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NFL: Brady e os Patriots ou os campeões Eagles? O primeiro ESPN Power Ranking da temporada 2018

Demorou, foram meses de espera, mas a NFL está de volta.

No dia 2 de agosto, o Baltimore Ravens venceu o Chicago Bears no Hall of Fame Game e deu início, oficialmente, à pré-temporada 2018 da liga.

Por isso, o ESPN.com.br resolveu analisar todos os 32 times e, depois, colocar em ordem as principais forças da NFL antes que a bola oval volte a voar.

1. Philadelphia Eagles
Campanha em 2017: 13-3

Os Eagles têm um grande desafio pela frente: a NFL não vê um bicampeão desde 2004 e 2005, com os Patriots. Além disso, as defesas podem estar mais preparadas para o Run Pass Option de Philadelphia, fundamental em 2017. O grande “reforço” de um elenco que se manteve é o retorno de Carson Wentz, que fazia uma temporada digna de MVP até se lesionar no ano passado - Matheus Sacramento


2. Los Angeles Rams
Campanha em 2017: 11-5

Surpresa em 2017, o Los Angeles Rams entra na temporada como favorito. Melhor da NFL no ano passado, o ataque segue com um Todd Gurley avassalador e conta com a chegada de Brandin Cooks (ex-Patriots). Este ano, a defesa promete também estar no mesmo patamar, principalmente após as chegadas de Ndamukong Suh, Marcus Peters e Aqib Talib. Contando com elenco estrelado e equilibrado, o time liderado por Sean McVay tem grandes chances de disputar o Super Bowl LIII no dia 3 de fevereiro - Andrei Paternostro


3. New England Patriots
Campanha em 2017: 13-3

Com 40 anos Brady ganhou o prêmio de MVP da temporada regular, então é difícil duvidar do quarterback só porque ele fará 41 anos nesta sexta-feira. Julian Edelman voltaria, mas está suspenso nas quatro primeiras semanas e o ataque pode sofrer um pouco com isso. A defesa, entre chegadas e saídas, é melhor do que a do ano passado - Rafael Belattini


4. Atlanta Falcons
Campanha em 2017: 10-6

A NFC Sul foi uma das melhores divisões no ano passado e os Falcons foram a equipe que mais perto chegou de vencer os Eagles nos playoffs. Com Julio Jones satisfeito com seu contrato, pequenos ajustes no ataque podem fazer a franquia de Atlanta superar Minnesota, que quase disputou um Super Bowl em casa - Belattini


5. New Orleans Saints
Campanha em 2017: 11-5

A temporada passada terminou apenas por causa de um milagre. Com os prêmios de calouro do ano no ataque e na defesa, os Saints demonstram ter uma equipe boa para sonhar alto, ainda mais com a permanência do veterano Drew Brees, que tem tudo para completar a 13ª temporada seguida com pelo menos quatro mil jardas aéreas - Belattini


6. Minnesota Vikings
Campanha em 2017: 13-3

Na teoria, os Vikings de 2018 são melhores que os de 2017. Se Cousins tiver a mesma química com Adam Thielen e Stefon Diggs que Case Keenum teve, o ataque de Minnesota pode ser um dos mais elétricos da liga. Na defesa, com Everson Griffen, Xavier Rhodes e Harrison Smith, os Vikings têm três All-Pros. Um dos pontos importantes - e o que mais deve atrapalhar - é a linha ofensiva. Keenum é um QB mais acostumado a usar as pernas para se livrar da marcação e criar jogadas. Cousins tem um braço melhor, mas não é conhecido por improvisar tanto quanto o antigo titular dos Vikings. Com equilíbrio e sob a liderança do treinador Mike Zimmer, Minnesota tem o favoritismo na NFC Norte. E, claro, eles esperam voltar à decisão da NFC - Matheus Zucchetto


7. Jacksonville Jaguars
Campanha em 2017: 10-6

A defesa já era um absurdo (a segunda que menos cedeu pontos na temporada regular), e ganhou reforço, com a chegada do DT Taven Bryan, escolha de primeira rodada dos Jaguars no draft. Sabendo evitar pontos, o time tem que marcar, e é aí que entra a dúvida. Blake Borttles convence alguém? - Belattini


8. Pittsburgh Steelers
Campanha em 2017: 13-3

O ataque dos Steelers em 2018 seguirá muito forte com os “Killer B’s”: Big Ben, Brown e Bell. A defesa, porém, pode dar sustos, especialmente sem Ryan Shazier. Morgan Burnett, Jon Bostic e o calouro Terrell Edmunds são os principais reforços para tentar superar a ausência do linebacker na unidade - Sacramento


