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RUGBY

Conheça as regras e se apaixone por um dos esportes que mais cresce no Brasil

Oferecido por Amarok

Onde tudo começou

Foi no Rugby School na cidade de Rugby, na Inglaterra, que o esporte se desenvolveu a partir de versões do futebol nas primeiras décadas do Século XIX. E surgiu de uma forma curiosa. Em certo momento de uma partida de futebol, Willian Webb Ellis pegou a bola com as mãos e saiu correndo. Pronto: estava criado o rugby. Ainda nos últimos anos do mesmo século, o esporte também já era praticado por mulheres. Ellis ganharia anos depois a homenagem de dar o nome ao troféu da Copa do Mundo da modalidade.

Esporte de “Lordes”

O esporte de força, inteligência, estratégia e respeito tem origem nas classes nobres da Inglaterra e essa cultura se manteve ao longo da história. A Rainha Elizabeth II é a patrona da seleção do país e os príncipes William e Harry são fãs e praticantes de rugby.

Você sabia?

100 metros separam um in-goal de outro em um campo de Rugby. Partindo do zero, uma Amarok percorre essa distância em 6,18s. Carlin Isles, considerado o jogador mais veloz do mundo, tem como recorde nesse mesmo trajeto o tempo de 10,58s.

Equipamento

A – Chuteira
As chuteiras no rugby têm travas mais altas em comparação com as de futebol. O objetivo é ajudar na fixação ao gramado nos momentos de maior impacto.

B – Shoulder pad
Os protetores de ombro são amaciados e também podem servir para proteger peito, abdômen, costas e bíceps.

C – Scrum Cap
Por não ser um item obrigatório, é comum ver jogos com pouquíssimos atletas usando os capacetes. Eles são macios e servem principalmente para blindar a cabeça e as orelhas.

D – Protetor bucal
Ao contrário do capacete e do protetor de tronco, este item é obrigatório no rugby. Serve, claro, para proteger lábios e dentes e também reduz a possibilidade de lesões de cabeça e pescoço. Na Nova Zelândia, as lesões reduziram 47% após a obrigatoriedade do uso das ‘boqueiras’.

Árbitro

Número de árbitros
São três juízes, um de campo e dois assistentes que ficam nas laterais. Nos principais jogos e competições, há um quarto árbitro que acompanha os lances em um monitor de vídeo.

Auxílio da Tecnologia
O rugby é aberto ao uso da tecnologia. O vídeo é acionado para rever jogadas duvidosas e também para punir agressões e advertir jogadores. Além disso, o árbitro tem microfone aberto para que todos os atletas e público possam ouvir suas conversas e decisões.

Respeito aos árbitros
Essa é uma das características mais emblemáticas do esporte e no que ele mais diverge do futebol: somente os capitães podem se dirigir à arbitragem e as decisões não são contestadas.

Posição

Número de jogadores

Tanto no rugby masculino quanto no feminino, em sua forma mais tradicional, cada time tem 15 jogadores titulares e até oito reservas. Há ainda a versão do Seven a Side – ou Rugby Sevens -, com apenas sete jogadores e que será a disputada na Olimpíada, por exemplo.

Já o Rugby League é uma variação praticada com 13 jogadores, que surgiu na Inglaterra, no final do século XIX. Apesar de seguir as mesmas regras básicas, tem diversas alterações na dinâmica do jogo e é regido por instituições diferentes das do rugby comum.

1 - Pilares

Usam os números #1 (que joga pela esquerda) e #3 (pela direita) e devem ter muita força e resistência. Dar estabilidade ao time na formação de scrum é uma de suas funções Geralmente, são os mais pesados do time.

2 - Hooker

O camisa #2 do time completa a primeira linha e se posiciona entre os pilares. Na formação fixa ele só pode puxar a bola para sua equipe com os pés, fazendo uma espécie de gancho (hook) com o pé. Também é responsável pelas cobranças de lateral. Assim como os pilares, precisa ter muita força e resistência para ficar na linha de frente do time.

3 - Segundas Linhas

Força, inteligência e habilidade são requisitos fundamentais para os números #4 e #5 do time. São eles que recebem a bola alta, tanto nos laterais quanto nas saídas de jogo e iniciam essas jogadas importantes para o time. Eles também são considerados o “motor” da formação scrum – são eles quem empurram a formação para frente.

4 - Asas

O Aberto (#7) costuma ser mais rápido, e o Cego (#6), mais forte. Devem ser ágeis e versáteis, combinando resistência, força nos tackles, velocidade e habilidade com a bola.

