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COB demite secretário-geral que tinha salário de R$ 1,1 milhão

Paulo Wanderley, presidente do Comitê Olímpico do Brasil Getty

Sérgio Lobo, secretário-geral e diretor financeiro do Comitê Olímpico do Brasil (COB), foi demitido nesta quarta-feira, dias depois de a ESPN revelar salários astronômicos de cartolas da entidade.

A demissão faz parte de uma ação para corte de gastos, promovida pela administração de Paulo Wanderley. Além disso, Lobo tinha forte vínculo com o ex-presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, proibido pela Justiça de frequentar as dependências do COB e do Comitê Rio 2016.

Após reportagem exclusiva do ESPN.com.br publicada há alguns dias, constatou-se que Lobo recebia aproximadamente R$88 mil por mês de salário. A quantia embolsada pelo ex-secretário durante o ano era maior que a recebida por diversas confederações juntas.

Apesar de não ser alvo de investigações, Lobo foi citado em um trecho do depoimento da secretária de Nuzman para a Polícia Federal. Nele, Maria Celeste menciona que Sérgio Lobo tinha conhecimento de um e-mail de Papa Massata Diack, filho do ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), no qual ele cobrava um pagamento pendente.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Nuzman teria sido a ligação entre o empresário Arthur Soares, envolvido em negócios ilícitos com o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, e Diack, possibilitando o pagamento de propina para votos a favor do Rio de Janeiro como sede olímpica de 2016.