9. Green Bay Packers
Campanha em 2017: 7-9

Enquanto Aaron Rodgers estiver em Green Bay, o time terá a chance de fazer barulho na NFC. E ele ganhou um brinquedo novo: o tight end Jimmy Graham. Os Packers também podem aproveitar a chegada do coordenador defensivo Mike Pettine, que deve transformar Green Bay em uma equipe mais agressiva quando não tem a bola. A temporada passada foi um passo para trás da franquia - principalmente com a lesão de Rodgers. Se o QB tivesse jogado todas as partidas, uma campanha de 10 vitórias não era algo impossível. Mas se ele quiser brigar pelo segundo Super Bowl de sua carreira, vai depender muito da contribuição dos jogadores mais jovens - ainda mais agora, que os Packers deram adeus para Jordy Nelson - Zucchetto


10. Los Angeles Chargers
Campanha em 2017: 9-7

Parece que as temporadas dos Chargers têm sempre o mesmo roteiro. O time começa tropeçand, melhora no final do ano, mas... fica fora dos playoffs por pouco. Em 2017, as quatro derrotas nas quatro primeiras semanas foram marcadas pelos vários field goals desperdiçados, turnovers e faltas que atrapalharam. Nem mesmo as seis vitórias nos últimos sete jogos ajudaram. Então, a ideia dos Chargers tem que ser esta: fazer uma temporada completa e equilibrada. Se isso acontecer, não há motivos para não pensar que eles podem até vencer a AFC Oeste - Zucchetto


11. Houston Texans
Campanha em 2017: 4-12

Não existem muitos motivos para duvidarmos de uma evolução dos Texans em 2018. O time só deve melhorar depois da temporada passada, principalmente depois dos seis jogos do time com Deshaun Watson como titular. Talvez a situação do quarterback, que rompeu o ligamento cruzado do joelho, seja o ponto de interrogação no futuro da franquia. A saúde do wide receiver DeAndre Hopkins, grande nome da equipe, também pode ser vista como um risco. Os Texans têm o talento para subir de patamar, assim como os Eagles fizeram na temporada passada. Mas, claro, a NFL não é tão simples assim - Zucchetto


12. Tennessee Titans
Campanha em 2017: 9-7

Em 2017 eles chegaram até a semifinal da AFC, mas nunca passaram confiança. Por isso mesmo trocaram o comando técnico, que agora é de Mike Vrabel. As chegadas de Dion Lewis e Malcolm Butler, ambos dos Patriots, é tão interessante quanto uma possível mudança no estilo de jogo do ataque, dando mais liberdade para Marcus Mariota mostrar seu potencial - Belattini


13. Carolina Panthers
Campanha em 2017: 11-5

No ano passado a campanha chegou até a surpreender, mas chega como uma “terceira força” na divisão. Cam Newton tem um ótimo braço, Greg Olsen saudável é um ótimo reforço, D.J. Moore é um calouro que promete, e Norv Turner como coordenador ofensivo no lugar de Shula é um avanço, mas não dá para apostar que será o suficiente - Belattini


14. Washington Redskins
Campanha em 2017: 7-9

Os Redskins têm uma grande mudança no comando do ataque: perderam Kirk Cousins para os Vikings, mas trouxeram Alex Smith, que chegou a ser cotado para MVP no início da última temporada. O QB contará com adições de Paul Richardson e Derrius Guice. Chega também o calouro Da’Ron Payne para corrigir uma das piores defesas contra a corrida - Sacramento


15. San Francisco 49ers
Campanha em 2017: 6-10

Após anos de vacas magras, o San Francisco 49ers caminha para voltar a ser competitivo. Jimmy Garoppolo saiu da sombra de Tom Brady em New England e chegou à Califórnia para liderar a franquia – no ano passado, com ele no comando do ataque, foram cinco vitórias em cinco jogos. Ainda no ataque, Jerick McKinnon aparece como opção para tirar a pressão de cima de Jimmy. Ídolo dos Seahawks nos últimos anos, Richard Sherman foi dispensado por Seattle e se tornou o grande reforço da defesa dos Niners. O time ainda está em construção, porém, se Garoppolo confirmar a empolgação que carrega a sua volta, San Francisco já pode enxergar o time correndo por fora na briga pelo Wild Card da NFC - Paternostro


