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LeBron James diz que foi difícil deixar Cavs, quase foi para os 76ers e revela motivação para investir em escolas

Lebron James concedeu uma entrevista exclusiva à ESPN para falar sua saída para Cleveland, a chegada ao Los Angeles Lakers, e também contar sobre o que o levou a investir em escolas para crianças como a recém-inaugurada em Akron, sua cidade natal.

Sobre sua carreira dentro das quadras, o astro da NBA revelou para a repórter Rachel Nichols que a decisão de mais uma vez deixar Cleveland foi ainda mais difícil do que primeira vez, quando trocou os Cavaliers pelo Miami Heat.

“É um sentimento agridoce, sabe? Esse que estou vivendo. Estar aqui, sabe, na escola que estou abrindo, perto destas crianças, para esta comunidade. E aí, por outro lado, estou indo para a outra costa. Eu faço parte dos Lakers agora. Foi mais difícil do que da primeira vez, quando fui para Miami”, afirmou.

“Deixar Cleveland outra vez é muito difícil. Mas... é uma decisão que foi a melhor para mim e para a minha família. E todos estamos... acho que os dois lados estão bem satisfeitos com os momentos e o tempo que passamos juntos”, completou.

Lebron também explicou o motivo de ter definido o Los Angeles Lakers como sua nova casa e não outras franquias que pareciam mais prontas para o astro seguir sua rotina de disputa de finais da liga.

“Eu pensei muito na possibilidade de me juntar a Ben (Simmons) e Embiid em Philadelphia, ou ir jogar com o Harden e com o Chris (Paul). Eu senti que nessa altura da minha carreira... eu gosto do desafio. Gosto do desafio de levar um time ao lugar onde eles não têm ido nos últimos anos”, revelou.

Três vezes campeão da NBA e quatro vezes eleito MVP, LeBron contou o que o motivou a investir na “I Promise School”, contando um pouco da dificuldade que enfrentou quando era criança na cidade de Akron, contando que chegou a perder 80 dias de aula quando estava na 4ª série.

“A gente às vezes pensa sobre uma criança na 3ª série tendo sete ou oito anos na 4ª série, tendo responsabilidade ou tendo estresse. Nenhuma criança com oito ou nove anos deveria ter estresse”, disse.

“Eu ia para a escola em um lado da cidade, mas morava com uma família que ficava bem longe da escola. Então, não havia jeito de ir para a escola sequer para participar. Não tínhamos carro. O ônibus não ia até lá. Mas eu ia de qualquer jeito. Era estranho porque os professores falavam para minha mãe ‘Quando ele vem, é um dos melhores alunos que tenho. Queríamos que ele viesse mais’. E nós simplesmente não podíamos fazer isso naquele momento. Eu sei exatamente o que muitas dessas crianças estão passando agora”, contou.

A dificuldade que conseguiu superar é sempre exaltada por LeBron, que constantemente diz que “não deveria” estar onde está, mas sim ser “mais uma estatística”. E é por isso que ele não quer se calar quando – como aconteceu no começo do ano – dizem para ele não falar e apenas jogar basquete.

“Para mim, eu tenho uma voz, tenho uma plataforma e tenho muitas crianças, não apenas crianças, mas também adultos e muitas pessoas que buscam orientação, e que buscam por uma pessoa que os lidere quando sua voz não for tão poderosa assim. E quando você vê algo injusto, ou algo errado, ou algo que está tentando nos dividir, como raça ou como país, eu acho que minha voz pode ser bastante ou vida”, disse.

“Especialmente tendo em mente o lance dos esportes. Eu vivo o esporte. E alguém, ou várias partes tentarem nos dividir usando nossa plataforma. O esporte me deu tudo que eu jamais pedi. Eu não posso deixar isso acontecer”, completou.