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O começo

Unir duas ligas rivais, NFL e AFL. Com esse objetivo, o Super Bowl foi criado. Mais que uma final, o confronto entre os vencedores de cada liga passaria a definir o verdadeiro campeão do futebol americano, a partir de 1966.

A NFL como conhecemos hoje nasceu em 1970, com a fusão das duas ligas e o surgimento das Conferências Nacional (NFC) e Americana (AFC). O campeão de cada conferência disputa o título da bola oval no Super Bowl.

Por que Super Bowl?

O termo foi criado por Lamar Hunt, então dono do Kansas City Chiefs. Ele usou “Super Bowl” para se referir ao embate entre os campeões da NFL e da AFL, criado em 1966, mas, como hoje, disputado no ano seguinte, em 1967.

Na verdade, Hunt adaptou uma tradição americana. Nos primórdios, na década de 1920, o “Rose Bowl” foi criado para dar nome ao título mais importante do futebol americano universitário. Depois disso, todo grande jogo de playoff aderiu o termo “Bowl”, que continua até hoje. Logo, nada mais lógico do que a NFL fazer o mesmo com a sua "superdecisão", certo?

Quase... Não foi tão lógico assim. Os chefões da NFL queriam se referir ao jogo como “AFL-NFL Championship Game”, e o "apelido" foi usado nas duas primeiras finais. No entanto, a imprensa gostou mais do termo de Hunt. Super Bowl estava popularizado e acabou oficializado a partir da terceira edição.

Já os algarismos romanos começaram a ser fixados no nome a partir da quinta decisão, em 1971. O objetivo: não confundir o torcedor, já que a temporada começa em um ano e termina no seguinte. Mas, para a histórica edição 50, a NFL mudou de ideia e decidiu não usar os algarismos romanos.


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As cifras do Super Bowl

Disputado em Los Angeles, o primeiro Super Bowl teve 62.946 pagantes, com ingressos vendidos entre US$ 6 e US$ 12, valores considerados caros para a época.

Para a final deste ano, o ingresso mais barato custa US$ 900, mas é revendido por milhares de dólares pela internet. No fim de janeiro, por exemplo, a revenda variava entre US$ 4 mil e incríveis US$ 25 mil.

O "superpreço" não é novidade: a inflação é recorrente quando o assunto é ingresso para o Super Bowl. Por exemplo, em 2015, a três dias da decisão, o mais barato superava US$ 10 mil. O mais caro, mais de US$ 21 mil.

O troféu

Na primeira edição, o Green Bay Packers confirmou o favoritismo e venceu o Kansas City Chiefs por 35 a 10. Técnico dos Packers nos títulos dos dois primeiros Super Bowls, Vince Lombardi dá nome ao troféu desde 1971.

A NFL resolveu homenagear o supertécnico após sua morte, em 3 de setembro de 1970. E o fez em grande estilo: a taça é produzida pela “Tiffany & Co”, empresa especializada em joias luxuosas.

Na TV

Nos EUA, CBS e NBC transmitiram o Super Bowl I com uma audiência estimada em mais de 51 milhões de espectadores. O valor de um comercial de 30 segundos na transmissão era de US$ 42 mil. Hoje, a cifra é de US$ 5 milhões (cerca de R$ 20 milhões, segundo a cotação em 27/1)

O Super Bowl de 2015, entre New England Patriots e Seattle Seahawks, registrou uma audiência de mais de 114 milhões de espectadores apenas nos EUA, a maior da história.

Para se ter ideia, em termos de audiência total, o Super Bowl ocupa as 21 maiores medições na história da TV americana.

Tirando a final da Champions League e Real x Barcelona, o Super Bowl é o evento anual de maior audiência no mundo.

Na TV brasileira

Os primeiros Super Bowls transmitidos no Brasil foram ainda na década de 80, na TV Bandeirantes e na voz marcante de Luciano do Valle. Nas décadas de 90 e 2000, a tradição seguiu na Band, e os canais ESPN também começaram a transmitir a grande decisão.

Em 2009, a ESPN, pela primeira vez na história de uma rede de televisão brasileira, mandou equipe completa in loco para um Super Bowl. A decisão foi vencida pelo Pittsburgh Steelers sobre o Arizona Cardinals, em Tampa, na Flórida.

Em 2015, mais de 500 mil telespectadores sintonizaram no Super Bowl XLIX na ESPN.

Audiência na ESPN

Na cultura

A tradição diz que o Super Bowl é realizado sempre no primeiro domingo de fevereiro. Antes de 2004, o número de times nos playoffs era menor, logo, o mata-mata tinha menos rodadas, e a final geralmente era disputada no fim de janeiro.

