de dois minutos para mostrar como um recebedor deve entregar a bola nas mãos do árbitro ao invés de deixa-la no chão, poupando alguns segundos preciosos no relógio.

Ele também deixou claro o quanto se irrita com os pedidos de tempo desperdiçados, especialmente os tempos da defesa “por não saberem qual é a chamada”.

“Eu vou dizer: aqueles eram realmente tempos do ataque, ok? Eu sei que você tem três tempos por metade do jogo, mas é realmente o ataque que tem os três tempos, certo? É assim que tem que ser”, afirmou.