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'Seja Nick': quem é o jogador que tem a missão de fazer os Eagles esquecerem seu astro

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Técnico dos Eagles diz que Foles está focado no jogo de playoff (0:23)

Doug Pederson falou sobre as qualidade de seu QB titular (0:23)

“Ouça, você tem uma grande oportunidade. Apenas seja o Nick. Vá jogar. Vá comandar o ataque.”

Esta foi a mensagem que o técnico do Philadelphia Eagles, Doug Peterson, quis transmitir para o quarterback Nick Foles, que já mudou a expectativa da partida contra o Atlanta Falcons, às 19h35 (de Brasília) deste sábado, com transmissão da ESPN e do WatchESPN, antes mesmo da bola voar.

Desde que o time de melhor campanha passou a ter a vantagem de jogar em casa nos playoffs – o que aconteceu em 1975 – os Eagles são os primeiros donos de melhor campanha de conferência a não serem favoritos nas bolsas de aposta de Las Vegas.

Segundo o portal Westgate, especialistas em apostas, Filadélfia seria favorito por 6,5 pontos caso Carson Wentz estivesse em campo. Sem ele, os Falcons passam a ser apontados como vencedores por três pontos. E agora os Eagles são considerados zebras em qualquer possível confronto na final da NFC.

Afinal, quem é Nick Foles? Ele justifica a confiança do treinador? Ao menos no passado ele já mostrou ser capaz.

Carson Wentz se machucou exatamente no jogo em que os Eagles garantiram a ida aos playoffs, na vitória sobre os Rams, em Los Angeles. Em seu segundo ano, o QB liderava a liga em passes para TD – terminou em 2º com 33 – completava 60,2% dos passes tentados e tinha um rate de 101,9.

Nos três jogos em que foi titular, Foles comandou as vitórias sobre Giants e Raiders, ficando pouco em campo na derrota para os Cowboys na última semana, quando já não havia mais nada pelo que brigar.

Foles completou 56,4% de seus passes, lançou cinco touchdowns e duas interceptações, terminando com um rating de 79,5.

Os números do ataque cairam bastante. Se com Wentz os Eagles conquistavam uma média de 5,9 jardas por tentativa, foram apenas quatro com Foles. Enquanto o camisa 11 conseguia 7,5 jardas por lançamento, o dono da 9 conseguiu só 5,32.

Até mesmo o jogo corrido decaiu. Antes eram 4,8 jardas por corrida, depois foram 3,3, já que a defesa tinha uma preocupação menor com o passe.

Mas todos estes dados devem ser relativizados. Afinal, os Eagles jogaram com Foles com a vaga garantida, e muito próximos de terem a melhor campanha da NFC.

Mas o camisa 9 já teve sucesso com os Eagles. Foi em 2013, ano em que foi titular em 13 partidas, com oito vitórias e uma ida aos playoffs e números até melhores que os de Wentz. Naquela temporada, ele teve média de 9,1 jardas por tentativa, com 27 touchdowns e apenas duas interceptações, com um incrível rate de 119,2.

Em sua única partida de pós-temporada, derrota em casa para o New Orleans Saints por 26 a 24, mas com uma boa atuação, com 195 jardas e passes para dois touchdowns, sem interceptações.

Na 'Era Super Bowl", apenas dois times tiveram um quarterback vencendo pelo menos 11 jogos na temporada regular e ficando de fora dos playoffs. Em 1990 Jeff Hostetler entrou no lugar de Phill Sims para levar os Giants até o título do Super Bowl. No ano passado, Connor Cook não substituíu Derek Carr a altura, e os Raiders cairam na rodada de Wild Card.

Neste sábado, no primeiro jogo do final de semana que definirá os finalistas da NFC e da AFC, resta saber se apenas “ser Nick” será suficiente.