16. Dallas Cowboys
Campanha em 2017: 9-7

Os Cowboys chegam para 2018 após o fim de uma era. Será a primeira temporada desde 2003 que a franquia de Dallas não contará com Tony Romo, Jason Witten (aposentado) ou Dez Bryant (dispensado) em seu elenco. O poder ofensivo segue grande, visto a boa linha ofensiva e que Dak Prescott e Ezekiel Elliott vão para o terceiro ano deles na NFL. Contudo, o sucesso dos Cowboys na temporada passa por uma reposição a altura destas perdas, algo que não está garantido. Com a provável dominância dos Eagles na NFC Leste, Dallas está no bolo da disputa pelo Wild Card da conferência - Paternostro


17. Kansas City Chiefs
Campanha em 2017: 10-6

A franquia do Missouri é uma completa incógnita para 2018. A defesa se enfraqueceu, mas o ataque tem Kareem Hunt, Tyreek Hill, Travis Kelce e Sammy Watkins, mas tudo depende de como Patrick Mahomes vai reagir sendo dono da vaga de titular, que era de Alex Smith na temporada passada - Belattini


18. Baltimore Ravens
Campanha em 2017: 9-7

Baltimore ficou por um fio de ir aos playoffs na última temporada. Com a 6ª melhor defesa em pontos cedidos e quase 1000 jardas do RB Alex Collins, faltou um ataque aéreo mais constante para os Ravens. Agora, a franquia trouxe Willie Snead, John Brown e Michael Crabtree. É a hora de Flacco mostrar serviço - Sacramento


19. Oakland Raiders
Campanha em 2017: 6-10

Boa parte do elenco dos Raiders que ajudou na campanha de 12 vitórias há duas temporadas ainda está em Oakland. Se Derek Carr voltar a ser o Derek Carr que esperávamos e Jon Gruden liderar o time como fazia antes de se tornar comentarista, os Raiders podem pensar nos playoffs. Tennesse e Buffalo chegaram ao Wild Card da AFC em 2017 com nove vitórias - meta aceitável para Oakland em 2018. - Zucchetto


20. Denver Broncos
Campanha em 2017: 5-11

Os Broncos podem voltar ao protagonismo na AFC? A grande questão em 2018 é como o ataque do coordenador Bill Musgrave vai se adaptar às habilidade de Case Keenum. Ele mostrou que pode criar jogadas, mas não é o tipo de quarterback que vence partidas lançando 40 bolas por jogo sem ter ajuda de seus running backs. Mesmo assim, ele é uma evolução clara em comparação a Trevor Siemian, Brock Osweiler e Paxton Lynch - o que significa que Denver pode pensar em uma temporada com 8 vitórias - Zucchetto


21. New York Giants
Campanha em 2017: 3-13

A temporada passada dos Giants foi algo para ser esquecido em New York. Partindo disso, a franquia tratou de se reforçar objetivamente a fim de dar a volta por cima em 2018. Com uma linha ofensiva que promete ser mais forte, Eli Manning deve ter mais tempo para trabalhar com seus alvos, principalmente, Odell Beckham Jr., que está de volta após grave lesão. Segunda escolha do Draft, a promessa Saquon Barkley traz mais variações aos ataques, tirando a pressão de Eli e tornando a unidade mais forte. Se conseguirem manter seus principais jogadores saudáveis, os Giants podem sim voltar a incomodar e, quem sabe, até correr por fora na briga pelo Wild Card - Paternostro


22. Detroit Lions
Campanha em 2017: 9-7

Os Lions não vencem um título de divisão desde 1993, e a campanha da temporada passada parece um desperdício, principalmente pelas lesões que atrapalharam Packers e Vikings. Detroit tem talento e teve dois anos seguidos acima dos 50% pela primeira vez desde os anos 90. Mas Matt Patricia, ex-coordenador defensivo dos Patriots e novo treinador dos Lions, pode muito bem aprender como é a 'vida real' da NFL em pouco tempo. Para piorar, Detroit tem apenas um dos últimos quatro jogos em casa - má notícia para Matt Stafford, que vai ter de suar muito para tentar chegar aos playoffs e vencer pela primeira vez na pós-temporada - Zucchetto


23. Seattle Seahawks
Campanha em 2017: 9-7

O conto de fadas vivido pelo torcedor do Seattle Seahawks nos últimos 4 anos chegou ao fim. Apesar de seguir com suas principais armas ofensivas, Russell Wilson e Doug Baldwin, e da contratação de Brandon Marshall, a franquia viu sua defesa ruir. Entre dispensas, trocas e aposentadorias, a unidade de contenção de Seattle se desmantelou. Envolvido em polêmicas contratuais, podendo até deixar a franquia, Earl Thomas é o único sobrevivente da Legion Of Boom no elenco. Diante de tantas perdas, é difícil imaginar os Seahawks com uma campanha acima de 50%, quem dirá com chances de playoffs - Paternostro


