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Opinião: Amanda já é a maior da história; Jon Jones está acima de Anderson Silva, mas ainda não é o melhor

Quem é a maior lutadora e quem é o maior lutador da história do MMA?

A primeira das perguntas foi respondida no UFC 232, em Los Angeles. E Amanda Nunes precisou de só 51s para fazer todo mundo chegar a uma conclusão um tanto quanto óbvia agora: ela é a melhor de todos os tempos.

Amanda perdeu quatro vezes na carreira, é verdade. Mas ganhou de Miesha Tate, Ronda Rousey, Valentina Schevechnko (duas vezes) e Cris Cyborg.

Ou seja: Amanda ganhou de todas as principais concorrentes ao posto. E, com exceção de Shevchenko, atropelou todas as outras.

A baiana ainda se tornou a primeira mulher a ganhar dois cinturões de duas categorias diferentes do UFC. E ao mesmo tempo, algo que só Conor McGregor e Daniel Cormier conseguiram até agora.

Mas e Jon Jones?

Certamente o nocaute diante de Gustafsson o colocou muito forte nessa disputa. E dá munição para que se possa dizer que ele já é o maior.

Mas, na humilde opinião de quem escreve esse textos, Jon Jones ainda não é!

A começar porque a disputa pelo posto é maior entre os homens. Anderson Silva, Georges St-Pierre e Fedor Emelianenko são os principais concorrentes.

VÍDEO: Cyborg não vê Amanda Nunes como melhor da história: 'Ela tem quatro derrotas'

Para mim, Jon Jones está a frente de Fedor e Anderson nesse momento. Principalmente pelo fim da carreira desses dois, com várias derrotas.

Anderson foi mais espetacular, conseguiu nocautes e vitórias inacreditáveis. Mas, no conjunto da obra, com as derrotas no fim e com as vitórias dominantes de Jon Jones contra rivais de um calibre enorme (6 ex-campeões do UFC entre eles), acaba perdendo um pouco de espaço na disputa.

O problema de Jon Jones é a comparação com Georges St-Pierre.

O canadense foi tão dominante quanto. Defendeu o cinturão dos meio-médios por 11 vezes e venceu oito lutas contra atletas que um dia foram campeões do UFC. Também tem títulos de duas categorias diferentes.

O equilíbrio na análise é enorme. Mas o canadense leva a melhor por um motivo: nunca teve problemas com doping.

O próprio Jon Jones admitiu nessa semana que sua carreira vai sempre ficar marcada por um asterisco. E é esse asterisco que o deixa um pouquinho atrás de St-Pierre agora.

Mas vale dizer: essa análise, além de muito pessoal, é sempre muito pontual, vale para só para o momento.

Jon Jones pode seguir ganhando e se consolidar como melhor da história incontestavelmente. Ou pode começar a perder e terminar a carreira em um patamar abaixo de Anderson.

Veja todos os resultados do UFC 232:

CARD PRINCIPAL:

Jon Jones (EUA) nocauteou Alexander Gustafsson (SUE) aos 2:02 do 3º round - pelo cinturão dos meio-pesados
Amanda Nunes nocauteou Cris Cyborg (BRA) a 0:51 do 1º round - pelo cinturão feminino dos penas
Michael Chiesa (EUA) finalizou Carlos Condit (EUA) com uma kimura a 0:56 do 2º round - meio-médios
Corey Anderson (EUA) venceu Ilir Latifi (SUE) na decisão unânime dos jurados (triplo 29-28) - meio-pesados
Alex Volkanovski (AUS) nocauteou Chad Mendes (EUA) aos 4:14 do 2º round - penas

VÍDEO: Dana White diz que Amanda Nunes será uma estrela depois de nocautear Cris Cyborg

CARD PRELIMINAR:

Walt Harris (EUA) venceu Andre Arlovski (BLR) na decisão dividida dos jurados (27-30, 29-28 e 29-28) - pesados
Megan Anderson (AUS) nocauteou Cat Zingano (EUA) a 1:01 do 1º round - penas feminino
Petr Yan (RUS) nocauteou Douglas D'Silva (BRA) no intervalo entre o 2º e o 3º round por interrupção do córner - galos
Ryan Hall (EUA) finalizou BJ Penn (EUA) com uma chave de perna a 2:46 do 1º round - leves
Nathaniel Wood (ING) finalizou Andre Ewell (EUA) com um mata-leão aos 4:12 do 3º round - galos
Uriah Hall (JAM) nocauteou Bevon Lewis (EUA) a 1:32 do 3º round - médios
Curtis Millender (EUA) venceu Siyar Bahadurzada (AFG) na decisão unânime dos jurados (29-28, 29-28 e 30-27) - meio-médios
Montel Jackson (EUA) finalizou Brian Kelleher (EUA) com um triângulo de mão a 1:40 do 1º round - peso combiando