5 - Oitavo

O camisa #8 precisa de explosão muscular e inteligência para garantir a posse de bola no scrum e carregá-la no jogo aberto. Tem funções parecidas com as dos asas.

6 - Scrum-Half

O #9 da equipe é quem faz a ligação entre os forwards e a linha. Precisa dominar todos os tipos de passes e ter bom chute, além de personalidade para decidir a melhor estratégia. O galês Gareth Edwards foi um dos maiores na posição.

7 - Abertura

O #10 é o "pensador" das jogadas, com conhecimento de estratégias e habilidade nos passes, além de ser capaz de chutar com as duas pernas. É o jogador mais visado pelos adversários. É a posição do inglês Jonny Wilkinson, maior pontuador da história dos Mundiais.

8 - Centros

O #12 (Primeiro Centro) e o #13 (Segundo Centro) são fundamentais na defesa, aplicando tackles, e no ataque, furando a defesa com velocidade, potência, inteligência e criatividade. O #12 é geralmente mais habilidoso nos passes, enquanto o #13 tem mais velocidade.

9 - Pontas

Por geralmente serem os últimos a receber a bola, os números #11 (ponta esquerdo) e #14 (ponta direito) costumam ser os “homens-try” da equipe e devem ser ágeis, velozes, fortes e com boa recepção. Os recordistas de tries em Mundiais, Jonah Lomu e Doug Howlett, foram pontas históricos dos All Blacks.

10 - Fullback

O camisa #15 é o último jogador da linha de defesa e precisa de boa capacidade para receber as bolas chutadas pelos adversários, visão de jogo apurada, conhecimento estratégico, precisão nos passes, eficiência nos chutes e força para executar os tackles. Além disso deve ter muita velocidade para ser o elemento a mais em ataque.

Jogadas



  • Scrum

    Para realizar um scrum perfeito é preciso força, concentração e inteligência. Os times ajustam seus jogadores em um formato que lembra um túnel e a equipe que sofreu a falta lança a bola no meio. É uma oportunidade importante de criar um ataque.

  • Ruck

    Essa é uma das imagens mais comuns do rugby. Depois de receber um tackle, o jogador solta a bola no chão e são formados os “rucks” dos dois times para disputar a bola. A potência é um item fundamental neste momento.

  • Lateral

    No rugby, o arremesso lateral envolve técnica e estratégia. O Hooker tem de ter precisão na hora da cobrança e o time combina diferentes jogadas para não dar chance para o adversário ficar com a bola.

  • Tackle

    Acontece quando um jogador derruba o atleta que tem a posse de bola no chão, usando os ombros e o auxílio dos braços. A precisão é importante na hora de dar o bote, para que o adversário não escape e ganhe mais terreno.

Passes

Passe com as mãos

Os passes só podem ser feitos para os lados ou para trás, nunca para frente.

Chute

Quem carrega a bola pode optar por chutá-la para frente. Apenas o chutador e os jogadores que estiverem na linha da bola ou atrás dela podem correr para agarrá-la.

Pontos



  • Try

    É o lance de maior pontuação e ocorre quando um jogador encosta a bola no chão dentro do in-goal, atrás das traves. Vale cinco pontos.

  • Conversão

    Após marcar um try, a equipe tem direito a um chute para a bola passar entre as traves. Vale dois pontos.

  • Drop Goal

    Vale três pontos e é convertido quando um jogador acerta a bola entre as traves em um chute com a partida em andamento – a bola precisa “quicar” no chão antes do disparo. O título mundial da África do Sul em 1995 aconteceu graças a um drop goal de Joel Stransky, na prorrogação.

  • Chute de Penalidade

    Dá três pontos para o time e é convertido depois de uma falta grave. A bola é colocada no ponto onde aconteceu a infração e o jogador deve chutá-la entre as traves.

Acompanhe os principais campeonatos de rugby na ESPN.

Conteúdo: Mob 36 e Igor Resende | Infografia: Dalton Cara e Caroline Silva | Vídeo: Equipe Watch ESPN | Edição: Gabriel Gorski, Ricardo Zanei, Gian Oddi e Paulo Cobos | Desenvolvimento: Thiago Gonzalez | Coordenação de projeto: Débora Fajolli

Conteúdo: Mob 36 e Igor Resende  |  Infografia: Dalton Cara e Caroline Silva  | Vídeo: Equipe Watch ESPN  |  Edição: Gabriel Gorski, Ricardo Zanei, Gian Oddi,  e Paulo Cobos  |  Coordenação de projeto: Débora Fajolli