24. Cincinnati Bengals
Campanha em 2017: 7-9

Os Bengals não trouxeram nenhum grande nome na free agency e usaram sua primeira escolha do draft para melhorar a linha ofensiva. Dependendo sempre das mágicas do muito marcado AJ Green, a 15ª temporada de Marvin Lewis no comando de Cincinnati não parece que será muito diferente da última - Sacramento


25. Arizona Cardinals
Campanha em 2017: 8-8

Em Glendale, o cenário é de reconstrução. Isso porque, os Cardinals agora procuram um novo quarterback titular, já que Carson Palmer se aposentou. Depois de uma boa temporada pelos Vikings, Sam Bradford é a primeira opção, seguido de perto pelo grande prospecto Josh Rosen – o último, se entregar o que promete, não deixará que Arizona sinta saudades do seu antigo camisa 3 por muito tempo. O futuro pode ser promissor, mas até lá o novo treinador Steve Wilks (ex-assistente dos Panthers) precisará evoluir junto com o elenco - Paternostro


26. Buffalo Bills
Campanha em 2017: 9-7

Depois de quebrar um jejum de 17 anos sem ir aos playoffs os Bills mandaram embora seu quarterback, Tyrod Taylor, em quem pareciam não confiar mesmo. Agora devem ter A.J. McCaron como titular no começo, mas a esperança é Josh Allen, que nos primeiros treinos justificou algumas críticas sobre precisão, mas também conseguiu alguns bons momentos - Belattini


27. Chicago Bears
Campanha em 2017: 5-11

O Chicago Bears promete ser um dos times que mais vão crescer na temporada. O primeiro motivo é simples: o treinador John Fox saiu para a chegada de Matt Nagy (ex-coordenador ofensivo do Kansas City Chiefs). Com Mitchell Trubisky em sua segunda temporada, um técnico conhecido por sua criatividade ofensiva e contratações como o wide receiver Allen Robinson e o tight end Trey Burke, o time deve ser muito mais eficiente com a posse da bola. Na defesa, o coordenador Vic Fangio renovou e ainda ganhou uma peça nova, o linebacker calouro Roquan Smith. A estreia dos Bears na temporada regular? Packers no Lambeau Field. Resta agora saber se o jovem e promissor grupo vai render como prometido - Zucchetto


28. Tamba Bay Buccaneers
Campanha em 2017: 5-11

O que dizer dos Bucs? Depois de frustrar muita gente no ano passado, já começa diminuindo as expectativas com a suspensão de Jameis Winston, o que deixará Ryan Fitzpatrick como titular contra Saints, Eagles e Steelers. Jason Pierre-Paul é uma boa adição na defesa, assim como Vinny Curry, e o calouro Vita Vea (que não deve perder jogos pela lesão na pré-temporada) - Belattini


29. Cleveland Browns
Campanha em 2017: 0-16

Boa notícia para os Browns: não dá para piorar. Após perder todos os jogos em 2017, o time cheira a controvérsia na posição de QB: Tyrod Taylor ou Baker Mayfield? Quem vencer a disputa, terá armas como Jarvis Landry, o calouro Bradley Chubb e Carlos Hyde no ataque. É bom que o técnico Hue Jackson mostre evolução no time - Sacramento


30. Miami Dolphins
Campanha em 2017: 6-10

Adam Gase vai trabalhar com uma defesa de cara nova, sem contar com Suh, e com a chegada do calouro Minkah Fitzpatrick. Danny Amendola é uma aquisição interessante para o ataque, mas tudo vai depender de como Ryan Tannehill vai atuar após quase dois anos parado - Belattini


31. New York Jets
Campanha em 2017: 5-11

Sam Darnold ficou de fora de alguns dias de trabalho e isso não ajudou o time e também a fazermos uma melhor avaliação do que pode vir pela frente. Mas Josh McCow deve começar a temporada e dele sabemos o que esperar. A defesa promete melhoras, o ataque é bagunçado, e não deve ser um ano de muita alegria para o torcedor dos Jets - Belattini


32. Indianapolis Colts
Campanha em 2017: 4-12

Os Colts tiveram duas temporadas dentro de uma. Sim. Nos primeiros tempos dos jogos de 2017, o time perdeu por um total de 23 pontos. Nos segundos tempos, desvantagem de 118 pontos (pior marca da NFL). Mas existe uma ótima notícia. Andrew Luck parece estar de volta após perder toda a campanha passada - o que deve significar uma evolução considerável do ataque em relação ao comandado por Jacoby Brissett. E, claro, sem esquecer que eles vão enfrentar Eagles e Patriots fora de casa. Com Luck de volta, finalmente, os Colts podem até sonhar em surpreender - Zucchetto