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Na NFL, não ser recrutado no draft não significa o fim do sonho

Neste sábado o Washington Redskins teve a honra de fazer a última escolha do Draft 2018 da NFL, tornando o wide-receiver Trey Quinn, de SMU, o “Mr. Irrelevant” desta classe. Mas isso não significa que apenas os 256 selecionados nos últimos três dias terão chance de marcar a história da liga.

Todos aqueles que deixaram a universidade e acabaram não sendo selecionados no draft ficam à disposição das franquias, tornam-se “free agents” no mercado, podendo negociar com qualquer time. E são muitos os exemplos de jogadores não recrutados que acabaram virando ídolos.

Warren Moon, quarterback de Houston Oilers (hoje Tennessee Titans), Minnesota Vikings, Kansas City Chiefs e Seattle Seahawks, é considerado o maior “undrafted” de todos os tempos, fazendo parte do Hall da Fama do esporte.

Na universidade Moon levou Washington até o título do Rose Bowl em seu último. Mesmo assim, ninguém se interessou por ele no draft de 1978 e seu destino acabou sendo a Canadian Football League, onde jogou por seis anos até acabar voltando para os EUA e sendo selecionado nove vezes para o Pro Bowl.

Outro quarterback que está na galeria dos melhores e que passou despercebido no draft foi Kurt Warner. Em 1994 ele não foi selecionado e acabou convidado para participar dos treinamentos do Green Bay Packers, mas foi dispensado antes da temporada começar.

Sem time para jogar, ele trabalhou em um mercado, ganhando US$ 5,50 por hora, até que, em 1995, assinou com o Iowa Barnstormers, da Arena Football League. No fim de 1997, ele assinou com os Rams, então em St. Louis, e foi enviado para o Amsterdam Admirals, da extinta NFL Europa, sendo líder da liga em jardas e touchdowns.

Em 1999, acabou ganhando uma chance nos Rams. Seu sucesso se deu após a lesão de Trent Green, que perdeu a temporada com uma ruptura no ligamento do joelho e deixou a titularidade para Warner, que comandou um dos ataques mais espetaculares da história da NFL, anotando três temporadas seguidas com 500 pontos e conquistando o Super Bowl já em seu primeiro ano, além de aparecer em mais duas finais.

Outros futuros membros do Hall da Fama também não tiveram seus nomes chamados no palco do draft. É o caso de Antonio Gates, tight end dos Chargers, que soma 897 recepções e 11.192 jardas na carreira, e do kicker Adam Vinatieri, quatro vezes campeão do Super Bowl, com New England Patriots e Indianapolis Colts.

Além destes, exemplos como os de Malcolm Butler, heróis dos Patriots no Super Bowl XLIX, James Harrison, bicampeão do Super Bowl com o Pittsburgh Steelers, ou do recebedor Wes Welker, que disputou finais pelos Patriots e Denver Broncos, são provas de que não há motivos para desespero de calouros.