O Rugby

O Rugby

Jogos em que artefatos esféricos eram usados com as mãos e os pés datam do início do primeiro milênio, de acordo com a Enciclopédia Britânica. Os gregos jogavam o episkyros. Os romanos adaptaram o esporte para o harpastum. O rugby nasceu dessas formas ancestrais. O esporte, reza a lenda, começou a se desenhar em 1823, graças a um rapaz chamado William Webb Ellis. Durante um jogo de football, esporte que cada escola ou universidade tinha a sua forma de praticar, ele teria agarrado a bola com as mãos e corrido com ela, dando origem à nova modalidade. É o que os historiadores chamam de "mito fundador", e o que a Federação Internacional credita sobre a origem do esporte.

O episódio aconteceu na Rugby School, em Rugby, Warwickshire, na Inglaterra, o que explica de onde vem o nome do esporte. A escola existe até hoje, é uma das entidades de ensino privadas mais antigas da Grã-Bretanha. As primeiras regras, de acordo com a BBC, foram escritas por três outros alunos da Rugby School em 1845. Em homenagem a Webb Ellis, o troféu dado ao campeão da Copa do Mundo leva o seu nome. Feito de prata e banhado a ouro, mede 38 cm e pesa 4,5 kg. Tem duas alças: em uma delas, está um sátiro – ou fauno -, ser mitológico metade homem, metade bode. Em outra, uma ninfa. Ao centro, os nomes “The Webb Ellis Cup” e “International Rugby Football Board”, referência à Federação Internacional.

Variações

Rugby Union: o mais difundido, em português,
Rugby de quinze (XV), como o nome diz, com 15 jogadores
de cada lado.

Rugby Sevens: com 7 jogadores. Voltou
aos Jogos Olímpicos no Rio-2016.

Jogadores de Rugby

Equipamentos

Equipamentos
  • Scrum Cap

    Scrum Cap

    Por não ser um item obrigatório, é comum ver jogos com pouquíssimos atletas usando os capacetes. Eles são macios e servem principalmente para blindar a cabeça e as orelhas.

  • Protetor Bucal

    Protetor Bucal

    Ao contrário do capacete e do protetor de tronco, este item é obrigatório no rugby. Serve, claro, para proteger lábios e dentes e também reduz a possibilidade de lesões de cabeça e pescoço. Na Nova Zelândia, as lesões reduziram 47% após a obrigatoriedade do uso das ‘boqueiras’.

  • Shoulder Pad

    Shoulder Pad

    Os protetores de ombro são amaciados e também podem servir para proteger peito, abdômen, costas e bíceps.

  • Chuteira

    Chuteira

    As chuteiras no rugby têm travas mais altas em comparação com as de futebol. O objetivo é ajudar na fixação ao gramado nos momentos de maior impacto.

Árbitro

Número de Árbitros São três juízes, um de campo e dois assistentes que ficam nas laterais.
Nos principais jogos e competições, há um quarto árbitro que acompanha os lances em um monitor de vídeo.

Auxílio da Tecnologia O rugby é aberto
ao uso da tecnologia. O vídeo é acionado para rever jogadas duvidosas e também para punir agressões e advertir jogadores. Além disso, o árbitro tem microfone aberto para que todos os atletas e público possam ouvir suas conversas e decisões.

Respeito aos Árbitros Essa é uma das características mais emblemáticas do esporte e no que ele mais diverge do futebol: somente os capitães podem se dirigir à arbitragem e as decisões não são contestadas.

Árbitro

Posições

Pilares
Hooker
Segundas linhas
Asas
Oitavo
Scrum-Half
Abertura
Centros
Pontas
Fullback
  • Pilares

    Usam os números #1 (que joga pela esquerda) e #3 (pela direita) e devem ter muita força e resistência. Dar estabilidade ao time na formação de scrum é uma de suas funções Geralmente, são os mais pesados do time.

  • Hooker

    O camisa #2 do time completa a primeira linha e se posiciona entre os pilares. Na formação fixa ele só pode puxar a bola para sua equipe com os pés, fazendo uma espécie de gancho (hook) com o pé. Também é responsável pelas cobranças de lateral. Assim como os pilares, precisa ter muita força e resistência para ficar na linha de frente do time.

