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Melhor Chicago Bulls pós-Jordan hoje vê estrelas daquele time 'mendigarem' na NBA

“Eu tenho certeza que ele vai trazer um título para o Chicago Bulls”.

A frase foi dita por ninguém menos do que Scottie Pippen, em 2013, no NBA Global Games do Rio de Janeiro, entre Chicago Bulls e Washington Wizards. E a sentença se referia a Derrick Rose.

Rose, ao lado de Joakim Noah, Luol Deng e cia, formou um Chicago Bulls no começo da década que deu a plena certeza ao torcedor de que reviveria os tempos de título presenciados antes apenas com Michael Jordan na história da franquia hexacampeã da NBA.

Mas hoje, quase 10 anos depois, com um dos piores times da Liga, os fãs de Chicago olham para trás e não acreditam que aquela geração já está toda fora dos Bulls e não conseguiu conquistar um título.

Derrick Rose foi o MVP da temporada 2010-11, conduzindo a franquia à final de conferência diante do Miami Heat de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh. A derrota na decisão do Leste foi a melhor campanha dos Bulls até hoje na era pós-Jordan. E não parece que irá se repetir tão cedo.

Depois de diversas lesões, Rose agora nada mais é do que um jogador do banco de reservas. Ele se reuniu com seu ex-técnico nos Bulls, Tom Thibodeau, no Minnesota Timberwolves, com quem renovou no mês passado. Em 2017-18, Rose atuou em apenas 25 partidas por Cleveland Cavaliers e Wolves com uma média de 16,8 minutos em quadra.

Para quem já foi um dos jogadores mais bem pagos da Liga e recebeu US$ 21 milhões em 2016-17, Rose aceitou fazer parte dos Wolves na próxima temporada pelo salário mínimo de veterano: US$ 2,3 milhões

Outro pilar daqueles Bulls era Joakim Noah. Eleito melhor jogador defensivo em 2013-14, o pivô era um dos mais versáteis da posição. Mas desde que assinou com o New York Knicks em 2016, jogou apenas 53 partidas na NBA (7 no ano passado), com média de 4,6 pontos e 2,2 rebotes.

Pior do que isso é que Noah, aos 32 anos, se tornou um peso – e caro – para os Knicks. Ele assinou por quatro anos e US$ 72 milhões, tendo ainda mais duas temporadas sob contrato, mas a franquia de Nova York pensa em dispensá-lo. Mesmo se livrando do pivô, a não ser que ache alguém para trocar, o time teria que pagar o valor restante do contrato (US$ 37,8 milhões), podendo parcelar isso pelas próximas três temporadas.

O caso é muito similar ao de Luol Deng, que também estava nos Bulls no começo da década e era uma das estrelas da Liga em Chicago. O britânico assinou pelo mesmo valor que Noah, mas com os Lakers, por quem entrou em quadra na última temporada uma mísera vez. Com mais de US$ 36 milhões por receber e praticamente sem chances de entrar em quadra com LeBron James, o destino de Deng na NBA deve ser a dispensa também.