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UFC: Deiveson Figueiredo, o brasileiro que já foi cabeleireiro e sushiman e não sabe o que é perder

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João Canalha tira braço de ferro com Amanda Nunes no Bola da Vez (0:43)

Apresentador brincou com a convidada e encerrou o programa com um braço de ferro (0:43)

Quem vê o cartel de Deiveson Figueiredo, não imagina como era sua vida há pouco mais de dois anos. É que o brasileiro, que neste sábado enfrenta Jussier Formiga no UFC Nashville, não se dedicava somente ao MMA até 2017, quando chegou ao maior evento do mundo.

Um início para ninguém botar defeito aliás: em quatro lutas, foram quatro vitórias e agora está perto do cinturão dos moscas, já que enfrenta o compatriota que é o primeiro colocado do ranking. Nada mal para quem saiu de uma fazenda e até pouco tempo cortava cabelos e fazia sushi.

“Eu sou garoto de interior, criado na fazenda. Meu pai é vaqueiro, sempre lidei com animais na fazenda. Até os 16 anos, trabalhei com ele na fazenda. Comecei a estudar e sempre ia ajudá-lo nas férias. Aos 17, eu já não quis mais ir trabalhar na fazenda”, contou ele, ao ESPN.com.br.

“Ganhei interesse pela cidade. Fiquei estudando, na cidade, migrei para capoeira, sempre gostei muito. Conheci o Iuri Marajó, fui para o jiu-jitsu. Depois, migrei para o MMA, na mesma cidade, em Soure. Venci minha primeira luta, fui para Belém e fui construindo minha carreira com nocautes e finalizações”, seguiu o lutador, que, em 15 lutas como profissional, não conhece derrota.

Até 2016, porém, ainda lutando em eventos nacionais, Figueiredo não se dedicava somente ao esporte. Algo que só aconteceria com a chegada ao UFC, egresso do Jungle Fight.

“Trabalhei 1 ano e oito messes no salão de cabeleireiro, fazendo tudo, cabelo de mulher, escova e chapinha. Eu gosto muito. Trabalhei como sushiman também e tenho objetivo de abrir um restaurante. Está nos planos”, contou ele sobre suas aventuras antes de assombrar o UFC.

A estreia de Figueiredo aconteceu no UFC 212, com nocaute sobre Marco Beltran. Em seguida, venceu, por decisão dividida Jarred Brook e, mais recentemente, derrubou Joseph Morales e John Moraga. Caso bata também Formiga, tem tudo para desafiar o campeão Henry Cejudo.

“Formiga é um cara bem inteligente, não é agressivo, que dá show, mas o importante é no final ter o braço erguido. Ele luta para isso. Faz uma luta morna, chata, mas não quero deixar isso acontecer. O Formiga ser mais conhecido é até melhor, porque aí mostro quem sou eu”, avaliou sobre o rival.

Contra Formiga, aliás, Figueiredo entrará no octógono com o cabelo feito por ele mesmo, com uma risca vermelha, em homenagem ao personagem do jogo “God of War”. “Quando migrei para o MMA, falava muito com o meu irmão, de ter um nome que assustasse os adversários. Aí surgiu o jogo do Deus da Guerra, pegou, passei a usar a máscara e estamos aí”, explicou.