<
>

Altas expectativas, triste realidade: como renascimento da rivalidade Lakers e Celtics foi adiado

play
LeBron James agradece Michael Jordan após superá-lo e diz: 'Ele era minha imagem de como Jesus seria' (1:08)

Astro do Los Angeles Lakers explicou como sua inspiração foi fundamental na sua infância (1:08)

A NBA sente falta da maior rivalidade de sua história.

No começo da temporada, uma das expectativas do fã de basquete era que a histórica disputa entre Los Angeles Lakers e Boston Celtics fosse retomada.

O ódio entre as franquias foi construído durante 12 finais, sendo que a rivalidade atingiu seu ápice na década de 80 – quando Magic Johnson e Larry Bird disputaram três campeonatos da NBA. Mas, a disputa entre os times segue dormente desde 2010 – última vez que Los Angeles e Boston decidiram a liga.

Assim, a esperança era que LeBron James, ala dos Lakers, e Kyrie Irving, armador dos Celtics, representassem o renascimento da rivalidade.

Mas, isso não aconteceu.

EXPECTATIVA X REALIDADE

No começo da temporada, LeBron James chegava ao Lakers como o jogador capaz de liderar um grupo de jovens talentosos. Com Kyle Kuzma, Brandon Ingram e Lonzo Ball, a franquia tinha um futuro e, para muitos torcedores, LeBron era a peça final para levar a franquia aos Playoffs.

No lado de Boston, o retorno dos lesionados Kyrie Irving e Gordon Hayward tornavam os Celtics o time mais forte do Leste. Jayson Tatum, Jaylen Brown e Terry Rozier não só representavam o futuro como também pareciam maduros para levar a franquia ao sucesso nesta temporada.

Mas, nenhuma das expectativas se provou verdade.

Atualmente na quinta colocação da Conferência Leste, Boston está longe de ser considerado um favorito para vencer a NBA. Ao todo, são 40 vitórias na temporada, uma a menos que o quarto colocado, Philadelphia 76ers.

O clima do time não é bom. Brad Stevens, técnico dos Celtics, aparenta dificuldade para administrar o elenco e cuidar do ego dos jogadores.

O ala-pivô Marcus Morris, um dos veteranos da equipe, afirmou que não tem se divertido nem quando o time vence. Kyrie Irving já revelou para imprensa que os jovens têm tido problemas com os minutos reduzidos.

Em Los Angeles, a situação é ainda pior. Na 11ª colocação, a equipe conquistou apenas 30 vitórias na temporada e segue sem chances de classificar para os Playoffs.

A lesão de LeBron, que o tirou de 21 jogos da temporada, pesou para a equipe. Antes da lesão, os Lakers se encontravam em quarto na conferência, com 20 vitórias e 14 derrotas.

Além de James, outros jogadores como Lonzo Ball, Kyle Kuzma e Rajon Rondo se machucaram e atrapalharam o andamento da temporada. Mas, o maior problema da franquia não foi esse.

Os rumores de uma suposta troca por Anthony Davis parecem ter pesado nos jogadores mais jovens. Reportagens afirmavam que os executivos do time, Magic Johnson e Rob Pelinka, estariam dispostos a trocar diversos jogadores para ter Davis, e muitos dos incluídos nos rumores sofreram com isso.

O relacionamento entre os jogadores piorou e, com isso, o jogo coletivo sumiu. A defesa do time, que era ruim durante a temporada, se tornou catastrófica e os resultados deixavam isso claro.

LeBron James sentiu a volta da lesão e, com isso, a temporada do time acabou mais cedo.

Com Boston e Lakers jogando abaixo do esperado, a disputa que entretinha a NBA perdeu força.

A rivalidade, que poderia ser retomada nesse ano, foi adiada para 2019-2020.