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Filho de ex-Palmeiras e São Paulo pode defender 3 países e conquista Simeone no Atlético de Madrid

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Filipe Luís, Saúl, Godín, Koke e Juanfrán hoje são colegas de equipe de Gustavo Assunção no Atlético de Madrid. Não faz muito tempo que seu pai, Paulo Assunção, dividia o vesiário com os experientes jogadores no próprio time colchonero, onde jogou entre 2008 e 2012 e foi comandado também por Diego Simeone.

Nascido em São Paulo, Gustavo foi com apenas três meses para Portugal, quando seu pai jogava pelo Porto. Após começar na base do clube do Dragão, ele passou por Deportivo La Coruña e Atlético de Madrid.

"Desde moleque eu seguia meu pai e queria ser jogador. Eu morei a maior parte da minha vida na Europa, menos os seis meses que ele jogou no São Paulo. Mas sentíamos muita falta da Espanha e resolvemos voltar", disse Gustavo, ao ESPN.com.br.

O jovem, que pode defender três países (Brasil, Espanha e Portugal), já foi chamado pela seleção brasileira sub-17. Por estar há muito tempo no Atlético, Gustavo aprendeu a ter a mesma mentalidade implementada pelo técnico Simeone.

"Eu passei por muitos desafios e isso foi importante para o meu aprendizado. É uma das bases mais fortes do mundo, aqui você precisa ganhar tudo e sempre seguir os lemas do ‘Cholo’ [Diego Simeone]. Temos que fazer viver intensamente o dia a dia, pensando em cada jogo como se fosse uma final", relatou.

Quando começou a treinar com os profissionais, há cerca de três anos, logo passou a chamar atenção dos antigos companheiros de Paulo Assunção.

"Eu era bem miudinho e o Filipe Luis me reconheceu e me apresentou para o elenco: 'Esse aqui é o filho do Paulinho!' Todo mundo ficou surpreso. O meu pai tem um coração enorme e isso me ajuda demais", disse Gustavo.

Tal pai, tal filho

Revelado no Palmeiras, Paulo Assunção teve passagens por São Paulo e Porto. O ex-volante foi comandado também por Diego Simeone, com quem venceu a Liga Europa de 2012, antes de se aposentar, em 2014.

"O 'Cholo' falou para o Gustavo: ‘Trabalhei com seu pai e será um prazer trabalhar contigo também’. Alguns ex-colegas meus conheceram Gustavo ainda menino. Eles dizem que posso ficar tranquilo que eles vão cuidar bem dele (risos) Se eu tivesse mais força poderia ter jogado com meu filho no mesmo time e com o mesmo treinador (risos)", contou Paulo, ao ESPN.com.br.

O ex-volante segue de perto os passos do filho, que em abril deste ano foi relacionado pela primeira vez para um jogo da equipe profissional, contra o Celta de Vigo.

"Eu fiquei um pouco nervoso. Na hora do jantar, o Filipe Luís me falou: 'Você vai ter que dar palestra depois'. Todo mundo começou a pegar o garfo e a bater nos copos para eu falar (risos). Eu já tinha tudo pensado para falar, mas quando subi na cadeira eu esqueci (risos)", admitiu.

No fim, o discurso saiu no improviso.

"Falei o que estava sentindo e que era um orgulho estar ao lado meus ídolos que via pela televisão e jogando com meu pai. Disse que o Atlético era o clube da minha vida e que naquele momento eu era a pessoa mais feliz do mundo", contou.

"Agradeci à comissão técnica pela oportunidade que me deram. Disse que o meu maior desejo era vencer o jogo, mesmo não entrando em campo. Foi um dia inesquecível", disse Gustavo.

O jovem admite que não tem problemas para atuar da forma que Simeone precisar.

"Já joguei de meio campo mais ofensivo e como volante também. Já fui atacante, ponta direita e se tiver que cobrir a zaga eu cubro. Sou polivalente, mesmo (risos). O Importante é estar jogando!", disse.

Agora, Gustavo aguarda uma chance para estrear com os profissionais e dar continuidade à história que começou com seu pai.

"Nós teremos uma história legal para contar para os netos", disse Paulo.

Mas o futuro da família Assunção no Atlético de Madrid não deverá parar por aí, já que outros irmãos de Gustavo estão na base colchonera.

"Meus filhos João Victor, que vai fazer 15 anos, joga no juvenil e Pedro, que tem cinco e é o único canhoto da família, já está na escolinha", finalizou o ex-volante.