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Aldo fala sobre relação com Dana White e revela luta que faltou na carreira no UFC - e não é contra McGregor

José Aldo é um dos maiores pesos penas da história do UFC, mas nem sempre foi tratado com mordomias pela organização.

Pelo contrário: costumou se envolver em disputas por melhores pagamentos e oportunidades negadas de lutas. A última discussão acabou sendo em torno de uma revanche imediata com Conor McGregor, o que nunca aconteceu. Em conversa exclusiva com o ESPN.com.br, o lutador passou a limpo sua relação com o chefe Dana White e revelou: a luta contra o irlandês não é a que mais o deixou chateado em não ter tido.

“Todo mundo fala da luta com McGregor. Para mim seria ideal que fosse no momento, revanche imediata, mas depois disso não sonhei. Mas para mim acho que faltou disputar uma luta em outro peso, me testar no peso de cima, ter essa oportunidade que na época não tive. Acho que essa seria uma coisa que eu possa ficar me perguntando porque não consegui fazer”, diz.

“Acho que isso foi errado na época que o Ultimate fez comigo. Na época eu era campeão e eles queriam que largasse meu título e assim eu começasse no peso leve. Na época, o Dana não foi legal comigo”, diz.

Depois de varrer todo o peso pena, Aldo chegou a estar muito perto de ir para o peso leve para desafiar o então campeão Anthony Pettis, mas não concordou em ter que abandonar o seu título. A chateação fica ainda maior por ver que outros lutadores tiveram a chance de fazer essa movimentação sem perder o cinturão que já tinham. Conor McGregor, Amanda Nunes e agora Henry Cejudo são exemplos disso.

Os conflitos públicos com Dana White, aliás, foram até constantes em sua carreira. O curioso é que Aldo diz ter uma relação pessoal muito boa com o presidente do UFC – apesar de não esconder como é difícil tê-lo como chefe às vezes.

“Minha relação pessoal é ótima. Ele tem um carinho muito grande, assim como eu, minha esposa e minha família tem por ele. Sempre me tratou bem. Mas ele como patrão já é um cara bem difícil. Ele vai olhar para o evento, para empresa dele. E eu como funcionário vou tentar buscar uma coisa a mais. É uma relação normal que qualquer outro patrão e funcionário. Mas pessoalmente tenho um carinho muito grande por ele porque sei que ele tem por mim”, diz.

E o brasileiro, de fato, tenta deixar tudo que não concordou para trás. E nem descarta a possibilidade de fazer uma luta no peso leve no futuro – vale lembrar que Aldo ainda tem mais uma luta em seu contrato após o duelo de 11 de maio contra Alexander Volkanovski.

“Acho que Dana teve seu motivo (para não dar a chance), o Ultimate teve seu motivo. Não aconteceu comigo, aconteceu com outros. Esse lance fica sim na minha cabeça, sempre uma perguntinha. Mas já passou, para mim o que passa não tem como voltar atrás, não adianta ficar chorando pelo leite derrabado. Se não aconteceu não era para acontecer. Mas se tiver a oportunidade futura e se acontecer ficarei bem feliz”, diz.

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