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Por que LeBron 'esconder' gravidade de lesão afeta a NBA como um negócio

Um dia após o Natal, o Los Angeles Lakers anunciou que LeBron James estaria sendo avaliado ‘dia a dia’ com um estiramento na virilha.

Depois de James ter perdido semanas, seu empresário veio a público dizer que ele inicialmente havia sido diagnosticado com uma lesão que demoraria 3 a 6 semanas para se recuperar, após um exame de ressonância magnética.

No ano passado, durante as Finais, James socou uma lousa de raiva após a derrota no jogo 1. Ele realizou vários exames e disse que ‘basicamente jogou os últimos três jogos com a mão quebrada’. Sua produção, que havia sido prolífica nos playoffs, seguiu ótima nos jogos seguintes, especialmente sua porcentagem de chutes. Ele anunciou a lesão após o fim da série.

Esses dois casos evidenciaram um problema recente bem quando a NBA começou a permitir apostas em seus jogos e começa a se relacionar com a indústria de apostas após anos lutando contra ela.

Apostadores querem mais transparência quando o assunto são as lesões. Jogadores, como qualquer outro, têm direitos de privacidade. Os times não querem permitir uma desvantagem competitiva – e querem limitar um possível dano ao negócio. Em suma, é um desafio.

Determinar o tempo de recuperação de uma lesão é uma ciência inexata, até para os melhores médicos. Todo tornozelo é diferente, toda lesão é diferente. Os Lakers, por exemplo, tiveram que lidar com Lonzo Ball sofrendo uma torção de nível 3 no tornozelo e é projetado para perder de quatro a seis semanas. Na última temporada, Reggie Jackson, do Detroit Pistons, ficou 12 semanas fora pela mesma lesão (projetada para durar oito semanas).

No caso de James, ele nunca teve esse tipo de lesão antes. No dia do seu exame, ele tuitou sobre ter ‘desviado de uma bala’ e disse que voltaria em pouco tempo. Ele não esperava que essa fosse a lesão mais longa de sua carreira.

Mas o exame mostrou uma ruptura e que o tempo de recuperação seriam semanas e talvez mais de um mês, os detalhes foram mantidos em segredo. Uma ruptura por um mês não parece ser algo de voltar em pouco tempo. Novamente, comparado a uma ruptura total e o risco de perder a temporada, de fato foi como desviar de uma bala.

No caso das Finais do ano passado, a lesão de James nunca foi falada publicamente pelo time. Apesar dele usar uma proteção para estabilizar a mão entre os jogos, ele a escondia em público. Com a Final em jogo, isso é provavelmente o que você faria também.

O problema é que as pessoas sabiam. Companheiros (e possivelmente alguns amigos e família), pessoas que trabalham nos hospitais onde os exames foram realizados e talvez alguém que tenha visto ele com a proteção. Isso é o que deixa os apostadores loucos, e agora, diferente de todos os anos quando a NBA não ligava, isso importa.

De junho até o meio de janeiro, foram movimentados mais de US$ 1,2 bilhão em apostas esportivos apenas em Nova Jersey. Isso já é um grande negócio e realmente vai explodir quando massificar. A NBA, e outras ligas esportivas, está tentando forçar as casas de apostas a comprar os dados oficiais da liga por propósitos de integridade. Mas e a integridade na divulgação de lesões?

Claro, tem o lado do público que compra ingressos, que gostaria de ter claridade no tempo em que as estrelas podem ficar de fora para tomarem decisões de curto ou longo prazo.

A NBA está procurando formas de lidar com a alta demanda de informações sobre disponibilidade de jogadores, mas não deu indícios que isso vá mudar. Uma sugestão: quando tiver qualquer tipo de exame de imagem, que ele seja divulgado. Se o atleta passou por Raio-X, ressonância ou ultrassom, deve ser anunciado. Mesmo que os resultados sejam vagos ou privados., ajudaria na transparência.

Isso deve seguir como um tópico emergente. E pode ser mais uma forma de James mudar a NBA.