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Futsal: Rivalidade com o Palmeiras faz Corinthians 'vetar' bola verde na final da Liga Paulista

Leandro Lino (à esq.) e Douglas disputam durante Corinthians x Sorocaba pela final da Liga Paulista Gazeta Press

A quinta-feira foi de muita emoção no futsal. Na decisão da Liga Paulista de Futsal, disputada entre Corinthians e Sorocaba, no ginásio Wlamir Marques, na zona leste de São Paulo, além da inusitada contusão do árbitro, que teve que ser substituído, obrigando a partida a ficar cerca de uma hora parada, outra polêmica chamou atenção. A bola oficial personalizada para o jogo decisivo possui detalhes na cor verde e, como lembraria o Palmeiras, grande rival corintiano nos campos, foi "vetada", fazendo com que a partida fosse jogada com um modelo com detalhe laranja.

"A bola foi entregue para todos os franqueados em sua cor verde. O Corinthians não aceitou a bola verde e recebeu a laranja. A bola mudou, segundo o fabricante. O Corinthians mostrou a bola do ano passado, o Sorocaba reclamou que treinou com outra bola", explicou Laércio Graça, presidente da LPF.

"Essa bola é muito ruim. Na nossa casa quisemos jogar com a bola do ano passado e não deixaram. Viemos aqui e eles queriam jogar com a deles", reclamou Rodrigo, fixo do time interiorano, ainda durante a longa parada por causa da contusão do árbitro.

Até mesmo o astro Falcão, logo após seu primeiro toque na bola, se mostrou inconformado com a decisão da arbitragem, de ceder à "pressão corintiana". O astro, que deveria bater um lateral, pegou a bola na mão e a colocou sobre a mesa dos árbitros, reclamando bastante. Alguns segundos depois, porém, ele aceitou seguir o jogo.

Apesar da polêmica, prevaleceu a vontade corintiana, o que foi aprovado pela torcida. "Aqui, nesse local, não entra verde. É a nossa casa, não vamos admitir", opinou Ricardo, de 27 anos, que costuma assistir a todos os jogos do time do coração tanto no campo quanto na quadra, enquanto a maior parte dos presentes ao ginásio cantavam uma música que denegre a imagem do maior rival".

Já Walter, de 57 anos e que admitiu que, apesar de corintiano, foi ao Wlamir Marques para ver a despedida de Falcão, acha que a polêmica não tem fundamento, mas acredita que faltou "boa vontade" da fabricante da bola. "O jogo tinha tudo para ser um grande espetáculo. O Corinthians é um time muito bom, do outro lado o maior de todos os tempos e a gente só queria ver a bola rolar. Infelizmente essas coisas acontecem para atrapalhar o esporte, mas não precisava de uma bola verde. Todo mundo sabe que a torcida do Corinthians não suporta o verde".