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CSA: Presidente Rafael Tenório pede licença de 90 dias do cargo após venda de mando contra Flamengo

A venda do mando de campo da partida contra o Flamengo, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, causou um verdadeiro "terremoto" no CSA.

Após divulgar a notícia de que o duelo seria disputado em Brasília, e não em Maceió, o presidente da equipe alagoana, Rafael Tenório, passou a ser alvo de protestos da torcida.

Em meio à pressão, ele pediu afastamento do cargo por 90 dias para cuidar de suas empresas e "refletir sobre o futuro" no clube.

"Estou me afastando da presidência do clube por um período de 90 dias. Já assinei a carta de afastamento e estou entregando ao presidente do Conselho Deliberativo, Raimundo Tavares. O motivo foi a repercussão por conta da venda do mando de campo [do jogo contra o Flamengo]. Vou parar, cuidar das minhas empresas e refletir sobre o meu futuro no CSA", disse, ao globoesporte.com.

Na ausência de Tenório, quem passará a dar as cartas será o vice-presidente da agremiação, Omar Coelho.

A negociação para levar a partida para a capital do Brasil girou entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão, valor que, segundo o presidente do CSA, foi "para o bem do clube".

De acordo com o dirigente, é possível que o confronto com o Corinthians, no segundo turno, também seja disputado fora de Alagoas.

Tenório, por outra lado, já refutou que o CSA vá vender mandos de campo em jogos no qual houver em campo um clube que ele considera lutar pelo mesmo objetivo do seu clube no Brasileiro: ficar na Série A.

Além das questões financeiras, Tenório também afirma que o Estádio Rei Pelé, casa do CSA, com capacidade para 15 mil lugares em jogos com torcida adversária, é pequeno para as pretensões do clube.

Em vias de acertar um acordo de parceria com um fundo chinês, o cartola do clube já revelou à ESPN que um dos investimentos que deseja do parceiro está na construção de um novo estádio, para o qual já tem até uma maquete.