  • Segundas linhas

    Força, inteligência e habilidade são requisitos fundamentais para os números #4 e #5 do time. São eles que recebem a bola alta, tanto nos laterais quanto nas saídas de jogo e iniciam essas jogadas importantes para o time. Eles também são considerados o “motor” da formação scrum – são eles quem empurram a formação para frente.

  • Asas

    O Aberto (#7) costuma ser mais rápido, e o Cego (#6), mais forte. Devem ser ágeis e versáteis, combinando resistência, força nos tackles, velocidade e habilidade com a bola.

  • Oitavo

    O camisa #8 precisa de explosão muscular e inteligência para garantir a posse de bola no scrum e carregá-la no jogo aberto. Tem funções parecidas com as dos asas.

  • Scrum-Half

    O #9 da equipe é quem faz a ligação entre os forwards e a linha. Precisa dominar todos os tipos de passes e ter bom chute, além de personalidade para decidir a melhor estratégia. O galês Gareth Edwards foi um dos maiores na posição.

  • Abertura

    O #10 é o "pensador" das jogadas, com conhecimento de estratégias e habilidade nos passes, além de ser capaz de chutar com as duas pernas. É o jogador mais visado pelos adversários. É a posição do inglês Jonny Wilkinson, maior pontuador da história dos Mundiais.

  • Centros

    O #12 (Primeiro Centro) e o #13 (Segundo Centro) são fundamentais na defesa, aplicando tackles, e no ataque, furando a defesa com velocidade, potência, inteligência e criatividade. O #12 é geralmente mais habilidoso nos passes, enquanto o #13 tem mais velocidade.

  • Pontas

    Por geralmente serem os últimos a receber a bola, os números #11 (ponta esquerdo) e #14 (ponta direito) costumam ser os “homens-try” da equipe e devem ser ágeis, velozes, fortes e com boa recepção. Os recordistas de tries em Mundiais, Jonah Lomu e Doug Howlett, foram pontas históricos dos All Blacks.

  • Fullback

    O camisa #15 é o último jogador da linha de defesa e precisa de boa capacidade para receber as bolas chutadas pelos adversários, visão de jogo apurada, conhecimento estratégico, precisão nos passes, eficiência nos chutes e força para executar os tackles. Além disso deve ter muita velocidade para ser o elemento a mais em ataque.

Jogadas

  • Scrum Para realizar um scrum perfeito é preciso força, concentração e inteligência.
    Os times ajustam seus jogadores em um formato que lembra um túnel e a equipe que sofreu a falta lança a bola no meio. É uma oportunidade importante de criar um ataque.

  • Ruck Essa é uma das imagens mais comuns
    do rugby. Depois de receber um tackle, o jogador solta a bola no chão e são formados os “rucks” dos dois times para disputar a bola. A potência é um item fundamental neste momento.

  • Lateral No rugby, o arremesso lateral envolve técnica e estratégia. O Hooker tem de ter precisão na hora da cobrança e o time combina diferentes jogadas para não dar chance para o adversário ficar com a bola.

  • Tackle Acontece quando um jogador derruba
    o atleta que tem a posse de bola no chão, usando os ombros e o auxílio dos braços. A precisão é importante na hora de dar o bote, para que o adversário não escape e ganhe mais terreno.

Passes

Passes

Passe com as mãos

Os passes só podem ser feitos para os lados ou para trás, nunca para frente.

Chute

Quem carrega a bola pode optar por chutá-la para frente. Apenas o chutador e os jogadores que estiverem na linha da bola ou atrás dela podem correr para agarrá-la.

Pontos

Try É o lance de maior pontuação e ocorre quando um jogador encosta a bola no chão dentro do in-goal, atrás das traves.
Vale cinco pontos.

Conversão Após marcar um try, a equipe tem direito a um chute para a bola passar entre as traves. Vale dois pontos.

Drop Goal Vale três pontos e é convertido quando um jogador acerta a bola entre as traves em um chute com a partida em andamento – a bola precisa “quicar” no chão antes do disparo. O título mundial da África do Sul em 1995 aconteceu graças a um drop goal de Joel Stransky, na prorrogação.

Chute de Penalidade Dá três pontos para o time e é convertido depois de uma falta grave. A bola é colocada no ponto onde aconteceu a infração e o jogador deve chutá-la entre as traves.