Apesar de não ser considerado um feriado, o domingo de Super Bowl é tratado como tal. Famílias e amigos se reúnem em casa para ver a grande final. Horas antes do jogo, diversas lojas já fecham suas operações. Até algumas igrejas suspendem atividades na data.

O “menu”

O Super Bowl só perde para o Dia de Ação de Graças como a data em que os americanos mais comem e bebem.

Mas não é qualquer comida: asinhas de frango, pizzas, batatas chips, guacamole, hambúrgueres, refrigerantes, cervejas...

Estima-se que 14,5 toneladas de batatas, 1,25 bilhão de asinhas de frango, 1,8 toneladas de pipoca, 4 milhões de pizzas e 4 toneladas de guacamole serão consumidas durante o Super Bowl 50 nos EUA. E para matar a sede? 50 milhões de garrafas de cerveja serão vendidas. Está bom para você?

Um show à parte

O Super Bowl transforma a cidade-sede, que respira o evento muito além da parte esportiva.

A transformação da cidade

San Francisco, anfitriã do Super Bowl 50, irá se “vestir” para o evento, medida tradicional de toda cidade-sede na chamada “Super Bowl City”.

As principais avenidas e points da cidade se tornam centros com atividades culturais, shows, telões, comidas, bebidas, enfim, uma verdadeira festa. As pessoas, durante a semana toda, se reúnem nos locais para confraternizar.

Para quem quer saber como é chutar um field goal, receber um lançamento, brincar de quarterback e até ser “draftado”, a NFL Experience proporciona tudo isso. Geralmente a estrutura, uma espécie de "parque de diversões" de futebol americano, é montada em um salão gigantesco com diversas ações e atividades que fazem crianças e até adultos se sentirem “dentro” de um campo da NFL.

O show do intervalo

Antes dos anos 90, os shows do intervalo do Super Bowl eram temáticos e traziam bandas marciais e outras apresentações de entretenimento.

Com o objetivo de aumentar a audiência no intervalo, a organização optou por ter uma atração musical do mundo pop a partir de 1991. A estreia foi com a boy band New Kids on the Block, um dos grandes hits no começo daquela década.

Lendas da música como Michael Jackson, Madonna, Rolling Stones, U2, Prince, Paul McCartney e Bruce Springsteen já tocaram no intervalo do Super Bowl.

Na edição deste ano, os escolhidos foram os britânicos do Coldplay, banda que já vendeu mais de 80 milhões de álbuns ao redor do mundo.

O mais incrível é a estrutura do show do intervalo, inovando a cada ano. Ao fim do primeiro tempo, uma equipe de centenas de trabalhadores entra no campo e monta toda a parafernália em rigorosamente 10 minutos. Após pouco mais de 10 minutos de show, mais 10 minutos para desmontar tudo. Ao fim do trabalho, nem parece que aconteceu um concerto ali.

Alguns shows do intervalo, porém, tiveram suas gafes. Foi o caso de Janet Jackson, que mostrou demais em 2004, e o Red Hot Chilli Peppers, que admitiu o uso de playback em 2014.

Os palcos

As regiões metropolitanas de Miami e Nova Orleans foram os lugares que mais receberam Super Bowls na história, dez para cada lado.

Por ser realizado no inverno, a NFL geralmente não escolhe uma cidade com expectativa média de temperatura abaixo dos 10ºC. No entanto, algumas exceções foram abertas: Detroit (onde o estádio é coberto), Indianápolis (também indoor) e Nova York foram alguns dos locais gelados selecionados.

Para ser sede do Super Bowl, a candidata envia sua proposta com cerca de cinco anos de antecedência. A cidade-sede arca com a maioria dos custos do evento, mas a NFL também paga uma parte menor. Para se candidatar, o município precisa preencher uma série de requerimentos, como um mínimo de 70 mil lugares no estádio, área para entretenimento, boa rede hoteleira, entre outros.

Até hoje, nenhum time jogou o Super Bowl em casa. E não foi o San Francisco 49ers que quebrou esse tabu: o time teve uma das piores campanhas da temporada regular em 2015 e ficou distante dos playoffs.

Números

O Super Bowl 50

Assista ao Super Bowl 50, no dia 7 de fevereiro, na ESPN e WatchESPN, direto de Santa Clara, nos EUA.

O abre o jogo começa às 19h (horário de Brasília) e a bola voa a partir das 21h.